sexta-feira, 7 de maio de 2010

Episódio 4 [2/5] - Festa na Piscina (K.C.)



Minha volta para casa não foi das melhores. E eu sabia que não seria. Passei a maior parte do sabado à tarde conversando com Meggan sobre o tempo que não passamos juntas. Ela disse que estava namorando Rick Jones, o cara era um baita CDF que achava ser o melhor da escola. Mas como eu achei que aconteceria, ele cresceu e se tornou um dos caras sarados do time de futball da escola deles. Tudo isso graças aos acampamentos que ele frequentava todo verão.
Por um acaso Rick apareceu por lá a tarde para fazer uma visita natural à casa dos Williams. E essa foi minha deixa para ir para casa.
Jared me trouxe de volta. Durante a viagem colocamos os pingos nos i's. Eu contei sobre meu sonho ridículo, e me senti mais ridicula quando ele disse "Está brincando que você acredita nesse tipo de coisa? Falasério! Acho que você anda lendo muitos livros." Depois dessa preferi me manter com respostas curtas e mantive o olho na estrada.
Foram quase quatro horas de viagem até minha casa. E minha mãe era realmente parecida com a mãe de Court. Que coisa mais incrível. Só por que o cara salvou minha vida ela tem que convidar ele para dormir em minha casa? Por que ele não salvou meu Lance?
E não é que o desgraçado aceitou dormir lá. Primeiro ficou se fazendo depois decidiu ficar.
Como minha mãe inventou que não tinha espaço na sala porque lá estava fazendo uns preparativos pro trabalho dela pro atelier ela montou uma cama para ele no meu quarto. Claro que eu dormiria com ela, já que Daniel estava tirando férias permanentes de nós duas.
Acordei de um sono ruim no meio da noite com os olhos afundados em lágrimas. Desci as escadas e pus um vídeo. Melancólica. Assisti um vídeo do meu aniversário de sete anos, quando ganhei Lance. Eu estava me torturando.
- Kris? - era a voz dele. - O que faz acordada?
Não respodi. Meus olhos estavam marejados demais para conseguir pronunciar qualquer palavra. Ele se abaixou ficando de cocoras na minha frente. Olhei triste para ele. Depois o abracei. Ele me abraçou de volta e sentou ao meu lado.
- Que droga cara! - ele me abraçou com ias força e me puxou para seu colo como se eu fosse um bebê. - Eu juro que nunca mais isso vai acontecer.
- Desculpa. - eu disse parando pra respirar. Sequei meu rosto com a ajuda dele. - É que eu... É tanta coisa. Perdi meu irmão, meu pai me odeia, minha mãe fica mal o tempo todo por causa dele, e depois tem uma garota estranha que eu não sei quem é que fica falando da escola inteira num blog. Meu namorado terminou comigo faz uns dias...
- Namorado?
- O que foi? Sou tão feia assim pra você pensar que eu não tive? - pergunto cruzando os braços como uma criança de cinco anos mimada. Ele ri e morde o lábio inferior.
- Ah, garota! Se fosse isso... - ele passa as mãos pelo cabelo estranhamente arrumado de um jeito lindo.
- O que fez no cabelo? - eu pergunto passando a mão por eles. Tão macios e irresistíveis. Passei a mão por ali mais umas duas vezes sem perceber que ele me puxara mais para perto.
- Dei uma ajeitada. - respondeu ele tenso. Continuei adimirando o que ele fizera nos cabelos. Ficou ainda mais irresistível que de costume. - Ainda gosta do seu ex-namorado?
Observei cada canto do seu rosto e depois disse:
- Não se pode esquecer alguém de uma hora para outra. - respirei fundo ainda o observando. - Mas creio que chorei mais pela separação de meus pais e pela rejeição de Daniel que me conheceu a vida inteira que por um garoto que fugiu com os pais pra outro país. - eu sorri espontânea.
- Que bicha. - zombou ele rindo. - Sinto muito que a gente tenha se conhecido desse jeito.
- Foi um jeito bom de se conhecer... - digo pensativa.
- Não foi, não. - rimos juntos. Depois deitei minha cabeça sobre seu peito e pude ouvir as batidas rápidas no peito dele. Uma de suas mãos deslisou por meus cabelos umas varias vezes. Seria ótimo pegar no sono ali. Seu corpo me aquecia na noite fria.
Ficamos ali no escuro. Depois me encolhi mais em seus braços fortes me sentindo mais confortável que antes. E adormeci ali, em seus braços protetores e seu cheiro irresistível.
Não sei por quanto tempo eu dormi. Mas aquele mesmo sonho veio mais forte. A dor apareceu novamente. O cheiro de cachorro molhado invadia minhas narinas. Senti uma dor ardente em minha barriga e gritei.
- Kris! Kris! Acorda! - acordei nos braços dele. A dor passou. Obviamente era psicológica. Olhei atonita para ele eu estava gelada e suava.
- Meu Deus! Quando isso vai parar? - perguntei mais para mim que para ele. Percebi que eu estava sentada onde eu tinha dormido. - Há quanto tempo estamos assim?
- Uns quinze minutos . Foi o tempo de você dormir e gritar. - ele analizou meu rosto. - Você está palida. Quer uma água? Eu pego.
- Não, eu só. - senti o sangue voltar rapidamente para meu rosto com a ideia que tive. - Eu... Você se importaria se eu pedisse para dormir comigo hoje?
- Dormir?
