sábado, 27 de março de 2010

Epsódio 3 [5/5] - Garota Online (K.C.)



Era obvio que ela não voltaria tão cedo. Esperei por ela na terça. Guardei uma vaga no estacionamento ao lado do meu carro e ela não apareceu. Isso estava me irritando. Na quarta-feira eu ainda não a tinha visto. Eu não desistiria de encontrá-la.
No fim da aula de quarta-feira eu joguei a mochila de qualquer jeito no banco do carina da camionete e fui para o posto abastecer. Cada segundo que eu perdia ali era um segundo sem ela. Era ridiculo o jeito que eu estava agindo. Ela nem minha namorada era. Minha namorada se chama Natalie e ela é linda. Loura de olhos castanhos e pele bronzeada. Eleita três vezes a rainha do baile da escola e coroada a Miss Jacksonville nesse ano. Mas eu não sei o que rola com a Kris. É como se ela fosse frágil demais para eu deixar ela sozinha.
E eu sei que por trás de todo aquele jeito de "sou forte" dela, ela é tão fragil quanto a amiga dela.
Meu telefone tocou e lá estava... Uma foto de minha namorada na tela. Eu precisava mesmo atender?

***

Eu não sei exatamente o que aconteceu. Eu não estava onde eu devia estar. Tive sonhos estranhos a maior parte do tempo. Ouvia vozes falando coisas estranhas, as quais eu não entendia. Parecia que eu estava sedada. Vi um homem de cabeça branca pronunciar palavras desconhecidas para mim segurando algo que eu não conseguia distingui o que era e para que servia. Eu não sentia dor alguma, e isso começou a me irritar um pouco. Porque de alguma forma eu sabia que devia estar gritando. Havia uma outra figura atrás do homem. Não sei se era homem ou garoto, não o enxergava o suficiente para ter certeza. Meus olhos estavam fora de foco. Depois disso eu apaguei.
Tive um sonho repedidas vezes. Ele me lembrava alguma coisa eu não sabia exatamente o que. Eu estava sentada no capo do carro como sempre fazia, encostada no vidro do parabrisa. Observando abismada o sol se por e a noite invadir até onde minha visão alcançava. Ouvi um barulho, mas não me incomodei. Pensava apenas no aborrecimento daquela manhã perturbadada. E como isso me frustrava, tudo aquilo. Desci do capo. E vi Lance rosnar para um dos únicos arbustos que cobria o espaço árido do penhasco "O que foi, garoto?" perguntei pasma. E foi então que um lobo grande saiu por trás daquele arbusto. Ele era grande demais para ficar incoberto. Na verdade, acho que a minha visão não estava muito acostumada com a escuridão atrás do carro enquanto tentava me adaptar não foi possível vê-lo.
Lance parecia que entraria numa luta com aquele monstruoso animal que arreganhou os dentes para ele. Pensei em me mover mas o bicho provavelmente se moveria tão rápido contra mim que não poderia ter chance de estender meu braço até a porta do carro.
Lance se pôs no pescoço do lobo logo que ele avançou em minha direção. Fiquei tão pasma com a briga selvagem e com tanto medo, que não conseguia me mover em estado de choque. Vi ele machucar meu cão e logo depois os seus dentes sujos de sangue se arreganharam num sorriso incondicional para mim. Rosnando com ferocidade. Percebi que meus olhos estavam umidos e que eu estava tremendo. Ele veio para cima de mim e eu caí deitada no chão. Ele me arranhava e me mordia eu tentava gritar desesperadamente por causa da dor que sentia. Mas sabe como são os sonhos, eu gritava no vazio, minha voz não saía como se tivesse sido roubada de mim. Isso se repediu varias vezes, nos intervalos de sono que eu tinha. Não sei ao certo por quanto tempo eu fiquei assim. Mas no sonho antes de eu acordar vi um outro lobo de pelo cor de ouro se aproximar, maior e mais forte e matar o outro, meus olhos aturdios e cansados de tanta dor estavam se fechando. O lobo se aproximou e eu tremi, temendo que ele fosse continuar a matança do outro. Pisquei e ele não estava mais lá. Em seu lugar havia um homem lindo, com pele castanha e olhos cor de amendoa.
Então eu acordei.

***

Era macabro. O carro estava lá. Ao lado dele sangue e um lobo escuro e assustadoramente grande morto.
Chamei a polícia. Eles levaram amostras de sangue para saber de que ou de quem era. Chamei Samuel para contar sobre a notícia para Courtney da melhor forma possível. Mas disse que não era para dar Kris como morta. Afinal não tinha nenhum vestígio de seu corpo. Isso me deixava desesperado. Afinal, não saber se ela estava viva ou não era tortura.
- Hey! Garotos! - chamou um polícia. - Encontramos um cão labrador morto há uns dez metros daqui.
- Lance! - disse Samuel correndo para ver como estava o cachorro. Era horrível. Haviam muitas mascas de arranhos e mordidas na parte do pescoço e no peito um arranhão tão profundo que pude ver os ossos quebrados de suas costelas. E sob ele sangue.
- Credo! - disse olhando o bicho morto.
- Parece coisa de alcatéia. - disse Samuel, olhando tudo aquilo. - O que você acha? - ele me perguntou.
- Cara! Nem sei dizer. Você viu o tamanho daquele lobo perto do carro. Ele é duas vezes o tamanho de um dog alemão. Não sei dizer. - eu estava tão pasmo quando Sam.
- Cara que cena horrorosa. O que vou dizer para Sra. Carter e para Sra. Braff. Ou pior, o que vou dizer para Court. - vi os olhos de Sam ficarem cheios d'água. Foi então que percebi que eu estava chorando também. E obviamente não era pelo cão. Sequei o rosto enquanto outra lagrima escorria por meu rosto e pigarreei.
- Melhor vocês irem. - disse o policial. - Devem dar essas noticias para as pessoas. Vou mandar uma viatura com vocês.

***

Acordei como numa manhã normal. O sol batia em meu rosto e eu sorri confortável enrroscada no lençol. Achei aquele sonho muito estranho. Imagine. Eu sendo atacada por lobos. Fala sério.
Abri os olhos mas não estava no meu quarto. Eu usava uma camiseta branca suja de sangue em algumas partes dela. e Parecia meu sangue. O cheiro de sangue invadia minhas narinas. Eu nunca prestei muita atenção nisso. Mas era sufocante. Vi um armário entre aberto e peguei uma camisa de botões xadreza azul. Parei em frente de um espelho de madeira de corpo inteiro no pequeno quarto com apenas uma cama, um armário e um espelho. Tirei a camiseta e me assustei ao ver uma bandagem em volta de toda minha barriga. Eu tirei a bandagem e apesar do sangue não havia nada ali. nenhuma cicatriz, nehuma marca. Nada!
Pus a camisa maior que eu e abri a porta. Senti cheiro de cachorro molhado por toda parte. Mas não havia cão nenhum ali. Um cheiro de café recem feito chamou minha atenção. Corri os olhos pela pequena sala quando entrei do corredor. Era pequena, com dois sofás e uma televisão. No sofá maior Havia um rapaz jogado de qualquer jeito ali. Vestindo apenas um calção de brin e ele era extremamente maior que o sofá de modo que suas canelas e seus pés ficavam para fora.
- Você acordou. - disse uma voz feminina vindo da abertura que eu considerava ser a cozinha, de onde vinha o cheiro. Creio que não demorei meio segundo para olhá-la. Era uma garota bonita, estatura mediana e cabelos escorridos e pretos. - Está com fome?
Seu sorriso era amigável. Mas eu não a conhecia e não fazia a menor ideia de como viera parar ali. E se eles tivessem me sequestrado?
- Quem é você? - perguntei em voz baixa.
Nesse momento um homem já velho de cabelos brancos que reconheci como o que segurava algo e pronunciava palavras entranhas enquanto eu estava quase adormecida.
- Ah! Já não era sem tempo. Como vai Kris? - ele disse largando as sacolas à porta. Aquela voz não me era estranha. - Sua mãe devia estar preocupada com seu sumisso. Mas liguei para ela pela manhã. Não se preocupe.
- Como?
- Kris, você foi atacada por um lobo. Sua sorte foi que Jared a encontrou antes que o bicho a matasse definitivamente.
- Jared... - falei vagamente. Devia ser o trasgo deitado no sofá. Ele estava com o rosto tão afundado no sofá que não pude ver suas feições. - Quem são vocês?
- Sou Charlie, essa é minha filha Meggan e esse jogado no sofá é Jared. - Meggan? Eu tinha uma amiga Meggan que morava numa cidade pequena ali perto de Jacsonville. Que eu não via a tempos. Na verdade era uma amiga de infância.
- Charlie? Charlie Willians?
- Isso. - disse ele rindo.
- Ah! - eu sorri. Fui em direção a Meggan e a abracei. - Nossa! Você fez muita falta quando meu pai resolveu cortar minhas viajens para os acampamentos de verão.
Ela riu me abraçando.
- É verdade. Depois vocês se mudaram e eu não tinha mais o seu telefone.
- Sinto muito por isso. - eu disse me sentindo um tanto culpada por não ter ligado. Mas eu estava entrando na minha fase rebelde na época.
- Então, garota? - disse Charlie - Que tal comer? Afinal você não se alimenta há cinco dias.
- Cinco dias?
Ele fez uma careta que indicava que sim.
- Vamos. Explicarei tudo a vocês. - disse Meggan me puxando para cozinha.