- Sim. Apenas dormir. - me atrevi a olhar seu rosto. E lá estava ele: O sorriso que eu tanto apreciava. Naqueles lábios carnudos e macios. Não que eu saiba que são macios. Eu suspeito que sejam e... Ai! Quer saber?, não importa. - Se você quiser... - suspirei derrotada ao ver ele ficar esperando uma explicação. - Tudo bem. Não precisa. - eu disse rápido levantando - Boa noite!
- Espera, espera! - disse ele segurando a minha mão. Olhei para seu rosto. Estava livre de qualquer pensamento ruim ou coisa do parecida. Ele mostrava cumplicidade e compreenção. Senti meus músculos rigidos se aliviarem, mas ainda havia uma ponta de tensão. - Eu fico.
Não pude evitar em abrir um sorriso.
Ele sentou outra vez e deitou no sofá deixando um espaço para mim. Senti um arrepio quando deitei com ele. O calor de sua pele na minha me causou um pequeno choque. Seu braço envolveu minha cintura e depois de alguns segundo eu finalmente consegui dormir.

***

- Onde está Jared? - perguntei a minha mãe assim que sentei para o café.
- Ele saiu bem cedo. Disse que tinha que voltar se não Charlie não o deixaria voltar. - minha mãe estava pronta para o trabalho.
- Que legal. - resmunguei.
- Ele deixou um recado na sua comoda. - ela pegou a bolsa e engoliu o suco. - Tenho que ir. Espero você pro almoço.
- Tudo bem. - fiquei ali por um tempo. Fome eu não tinha. Fiquei pensando no recado. Agora eu não tinha mais companhia pra onde eu fosse. Geralmente Lance e eu faziamos tudo em casa juntos.
Subi as escadas pesarosamente pensando que ele estaria ali comigo. Afastei os pensamentos junto com a torrente de lágrimas que viriam junta com eles. Peguei o papel de caderno.
Se continuar tendo pesadelos me ligue!
Embaixo da escrita tinha um número. Que ultrage! Foi embora mais cedo e nem um bom dia ou qualquer coisa do tipo. O que eu podia esperar dele? Ele era arrogante, mal-educado, musculo e lindo... Tudo bem.. Digamos que, no momento, são poucos os defeitos que ele tem.
Resolvi encarar minha frustração como algo positivo. Afinal, o que se pode esperar dos homens. Eles não são bons o suficiente para nenhuma de nós.
Ignorei minhas saudades e minhas lembranças dolorosas daquela noite macabra. Olhei pela janela e Sam estava estacionando o carro. Desci as pressas as escadas e abri a porta.
- E então sobrevivente número um, como está? - ele disse correndo até mim me me girando em um super abraço de urso.
- É tão bom ver um rosto conhecido. - olhei para trás esperando mais alguém mas não tinha ninguém com ele. Estranho. - E Court?- Imediatamente ele fechou a cara.
- Qual é, Sam?! Vocês não podem viver assim pelo resto da vida. - disse fechando a porta. - O que aconteceu?
- Nada. Eu fui buscar ela em casa hoje de manhã, mas ela não estava. Deve ter fugido com o precioso Jhonny outra vez. - ele disse com uma voz teatralmente sexy.
- Certo. - digo rindo - E Jhenny não é nada, certo?
- Jhenny é só uma amiga. Court não pode aceitar isso. - riu ele baixinho.
- Amigas não te agarram e te dizem o quanto você é gostoso. - eu ri - Ah! Peraí! Eu faço isso. Mas... Cara, ela não é eu, entende? - digo estendendo a mão para encostar em seu ombro. - Sam, ela não é eu que sou a pessoa que te ouve sempre. E ela não é a Court que você quer cuidar e beijar o tempo todo.
- Sou tão transparente. - disse ele me olhando derrotado.
- Para mim...
- Certo e se eu dissesse que vi Cout aos amassos com Jhonny. - estavamos na cozinha. Ele se sentou no banco alto da bancada onde ainda haviam alguns resquicios de comida do café matinal. Fui até a pia e me contentei em enxer um copo de água.
- Sério? Ai, meu Deus! Ela conseguiu? Ele é um gato! - disparei, depois vendo a carranca dele pigarreei - Quer dizer, sério?
- Desde quando sabia disso?
- Só soube que ela saiu com ele uma vez antes do ano letivo começar, mas fazem dois meses. Pensei que ela não tivesse gostado. - enxi a boca de água.
- E quando você iria me contar? - protestou ele.
- Sam, o que os olhos não veem coração não sente. Olha como você está agora! - eu disse sentando de frente para ele - Se eu tivesse contado antes você ficaria mais pirado. - ele olhou irritado consigo para o marmore da bancada - Olha... Sei que é difícil isso tudo. Mas nós ainda vamos rir de tudo isso.
- Ta bom. Agora me diz uma coisa. - O vigor parecia ter voltado a seu rosto - Quem é Jared?
- C-c-como... Q-q-que... Hm? - já era. Aff... Por que ele sempre me pega de surpresa.
- É que quando eu cheguei tinha um cara parado na porta ele tava de moto.
- Hm... - foi o único som que consegui fazer sair. Ele tinha vindo pedir desculpas? Eu não as aceitaria. Tudo bem que minha mãe não poderia nos ver ali na sala sozinhos, mas ele poderia ter sido mais cavalheiro, não estou certa? - E? - A pergunta de vogal falhou antes de sair - Ah! Você... Você perguntou quem era, não é? É o cara que me salvou.
- Você se enrrolou.
- Pára Sam!