***

- Nossa! - eu disse ofegando. Eu podia realmente estar morta. Eu não consigo acreditar nisso. Mas como Ele me salvou?
- Eu... Como seu irmão conseguiu se livrar do lobo?
- Você lembra de alguma coisa? - ela perguntou enquanto me observava comer meu quinto pão com mortadela e dar um gole grande no meu terceiro copo de achocolatado.
- Lembro. - digo depois de engolir. - Na verdade. Eu acho que é meio improvável.
- Conte-me. - insistiu ela.
- Vi outro lobo. Maior e dourado. Ele atacou o outro sem muito esforço e depois parou ao meu lado eu pisquei e depois vi seu irmão, numa imagem tão embaçada que não consegui distinguir mais nada por causa da dor. - Só de pensar na dor que senti começava a me dor tudo outra vez. Arfei. - Como posso não ter nenhuma marca?
- Cura indigena. - disse Chalie.
- Hum... - não acreditei muito naquilo. Não sei como eu estava quando fui encotrada. Mas não devia ser uma ferida pequena para ter desmaido de dor. Sentia minha perna queimar de dor por causa da areia e minha barriga com arranhões fundos... Só de lembrar na dor... Tentei não pensar. Me concentrei nos problemas que tinha para resolver.
- Acho melhor eu voltar para Jackonville. - disse por fim. - Desculpe comer tanto.
- Tudo bem. Não se preocupe.
- Só mais uma pergunta: Como eu estava?
Os dois se entreolharam com os olhos se perguntando quem devia contar.
- Jary? Que bom que acordou. - disse Meggan olhando-o como o salvador da patria.
- Estava desfolada. - disse ele sério. - Se eu não corresse para cá feito um louco você não teria chance nenhuma. - sua voz era dura e aspera. Que maravilha! É bom saber que eu estava aos pedaços.
Arfei com a informação. Isso me daria muito o que pensar.
- Acho que você devia ligar para sua mãe Kris. - Disse Charlie querendo quebrar o clima ali - Ela deve estar preocupada.
Girei meu gorpo sem olhar para o garoto alto atrás de mim.
Cheguei ao telefone na parede perto da porta.
- "Alô?! Charlie..."
- Oi, mãe! Sou eu.
- "Graças a Deus! Você está na casa de Charlie. Ele disse que Jared encontrou você desmaiada perto do carro há uns dias. Como você está? Me diga. Está doendo alguma coisa?" - Coitada! Eu sou culpada de ter sido atacada.
- Desculpe por isso mãe. - eu disse com a voz aflita.
- "O que importa é que você está bem. Vou buscar você em Ocala."
- Eu posso pegar um ônibus.
- "Não mesmo..." - o telefone foi tirado de minhas mãos com delicadeza.
- Sra. Carter? Sim. Sou eu mesmo. Não se preocupe, eu a levo até sua casa. - ele deu uma pausa enquanto ouvia - Não se preocupe ela está em boas mãos. - Depois do credito que minha mãe devia estar dando para esse garoto ela deixaria que ele me levasse. - Só que Meggan está perguntando se a senhora não a deixaria ficar mais um pouco. Elas gostariam de por a conversa em dia. - ele deu pais uma paua e respirou. Ouvi seu sorriso - Claro. Está certo. Bom dia Sra. Carter.
Ele se virou para mim. À princípio parecia irritado. Mas quando seus olhos castanho cor de amendoa olharam nos meus eu perdi a respiração. Sua expressão era de uma coisa que eu não conseguia identificar. Ninguém nunca me olhou daquele modo, era amável, protetor, compassivo e intenso. E para piorar a situação eu sentia algo inexplicável como se nunca mais o pudesse deixar ir embora. Suas feições eram perfeitas, o nariz era adequado ao seu rosto forte, os labios eram grosso mas nem tanto, os cabelos eram escuros como o de Meggan jogados de qualquer jeito sobre a cabeça, tão natural que se penteasse seria uma ofensa.
Ele sorriu. Dentes brancos e perfeitos em contraste com sua pele.
- Oi.
Respirei. E comecei a ofegar. Reparando que não respirava fazia muito tempo.
- Oi...

Aqui é K.C. direto de faleidemais.com


** Cenas adcional**


Jhonny e Court no carro indo para o lago:
-Olha ali! – ele fala apontando para o mato
-O quê? – eu pergunto sem entender o que ele quer dizer
-Não viu? – ele me encara com seus olhos verdes musgo, que deixam meu estomago saltitando.
-Viu o que garoto? É mato! – falo revirando os olhos
Adoro ar livre! – ele me lança um olhar pervertido e continua a falar – Dá pra fazer várias coisas... – eu coro só pra variar e digo:
-Claro! – eu encaro ele bem nos olhos, sorrio e prossigo: Como tirar leite das vacas! – ele me olha espantado. Devo ter tirado os sonhos e fantasias do pobre.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Episódio 3 [4/5] -Garota Online (C.B)





Não sei o que me deu na hora, em que disse: “Com certeza! Me tira daqui de uma vez”.

Devia estar em universo paralelo para ter tomado tal atitude afinal ele é Jhonny, o “galinha” da escola, se pelo menos ainda fosse o Jhonny Depp, ai a história poderia ser um pouco diferente.

O fato é que eu concordei em sair com um imbecil, que não liga nem um pouco para a “alma feminina” e o pior de tudo isto é que ainda tenho uma queda por ele...Ops, eu não disse isto!

-Então está curtindo o clima Court? – ele pergunta me encarando, enquanto segura o volante com apenas uma mão, bem calmamente.

-Pra onde estamos indo? – pergunto ao notar que estamos ultrapassando as fronteiras da cidade.

-Será divertido! – ele fala piscando pra mim.

-Espero que divertido não seja perigoso! – falo retrucando um pouco incomodada com a situação, não estava muito confortável. – Não deveríamos estar matando aula... – neste momento nossos olhos se encontram e ele diz:

-Você passou mal! – Foi impressão minha ou senti sua voz mudar de tom quando ele se referiu a eu ter passado mal? Não viaja Court...

-Mas agora já estou bem! – falo procurando seus olhos, tom verde musgo.

-Que bom irá se divertir então! – ele fala dando um sorriso torto para mim e eu confesso que estava tentando manter o controle da situação, mas não estava dando muito certo. Apenas revirei os olhos e olhei para a janela, observando a paisagem, que para variar era mato. “Como amo verde!”, estou sendo sarcástica ok?

E enquanto observava a paisagem notava que Jhonny me observava e parecia estar “adorando a cena”, devia ser engraçado mesmo.

-Será que dá pra relaxar Court? – ele pergunta me encarando com o canto de seus olhos sexys.