- Tudo bem. - ele riu depois voltou a se interessar - Como assim salvou?
- Eu fui atacada pelo lobo, Sam. Eu... Deveria estar morta. - afirmei. Sentindo um arrepio transcorrer cada centímetro do meu corpo. - Se não fosse por Jared...
- Tudo bem, mas você não tem marca nenhuma.
- Jared me explicou que é um tipo de magica indigena. - me achei ridicula.
- Uhm... Isso é uma coisa beeem...
- Idiota.
- É.
- Mas foi isso que me salvou. - fitei o marmore enquanto o alisava. - Olha, Sam - eu olho pro teto piscando umas varias vezes - Eu não quis que isso acontecesse, mas se isso é um meio de me dizer que eu estou viva... - respirei fundo tentando não me desesperar e entrar nas lembranças que eu tinha.
- Você não está falando sério. - ele parecia em dúvida quanto a própria afirmação.
- Passe uma noite comigo e você vai ver o quão mal eu durmo.
- Certo... E o.... E esse tal de Jared.
- O que? - perguntei sentindo-me desconfortável.
- Ele encontrou você. Levou você pra uma casa estranha...
- Na verdade, não era estranha. - eu sorri amarelo - Conheço a casa desde meus cinco anos. Eu ia pra lá com Daniel e mamãe. Passavamos duas semanas lá antes dos acampamentos.
- Ah! O acampamento que você ia e voltava mais vermelha que tomate. - riu ele. Fechei minha cara de imadiato. - Tudo bem. Mas aquele cara parece ter uns vinte e três anos.
- Esquisito. - soltei a palavra em um suspiro - Na verdade - pigarreei - ele na verdade tem dezesseis anos.
- Ta brincando! Ele é mais novo que a gente?
- É. - eu ri. - Parece que ele tem uns vinte. Mas pelo jeito como ele se porta as vezes parece que ele não tem noção de como é mais novo.
- Ah! Muito adulta que você é.
- E você? Gosta da mesma garota há dezesete anos e nem tomou uma atitude. Vai acabar perdendo pro Jhonny. - eu disse tomando mais um gole de água.
- Não é assim que funciona, ô esperta. - ele disse levantando e enchendo um copo com água. - E além do mais, ele não é mais que eu.
- Ô Superego, presta atenção: Não é assim que você vai conquistar minha amiguinha cabeça dura. - eu bati de leve na cabeça dele - Seria bem legal ver vocês juntos mas parece que o destino de vocês não é esse. - me peguei pensando.
- Ai - suspirou ele - Está falando de mim e de Court mesmo? - fiquei tão anestesiada em pensamentos sobre Adam e Jared. Me imaginei como um desenho de anime e outros dois meninos, em anime também, me puxando um em cada braço.
- Tenho que ir encontrar minha mãe no shopping. - pigarreei. E desviei os olhos que estavam fixos em um ponto inexistente.
- Uhm... Te levo lá.
- Não, tudo bem. Eu vou de carro. - eu pensei lembrando de um carro grande lindo e espaçoso. - Você me espera. Vou trocar de roupa e saio em alguns minutos.
- Tudo bem. - ele subiu comigo e ficou esperando no puff vermelho enquanto eu me trocava e conversavamos.
Mais tarde no shopping, minha mãe parecia nem lembrar de meu suposto acidente e fiquei grata por encontrar minhas chaves no balcão da sala. Ela estava tão extasiada com o futuro desfile que até eu me esqueci do ocorrido de uns dias (dos quais eu não lembro, é como se eu tivesse parado no tempo) atrás.
- Quem você vai contratar para abrir o desfile? - perguntei enquanto empurrava um sushi para o estômago.
- Não sei. Achei que você me ajudaria nisso. - ela sorriu e piscou para mim.
- Sério?
- Sim. Depois você também pode escrever uma matéria ou fazer propaganda no jornal da escola. - Isso era mais a cara da Court...
- Você podia variar um pouco.
- Uhm... Nada de investigações. Só moda?
- Um pouco de cada seria um bom equilíbrio. - eu sorri achando interessante aquilo tudo. Minha mãe tinha razão seria interessante variar... Mas só um pouquinho: Isso mais parece coisa da Court.
- Olha mãe, quem curtiria essa matéria seria a Court. Mas fico feliz que tenha pensado em mim.
Depois a expressão no rosto de minha mãe se alterou, como se ela fosse chorar. E eu imaginei o que viria.
- Olhe, seu pai ligou hoje de manhã e...
- Não obrigada. - eu cortei antes que ela continuasse. - Mãe eu não quero ver ele.
- Kristen Elizabeth Carter! - odiava quando ela dizia meu nome inteiro. Por que ela tinha que por Elizabeth? Por quê?
- Mãe... - Respirei fundo. Eu tinha que contar à ela o que ouvi naquele dia. O que me fez fugir para bem longe. Não seria fácil relembrar as palavras fortes de Daniel dizendo que não ligava. - Mãe, eu e você sabemos que ele não se importa. - estiquei minha mão e pus sobre a sua que estava sobre a mesa - Por que não evitamos esse constrangimento e seguimos a diante sem ele?
- Kris, não é assim tão simples. - ela segurou minha mão.
- É sim. - eu me recostei na cadeira e cruzei os braços. - Mãe nós duas sabemos que ele não liga para mim. Na verdade, eu sei disso. Ouvi ele mesmo dizer isso antes de desaparecer.
- Você estava em casa? - ela disse apavorada.