-Estou super relaxada! – falo dando uma risada forçada e ele olha pra mim e diz:

-Ok! Agora já está me assustando! – e nós dois começamos a rir do nada e de tudo, algo meio bizarro.

-Estamos chegando Cinderela! – ele fala sorrindo

-Até que enfim, achei que ia morrer com você dirigindo deste jeito... – eu falo aliviada em poder descer do carro.

-Dirigindo como? – ele pergunta atônito

-Com apenas uma mão! – eu falo o olhando com espanto

-Pois saiba mocinha que eu nunca sofri nenhum acidente, nem sequer uma única multa! – ele fala piscando pra mim e eu sorrio de volta meio enfeitiçada por seus olhos verdes – Veja! Chegamos! -Ele fala descendo, sem nem ao menos se prontificar em abrir a porta do carro pra mim, o que eu considero um ato machista e sem nem um pingo de classe.

-Credo! Não vai nem abrir a porta do carro pra mim? – falo quase gritando com os nervos a flor da pele.

-Mulheres... – ele fala resmungando – Primeiro lutam pelos direitos iguais e blábláblá, depois querem mimos ridículos tais como abrir a porta do carro! – ele fala vindo em direção a minha porta e a abrindo, em seguida estende a mão para eu descer. –Não consigo entender!

-Não é pra você entender é só pra obedecer! – falo segurando a mão dele e descendo do carro. –Então é pra isto que você me trouxe? – falo fazendo cara de metida.

-Não me diga que não gostou? – ele me olha com ar de decepção. Mas eu estava apenas brincando o lugar era realmente lindo, incrível. A lagoa azul, mais perfeita que já vi.

–Não bobo! Estava só brincando! – falo sorrindo – É perf... Agradável! – Não dá para elogiar muito aquilo que um cara como Jhonny faz. - Nunca imaginei estar aqui, ainda mais em um dia como hoje... – eu ia continuar falando, mas ele vem e me interrompe, colando seus lábios nos meus. E eu não sinto mais nada, só fecho meus olhos e vejo estrelas (não sei como se ainda é dia) e ficamos assim juntinhos em frente da lagoa por um longo tempo.

-Só assim pra acalmar você hein! – ele fala beijando minha bochecha.

Eu sei que é doidera estar com o Jhonny no paraíso enquanto a garota picuinha fala absurdos a meu respeito, de mim e de Kristen. Mas como o próprio Jhonny disse, eu preciso relaxar!

-Esta mais relaxada Cind? – ele fala me provocando, porque sabe que eu não gosto da Cinderela. Ela não é a minha princesa preferida, por um motivo simples: ela foge do príncipe.

-Cinderela? Por favor...- falo revirando os olhos.

-Você é a minha Cinderela, sim. Esta sempre fugindo de mim! - eu reviro os olhos de novo e ele prossegue: -Promete que não vai mais fugir de mim? – ele fala beijando meu pescoço.

-Se você não aparecer montado em um cavalo horroroso, provavelmente não! - ele ri

-Tudo bem nada de cavalos! - e me beija desta vez nos lábios bem suavemente.

Então começa a escurecer lembro que esta na hora de voltar para a realidade.

-Certo! – Olho para meu relógio da Prada e digo: Hora de ir pra casa! - falo levantando do colo dele. Sim, estava debruçada no ombro dele, meio que sentada no colo dele.

-Mais já? Recém chegamos... - ele fala resmungando.

-Parece um velho rabugento! Vamos, anda! - falo o puxando pelo braço

-Você é uma princesa muito chata! - ele fala levantando calmamente. E eu me pergunto como ele pode ser tão calmo?

-E você é muito lerdo! - falo o puxando – Anda! - ele ri e diz:

-Você vai ver quem é o lerdo agora! - Ele me pega no colo com seu corpo musculoso e seu abdomem sarado e saí correndo comigo a mil por hora em direção ao carro.

-Me põe no chão! - falo gritando e ele nem bola pra mim.

Enfim chega no carro e ele me solta.

-Gostou da corrida? - ele fala rindo

-Você não imagina o quanto! - falo revirando os olhos.

Não deu 30 minutos, (é ele dirigi bem rápido) estávamos chegando em frente da minha casa. Quando vi o carro de Sam e o da mãe de Kristen ali parados.

-Nossa! O que será que aconteceu? - Pergunto preocupada.

-Melhor eu ir embora, seu amigo não vai muito com a minha cara! - ele sorri constrangido.

-Nada a ver... Não quer ficar mesmo? - Eu pergunto por educação, porque no fundo queria que ele fosse embora. Ver Sam e ele juntos não seria o melhor para mim no momento.

-Não, tenho dever da escola pra fazer! - ele fala e eu caio na gargalhada. Lógico que ele havia inventado a pior desculpa do planeta. Jhonny nunca fez o dever da escola! - Não ri, agora sou um novo homem! - ele fala rindo.

-Claro! Um que faz a lição da escola! - falo rindo

-E abre a porta do carro! - ele acrescenta.

-Claro! Isto é muito importante! - eu falo rindo – Bay! - falo me virando em direção a porta do carro.

-Não está se esquecendo de nada? - ele me encara sério.

-De quê? - pergunto me fazendo de desentendida.

-Disto! - ele fala me beijando. E quando estou vendo estrelas novamente, Sam aparece do nada como um fantasma e corta o clima. Que garoto inconveniente!

-Muito bonito Court, enquanto você fica ai com este “idiota” sua amiga esta desaparecida! - ele fala aborrecido.

-Eu já vou indo nessa Court! - Jhonny me dá um selinho, eu rapidamente desço do carro e ele acelera o carro.

-O que você quer Sam? Eu tento fugir do olhar dele, já que os olhos dele me lembram tanta coisa e principalmente ele com Jhenny a cena que quero tanto esquecer.

-Estava preocupado você desapareceu! Podia ter pelo menos avisado né? - ele fala acariciando meu rosto como sempre fez, mas desta vez senti um arrepio.

-Como se isso importasse alguma coisa pra você...Só liga pra tal da Jhenny mesmo... - falo baixinho.

-O que Court? - ele pergunta, não deve ter escutado

-Nada não! - falo revirando os olhos – Me diga agora o que foi que aconteceu com Kristen? – falo indignada com Sam, pelo fato de... Pelo fato de ele ser ele.

-Me diga o quê você estava fazendo com aquele imbecil? – ele me encara com seus olhos azuis e eu coro, mas não perco a compostura.

-Me economiza Sam! – E no fundo de seus olhos queria dizer que era pelo fato de ele estar com a Jhenny, mas Samuel foi muito grosso comigo por isto falei do mesmo modo como ele falou comigo. Sam me olhou com espanto e disse friamente:

-Ela sumiu há algumas horas com Lance e com o lap-top! – mas procura meu olhar.

-Que beleza, minha melhor amiga fugiu com o assassino da moda! – falo meneando a cabeça de um lado para o outro.

- Não, Ahmon foi embora com a família dele. – ele fala discordando de mim como se tivesse descoberto um continente.

-Isso é o que eles querem que todo mundo pense! Kristen jamais admitiria que fugiu com o Ah-alguma coisa. – falo revirando os olhos.

-Mas... – ele fala tentando argumentar algo e neste instante minha mãe chega e nos interrompe:

-Minha filha que bom que você apareceu! Estávamos tão preocupados! – ela fala me abraçando.

-Mãe! Por favor, nada de drama! – falo sorrindo sem graça

-Onde você estava mocinha? – ela pergunta agora como uma mãe “preocupada”.

-Com um a-migo! – falo gaguejando, um pouco constrangida com a situação.

-É acredite, com um amigo! - Sam repete baixinho incomodado com o fato de ter visto Jhonny me beijando.

-Seja com quem quer estivesse, não é digno de você! Você tem que namorar o Sam! – Ela fala me fazendo corar, ao que eu digo:

-Como posso namorar um cara que já tem namorada? – falei sem pensar, torcendo para que ninguém tivesse escutado, mas enfim foi tarde demais. Sam deu uma risadinha sem graça e falou:

-Court inventou essa agora! – ele falou olhando pra mim e depois para minha mãe que não gostou nenhum pouco da ideia de perder o futuro genro, eu suponho.