- É... Eu estava planejando passar a tarde com... C-c-com Lance. - eu engoli em seco. - Aconteceu umas coisas detestáveis no colégio e eu resolvi dar uma escapada. Mas ir para casa só fez as coisas piorarem. Foi aí que eu fugi. A principio era apenas uma saída. No segundo dia fui atacada... Bem mãe, você já sabe do resto.
Ela ficou me olhando em estado de choque. Eu ficaria chocada em ver alguém fazer tanta idiotisse de uma vez só.


***


A minha noite não foi agradável. Minha mãe disse que ia passar a noite fora pra programar um desfile e que obviamente não voltaria para casa até a noite de segunda-feira. Me contentei em comer um McDonald's e assistir a um filme que não me lembrasse muito de tudo o que eu estava vivendo. Então optei por uma comédia romântica.
Acabei pegando no sono e tive o mesmo sonho. Que me impediu de dormir a maior parte da noite.


***


Depois da burrada da manhã, depois de assistir minha derrota eminente com Natalie, preferi sair dali. Jared me trouxe para casa. Minha mãe não tinha chego ainda.
- Qual o propósito de tudo isso? - perguntei incrédula vendo que nós dois estavamos mesmo em minha casa. Largamos os capacetes no hall e seguimos para sala. Jared, que vinha atrás de mim, me puxou pelo braço. - O que foi?
- Você tem tido pesadelos. - afirmou ele com tanta convicção que me arrepiei lembrando. Ele percebeu e chegou mais perto. - Veja bem, se isso acontecer me chame.
- Para que? Pra você sumir sem dizer nada. - me soltei de suas mãos e fui andando pra qualquer outro lugar longe dele. Pelo menos esse era o plano. Ele o estragou me parando novamente.
Me virei. Ele ainda estava a uns dois passos de mim.
- Kris... - ele deu um passo e meu braço se estendeu parando-o no mesmo momento. Arfei com o toque em seu abdomem quente e bem definido.
- O que? - perguntei o olhando nos olhos.
- Você tem que dormir um pouco. - ele segurou meu rosto passando os dedos na parte de baixo de meus olhos onde deveria estar concentrada a grande massa de pó que passei para disfarçar as olheiras.
- Eu não quero dormir. - eu disse convicta.
- Não pode não dormir. Vai ficar louca. - riu ele.
Dei de ombro.
- Que diferença faz? Já sou meio maluca... - disse tirando minha mão de sua barriga.
- Por favor... - ele deu mais um passo ficando com o corpo há centimetros do meu. O encarei. Ele pos as mãos em minha cintura. - Você tem que ser sempre tão cabeça dura?
Respirei fundo e o olhei.
- Uhm... - Apoiei as mãos em seu peito definido - Não estou com sono. - tentei parecer irritada.
- Eu prometo ficar aqui até você acordar. - disse ele sorrindo. Seu rosto mais próximo.
- Pensei que estivesse planejando fugir outra vez. - retruco ofegando.
- Não é essa a questão. Sua mãe não gostaria nada de me ver com você no sofá da sala. - Detesto adimitir isso mas ele tem razão.
- Sem fugas? - eu disse derrotada.
- Sem fugas. Ainda vou estar aqui. - Fiquei fitando-o ainda em duvida. - Você confia em mim? - ele segurou meu rosto com uma mão enquanto a outra me mantinha presa a seu corpo.
Fechei os olhos com o toque e quando os abri, grogue, tentei não parecer tão retardada quanto já estava parecendo:
- Tudo bem. - disse em voz baixa. Pigarreei - Então... Vamos arrumar aqui no sofá mesmo tudo bem? É um sofá cama, então é bem simples de arrumar. - me soltei de seus braços - Enquanto você arruma eu vou - senti frio - pegar um cobertor.
- Pra que? - perguntou ele confuso.
- Ar-condicionado. - eu disse com o olhar confuso.
Quando voltei para sala ele já tinha arrumado o sofá. era uma cama de casal maravilhosa.
- Uau! - eu disse quando cheguei ali.
- Chega mais gata! - disse ele dando uma piscadinha para mim.
Eu ri e se sentei a seu lado.
- Essas olheiras deixam você muito cansada. - disse ele enquanto eu, sentada mesmo, arrumava as cobertas sobre nós dois - Mesmo assim você continua linda. - eu reprimi um sorriso. Liguei o ar-condicionado depois o olhei.
- Bateu a cabeça com força em algum lugar? - me deitei enquanto dizia zombeteira.
Ele deitou-se ao meu lado. Pos seu braço sob minha cabeça. Sorriu quando o encarei pasma com a atitude. Me virei de frente para ele, ainda o observando aturdia. O frio não demorou muito a tomar conta da sala fechada e escura, a não ser pelo feiche de luz solar que entrava pela vidraça do corredor. Me encolhi contra seu peito forte, ficando com a cabeça em seu pescoço. Era uma sensação tão grande de afeto e de proteção que, quando ele beijou o topo de minha cabeça, achei que aquela seria uma morte boa. Ali, nos braços do meu estranho mais intimo. Seu cheiro era uma mistura interessante de menta com calcário, o que me fez afundar ainda mais a cabeça em seu pescoço. Senti seus braços fortes e protetores me envolverem na cintura. Após alguns minutos percebi seus braços afrouxarem de leve, indicando que ele estava com o sono incaminhado. Senti meus olhos vacilarem. Minhas pálpebras ficaram pesadas demais para que eu as abrisse. E então eu adormeci na proteção dos braços grandes e fortes de Jared Williams.


***


Acordei com o despertador do celular. O desliguei de imedianto desidida a ficar mais alguns minutos dormindo. Ouvi um ronco alto sobre mim, onde se encontrava meu cobertor humano. Não liguei muito para isso e adormeci novamente.
Não sei quanto tempo se passou quando o telefone tocou e não era o despertador. Era Court.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Episódio 4 [1/5] Festa na Piscina - (C.B)


Depois de vários dias monótonos finalmente algo de interessante estava para acontecer e como se não bastasse para acompanhar toda esta agitação nada clássica, o calor tinha que marcar presença em nossa adorada cidade.
-"Uma onda de calor avança em Jacksonville, o calor já ultrapassa os 40°C a esta hora da manhã..."-diz a repórter Luana Alba que estava se abanando com um leque super cafona, que eu jamais usaria.
-Court anda logo vai se atrasar para a escola! – Espera ai, minha mãe me apressando e dando um tempo da estética? Legal...
-Já estou indo! - minha voz estava com um tom de "empolgação" notável, mas não tenho culpa o calor me deixa mesmo desanimada.
-E nada de encontros com aquele cara... - saio de fininho enquanto minha mãe faz mais um de seus discursos, anti-Jhonny, ao sair pela porta.
-Menos mãe! - falo revirando os olhos, baixinho, mas ela nem me ouve, continua falando sobre a importância de ser uma garota de bem e namorar um garoto em quem seus pais confiem e blábláblá, ou seja, Sam.
Coloco minha mochila nova da Prada, cor prata nas costas e suspiro, sentido o ar quente da rua. Logo avisto o carro de Kristen em frente a minha casa. Kristen estava mais pálida do que nunca e suada, também com aquele calor infernal...
-Não poderia ter demorado um pouco mais Court? - ela fala irritada pelos meus constantes atrasos.
-Foi mal!- sorrio sem muita paciência para os ataques de Kristen, o calor me cansa - Dá pra acelerar de uma vez? - falo colocando minha mochila no banco traseiro e ela assentiu que sim com a cabeça e pisa com força no acelerador. Por um segundo lembro de Jhonny e do modo como ele dirigi insanamente, mas em seguida balanço a cabeça como se assim meus pensamentos fossem embora junto com este movimento.
Eu estava curiosa para saber de tudo, sobre o "acidente" de Kris, mas ela me contou apenas poucos detalhes e menos ainda em relação a esse garoto chamado Jared, que acredito que seja desprovido de beleza, como Ahmon, aquele assassino da moda sem graça, que nunca me enganou e ainda por cima foi embora. Enfim quando sua melhor amiga é Kristen, pressionar de fato não é a melhor ideia.
-Tá legal pode começar a falar tudo, tim, tim, por tim, tim! - falo a encarando séria e Kris fica ainda mais pálida.
-Hmm... - ela me encara receosa e por fim diz: Chegamos Court! - Me lançando um sorriso de vitória por se livrar do quase interrogatório.
-Ainda não acabou amiga! - falo sorrindo, quase cantarolando, me achando Alice no país das maravilhas de preferência sem um garoto chamado Jhonny...
-Mas eu já ta? - ela fala séria, descendo do carro. -Ai!
Neste instante escuto um barulho de sei lá o que... Ao que tudo indica era uma moto e quando desço do carro me deparo com um motoqueiro lindo vindo em nossa direção. A moto roncava de uma maneira estrondosa e ele estava com uma jaqueta de couro totalmente irreverente, que dava a ele um ar de mistério incrível naquele capacete, mas nem sei o porquê esse sujeitinho que mais parece um girino me chamou a atenção, se ele nem é o meu estilo... Ele é mais o estilo da Kristen! Não... Será que ele é o tal Jared?
-Já não basta dormir na minha casa agora até na escola ele resolve vir. - ela sussurra irritada com alguma coisa. Ok, ele é de fato o Jared. Presumo. - Então veio ver se não vou me matar hoje? Não se preocupe isso é uma escola, não o deserto da Florida.
- Olha quem falando?! - ele ri não sei do que - a cada passo que você dá pode matar você. - pensei que ele fosse um girino, mas está mais pra sapo e bem crescido.
Ele saiu de cima da moto, tirou o capacete vermelho deixando a mostra um rosto nada mal para alguém que Kristen goste. Sei exatamente quando ela gosta de alguém. Ela começa a agir com raiva. Chega a ser cômico
- Que tal matar uma aula pra variar um pouco.
- Acho que corro mais riscos subindo nessa sucata que você deve chamar de moto que dando um passo para o lado. - ela o ignora. Estava começando a pensar em me escorar no carro e assistir aquilo. Era tudo tão engraçado. - Você não estuda?
- Quer me ajudar com biologia? - ele joga.
- Acho que zoologia deve ser fascinante para você. Principalmente à parte dos anfíbios. - ela parecia com raiva. O que ela tinha ele era tudo de bom, não mais que o Jhonny né?! Fazer o que?! Nem tudo é perfeito... Espera ai, eu disse mesmo isso?
- Eu estava pensando em anatomia do corpo humano. - ele sorri malicioso e dá uma piscadela. - Você podia servir de ajuda. Que tal? Talvez dê até pra estudar física, aquela parte dos corpos que se atraem...
- Cale a boca! - ela diz irritada cruzando os braços. Que hilário! Ele consegue ser parecido com o Jhonny. Onde fomos nos meter...
- Queria que você abocanhasse sua cabeça e a engolisse.
- É assim que você trata quem salvou você de um monstro?
- Se vai ficar me cobrando por isso...
- Não estou cobrando, só estou convidando você para fazer algo que não pode. - ele diz se fazendo de vitima. Aposto que ela não resiste.
-Má influencia. - ela diz mais calma... Isso só por fora, sei que ela quer gritar, mas ela não é do tipo vexame. - Você é mais monstro que o lobo.
-Isso depende do ângulo que você está vendo. Posso ser o homem da sua vida. - Do nada Kris cai na gargalhada.
-Você não presta mesmo. - Ele apenas pisca pra ela. Neste instante Stacia aparece e dá o ar da graça, quer dizer da desgraça como sempre:
-Não vai me apresentar o seu amigo Kristen? - ela fala se insinuando para ele.
-Desde quando te apresento alguém? - Kris retruca com cara de nojo. Vi o olhar dela para o que ela chama de niqueleira que seria a bolsa rosa da prada que eu vi numa loja ontem a noite que eu queria tanto. Droga!
-Desde que seus amigos são atraentes. - Stacia diz sorrindo para ele.
-Acho que é meio tarde. - Kristen fala rindo.
-Ah! E por que? - Stacia pergunta cinicamente, tentando fazer um sorriso falso.
Não tive tempo para ouvir o resto, já que eles pararam para prestar atenção na figura atrás de nós que gritara COURT. Que ódio! Olhei pra trás e ele vinha correndo em minha direção, com aquela camisa que mostrava seus músculos totalmente definidos, como se recém tivesse saído de uma academia...
-Oi gata! - ele sorri para mim, que nem dou muita atenção para ele, apenas aceno com a cabeça e continuou olhando para o girino, sapo... Ai, perdi a concentração! Ele não gosta e fala: Vamos?
-Shhhhhh! Não percebe? Quero assistir! - falo sussurrando.
De repente surgem mais duas figuras altas, não tanto quanto o sapo perto de Kristen, mas ambos sem camisa mostrando todo o “potencial” por trás de uma camisa. Parecia que tinham acabado de voltar de uma corrida. Eles riam e conversavam como se fossem amigos há anos. A dupla de babacas. Um deles viu Kris e saiu correndo em sua direção e a abraçou desesperadamente. Meio sem noção, confesso! Mas fazer o que se Kristen curtia...
- Meu Deus! Meu Deus! - ele diz a abraçando. - Você quase me matou
- Adam, querido. Fui eu quem quase morreu!
- Nem depois de tudo isso você consegue deixar de parecer forte. - Muito cafona!
- Adaaaaam! - Cantarola Stacia separando-os do belo abraço de urso. - Como está a Natalie? - Desagradável! Cantarolo, mentalmente.
-Quem é o grandão, Court? - Jhonny pergunta em meu ouvido. Não sei por que, mas um arrepio percorre todo meu corpo umas duas vezes.
-Um cara muito atraente! - Falo em tom provocante.
-Mais que eu? - ele diz ainda no meu ouvido. Pude sentir o hálito fresco sair de seus lábios e fazer cócegas em meu pescoço um pouco abaixo de minhas orelhas e senti uma das mãos de Jhonny pousar em minha barriga e me abraçarem por trás. E eu sabia que tinha algo por trás disso. Tirando o fato de eu não ficar muito lúcida quando isso acontecia, sabia da presença de alguém que se desagradava vendo aquilo, porém não tinha culpa se o babaca era lento demais para tomar alguma atitude e definitivamente lerdeza era algo que não se encaixava muito no perfil do Jhonny, muito pelo contrário.
-Hmmm - Falo olhando primeiro para Jared, depois olhei para ele – Ah! Também não é para tanto! - falo dando um meio sorriso insinuante, sem saber se era pelo fato de estar fascinada por Jhonny, ou apenas um motivo a mais para provocar Sam. Sim, era Sam o babaca, que estava acompanhando o sem sal do Adam. Não sei o que Kris vê nele. Jhonny dá um de seus sorrisos tortos e me puxa ainda mais para si, deixando nossos corpos colados.
-Quem é ele? - pergunta Jared com uma cara de malvadão tão convincente que até eu queria um desses.
-Ah! Adam esse é Jared! Jared esse é Adam. - Kristen disse cruzando os braços.
-Uhm. E quem é Natalie? - Por que ele tinha que perguntar isto?
-É a namorada dele né, Jary?! - A metida da Stacia falou, quase se jogando sobre o corpo enorme e bronzeado de Jared.
-Ah. - Jared sorriu - Tudo bem?
-Tudo ótimo. - disse ele ainda com um braço ao redor de Kristen.
-Vamos Kris? - Jared diz olhando com um sorriso bem grande para ela. Kristen parecia dividida entre o abraço confortável de Adam, o sem sal e o imã que a puxava para o corpo de Jared. Céus, eu não teria dúvidas...
Foi então, que as coisas se ajeitaram e Natalie apareceu.
-Adam querido, o treinador está chamando você! - ela fala praticamente o puxando para longe dos braços de Kristen, que fica sentida e se solta dele.
-Mas... - ele tenta argumentar algo e Stacia sorri ironicamente, se divertindo com a derrota de Kristen. Adam olha primeiramente para Kris e depois para Natalie e por fim diz - Tenho que ir, o time precisa de mim! - ele lança um meio sorriso triste para Kristen e indo até a víbora, ops... Namorada, que apenas olha para Kris e ergue uma de suas sobrancelhas como se dissesse "ele jamais será seu!".
Kristen cruza os braços, fingindo não se intimidar com o olhar ameaçador de Natalie, a miss loura azeda, como se alguém ligasse pra isto...
-Até mais! - ela fala devolvendo o meio sorriso broxante de Adam.
-Agora que o show acabou podemos ir e começar o nosso? - Jhonny sussurra em meu ouvido e sinto meu estômago dando cambalhotas, agitando legal...
-Pensei que você ia ficar ai parado!– sorrio maliciosamente para Jhonny e o puxo pela mão. Impressionante o efeito que uma simples fala desse... Desse infeliz tem sobre mim.
-Eu adoraria ficar gente, mas eu tenho treino das líderes de torcida! - Stacia fala animada como se alguém ligasse para o que ela faz, ou deixa de fazer. - Você não vem Sam? - ela fala se jogando para cima de Sam agora, que estava de canto observando a cena atônito, desde o momento em que Jhonny me abraçara e não me soltara mais.-Sim, tenho treino dos golfinhos!- Sam fala olhando diretamente para mim e de um jeito triste. Parecia ressentido, mas eu não tenho culpa se ele está se envolvendo com a perigueti da Jhenny, francamente a garota não sabe nem se vestir...
-Foi um prazer gente! - Stacia fala rebolando com aquela mini-saia ridícula, que a deixava parecendo uma desclassificada.
-Você não imagina o quanto! - Falo de modo irônico. E Stacia finalmente vai embora desinfetando assim o ambiente. O sinal toca.
-Droga! Aula... - falo resmungando, colocando a minha mochila e me desgrudando de Jhonny, que me segue.
-Vamos então! - ele fala sorrindo maliciosamente.
Olhei de esguelha para Kristen que estava com seu sapo crescido num papo bem envolvente, seria o inicio de um novo capítulo?
*-*
A aula de biologia não passava, ela se arrastava e eu só olhava para o meu relógio e escutava o seu tic-tac infernal. Aquele barulhinho costumeiramente insignificante estava me incomodando e eu comecei a bater meu sapato salto agulha super discretamente, como só eu sei fazer... E nem me dei conta de que o Mr. Brow estava explicando a matéria e que ele estava me observando. Também pudera com uns 30 alunos naquela sala de aula, ele tinha que reparar logo em mim? É a treva!
-Então senhorita Courtney pode nos dizer o que é briófita? – ele sorriu com sua prótese mal feita olhando para mim
-Hummm... – falo olhando pra ele – É algo de comer? – ele me encara com um olhar furioso e diz:
-Pra detenção agora mocinha!
-Mas o que foi que eu fiz? –pergunto indignada
-AGORA! – como a carranca dele foi feia, não quis nem revidar lógico.
Não estava acreditando que aquele professorzinho cafona dos diabos havia me mandado mesmo para a detenção, quem ele estava pensando que era? O surperman? Não, o Chapolin colorado! É mais o estilo dele, sabe... Isso não podia estar acontecendo, afinal eu sou Courtney Braff e agora o quê eu vou dizer para a minha mãe quando chegar em casa? Que eu fui parar na detenção porque achei que briófitas fossem de comer? Com certeza ela não vai achar engraçado! Céus, onde é que fica este lugar tão cheio de classe chamado detenção? Preciso chegar logo senão meu castigo de meia hora vai aumentar um bocado... Devia ter me benzido antes de sair de casa, ou melhor ter inventado uma doença, uma boa catapora sempre resolve as coisas. Afinal quem nunca fingiu ficar doente para matar a aula um dia? Eu! Talvez em outra vida eu não seja tão Caxias e aprenda mais a lidar com este tipo de situação... Bom, pelo menos vou ter um tempo para pensar na minha vida atual e para ficar longe daquela praga daquele garoto que me deixa com malditas borboletas no estômago...
Após séculos procurando a tal porta mágica da detenção finalmente a encontro e a bendita até range um pouco, se não fosse exagero diria que parecia um tanto filme de terror, como se isto me assustasse...
-Ops, acho que entrei na sala errada! – falo fechando a porta de novo
-Court, você por aqui? – Jhonny fala abrindo a porta de novo e me puxando para perto de si e sinto aquele cheiro impregnante.
-Não, imagina é a minha irmã gêmea! – falei revirando os olhos
-Nossa você é bem mais gata do que ela! Quer sair comigo? – ele fala me encarando com o seu sorriso torto e eu não sabia se o socava, ou o beijava, mas ele foi mais rápido e me beijou.
-Você é incorrigível mesmo! – falo rindo
-Sou é? – ele fala me puxando pela cintura – Isto é um defeito, ou uma qualidade? – pergunta me encarando com seus olhos verdes
-Ainda estou decidindo! – falo piscando
-Então que tal me dar à resposta numa festa? – ele fala segurando em minha cintura
-Uma festa? - perguntei encarando seus olhos verdes, que me deixavam constantemente tonta.
-Sim. Na piscina da escola, vamos? - ele fala fazendo seu sorriso torto, aquele que faz qualquer garota aceitar qualquer coisa.
-Mas pode ser perigoso... - falo resmungando como se fosse a minha avó.
-Essa é a graça! - ele sorri maliciosamente.
-Hmmm – falo pensativa – Eu topo! Mas nada de encrencas! – falo isto e Jhonny ri e eu pergunto – Do que você esta rindo?
-Da santinha que não quer se meter em encrencas e que está na detenção! – ele fala me dando um selinho, eu dou um tapinha de leve nas costas dele e digo:
-Ah, isto é apenas um detalhe do destino que me trouxe até você – falo o encarando
-Neste caso me lembre de agradecer o destino! – ele responde e me em seguida me beija com ternura e desejo uma combinação que pensei que jamais pudesse existir.
*-*
-Oi Court! – Kris fala me abraçando – Vim o mais rápido que pude, pra que toda essa pressa?
-É muito simples... – falo com um brilho nos olhos – Temos que fazer compras! – falo cantarolando
-Você sabe que eu detesto fazer compras! – Ela fala revirando os olhos
-Ok! Festa, piscina, garotos e biquínis! – falo bem devagar como se estivesse soletrando – ela pergunta como se nem se importasse
-Você que sabe, mas eu duvido que aquele seu biquíni super cafona vá chamar a atenção do Adam, ou mesmo do sapo gigante! – falo pegando a minha bolsa com meus cartões “mágicos” e saindo de fininho, esperando logicamente ela me seguir – Quem avisa amiga é! – falo piscando e acenando para ela que fica me olhando atônita
-Tudo bem, eu vou!– ela fala revirando os olhos, correndo atrás de mim
*-*
Fomos para o shopping ouvindo Lady Gaga, Boys, Boys, Boys e Kristen acelerou bastante, não sei porque, mas a impressão que tive era de que ela queria que a tarde “acelerasse” também.
-Finalmente chegamos! – ela falou descendo do carro depressa
-Que pressa vai pra roça? – eu falo a provocando
-Court me economiza! – ela fala rindo
-Ninguém merece! – falo fingindo estar zangada
-Quanto tempo vai demorar a tortura? – ela pergunta me encarando assim que cruzamos a porta do shopping
-Menos do que você imagina! – falo piscando – Oh meu Deus! – falei espantada ao avistar uma vitrine que continha uma bolsa que era magnífica, mais do que o meu subconsciente podia sequer imaginar...
-O que foi? – Kris pergunta atônita
-Esta bolsa é um sonho! – falo revirando os olhos
-Garota você deve ter problemas! – ela fala olhando para o relógio, devia estar contando as horas a menos de dois minutos que entramos dentro do shopping, depois eu que tenho problemas.


*-*
-Décima Quinta loja, você disse que ia ser rápido Courtney!
– Kristen fala digamos um pouco irritada.
-Fazer o que? – falo a encarando – Eu não tenho culpa se as lojas não fazem mais biquínis como antigamente! – ela apenas revira os olhos
-É um biquíni não uma obra de arte! – ela fala indignada
-Este é o seu problema! – falo braba e ela me olha séria
-Que foi? – ela fala sem entender
-Você não entende... O que você veste transparece seus sentimentos! – falo sorrindo segurando um biquíni rosa e Kristen revira os olhos dizendo:
-Para, assim você parece a minha mãe! – Ah eu vou levar este azul mesmo e vamos embora logo daqui escutou “senhorita eu adoro shopping”?
-Leva, vai ficar combinar com o seu tom de pele! – falei sorrindo sem sequer escutar o que ela me disse.
- COURT, COURT! ACORDA! – ela grita meu nome desse jeito e eu me assusto lógico.
-O que foi? – pergunto atônita voltando a minha sanidade mental.
-Que deu em você mulher, você disse que eu podia levar um biquíni azul, que combinava com o meu tom de pele... – ela fala enraivecida e com toda a razão. Eu nunca diria isto, sempre disse para Kristen que azul não combinava com o tom de pele dela, que o rosa era o tom ideal para ela, apesar de ela não nunca concordar comigo... – Em que planeta você estava? – ela fala me olhando em tom sugestivo
-Não acredito que disse isto, azul nunca, rosa sempre! – ela revira os olhos e diz:
-Ok a Court voltou, agora me diz no que você estava pensando? – ela sorri com o olhar, devia estar imaginando coisas.
-Eu estava pensando em algo... – falei sem graça meio que corando.
-Até imagino o que seja! – ela fala rindo.
-Não ri! – falei séria - Sabe aquele cara que faz você pensar em casamento, sapatos e bebês? – eu falei sentindo minhas bochechas avermelharem.
-Com certeza não é o Jhonny! – Kris me olha atônita
-Mas então por que estas malditas borboletas estão agitando tanto no meu estômago?
-Ai Court... – Era como que dissesse: “Se apaixonar por ele é arriscado demais”.
-Eu sei, eu sei!- falo dando um meio sorriso triste.
-Em matéria de amor somos todos eternos aprendizes, que se recusam a seguir o roteiro! – ela fala piscando.
-Droga, Droga, Droga! - eu falo revirando os olhos.
-Você tem que ser como eu! – ela fala sorrindo – Não deixo as emoções me dominarem! – ela fala segurando um biquíni preto
-Claro! O sapo gigante esta ai pra provar isto! – eu falo rindo
-É impressão minha ou estamos sendo seguidas? – ela fala mudando de assunto
-Ótimo jeito de desconversar! – falo rindo – Ta chega dessa conversa de sentimentos, eu sei que você não gosta de shopping amiga, mas a ponto de inventar sequestradores para apressar nossas compras... – eu falo revirando os olhos
-Não é sério! – ela fala me encarando séria desta vez e eu apenas sorrio e chamo a vendedora e digo:
-Nós vamos levar este e este neste cartão! – a vendedora assentiu com a cabeça e Kristen
dá graças a Deus de sair daquela “tortura” também chamada de loja.
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