-Eu inventei? – olho pra ele como se aquilo fosse um ultraje.

-Não querem um biscoitinho? – Minha mãe oferece, querendo amenizar a situação.

-Eu aceito sim! – ele fala sorrindo

-Então vai entrando que você já é de casa! – ela fala rindo sem graça

E quando eu vou entrando atrás dele, ela me puxa e diz:

-Que história é esta? O que deu em você? – ela me olha parecendo um capitão de guerra, juro que desta vez fiquei com medo.

-Nada mãe! Deve ser a minha TPM! – sorrio e vou entrando na casa de mansinho.

E em seguida subo para o meu quarto, pois não cai nadinha nesta história de que Kristen sumiu. É óbvio que ela fugiu com Ahmon. Subi tirei minhas sandálias doloridas e começo a ler A hospedeira da Stphanie Meyer. Neste momento alguém liga para o meu celular, que eu tanto “adoro”. Ninguém merece, bem na hora da minha leitura sagrada...“Vou ter que atender!

-Alô! Quem é? – pergunto, porque não conheço o número.

-É o Stephanos! – que legal o maluco esquisito.

-O que você quer? – falo sem demonstrar nenhum pingo de entusiamo para desligar logo e continuar lendo.

-Como você e sua amiga estão? – Céus! Este garoto não tem mais nada para fazer do que se meter na vida alheia?

-Por que a pergunta? – retruco incomodada, garoto metido.

-Eu andei vendo o blog da... – ele fala agora totalmente enrolado, mas eu entendo sobre qual blog ele esta falando, é sobre a tal garota picuinha, essa garota me pega e com juros compostos...

-Ah sim! O tal blog! É tudo mentira... – eu falo desconversando.

-Viu o que ela escreveu há pouco? – ele me pergunta e eu fico assombrada, pois pensei que o pesadelo tivesse acabado.

-Como assim ela escreveu de novo? Vou ler agora mesmo! – falo nervosa

-Certo! Bom, vou desligar qualquer coisa me avise ragazza! – ele fala desligando.

De fato esse cara é um mistério, mas que eu não vou desvendar. Vamos ver...Blog da Garota Online. Oh não! Que garota desgraçada...

-Court? – Sam entra no quarto – Que cara é esta? – ele pergunta preocupado, eu acho.

-Sthphanos me ligou e me falou do blog, parece que Ahmon foi embora mesmo e que Kristen fugiu de fato... – falo com o olhar preocupado.

-Desde quando o que este esquisito fala tem mais importância do que eu digo? – ele pergunta me encarando.

-Desde quando você se tornou um completo idiota! – falo o encarando nos olhos

-Eu não estou com a... – ele tenta se explicar, mas eu não quero ouvir...

-Eu não quero ouvir isto! – falo o cortando – Temos que ir! – falo pegando minha bolsa.

-Pra onde? – ele pergunta sem entender nada.

-Encontrar Kristen. – eu falo como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

-Certo! Vamos! – ele abre a porta do quarto pra mim – Mas você sabe onde ela esta? – ele pergunta incrédulo.

-Como melhor amiga, meu dever é procurar! – falo piscando – Anda! *-*

segunda-feira, 15 de março de 2010

Episódio 3 [extra] Só um chocolate quente (S. II)




Depois de algumas semanas instalado no Colégio e eu ja estava mais
acostumado a andar por ele, nem precisava mais do mapa,
-claro era mais interessante pedir informações as estudantes do que a um mapa não? (6)

Passado o ocorrido do Circo e agora eu realmente me sentia nesse pais do qual haviam me falado que
era alegre, pra variar eu estava na cantina que era algo mágico de se ver nos horários de intervalo,
fora o fato de ter um excelente chocolate quente,
havia rodas de truco, músicos experimentais, os cdf's estudando e tudo
que puder imaginar de divertimentos.
Havia voltado a alegria de todos os estudantes.
Algo nas ultimas semanas havia me deixado na expectativa:
- tinha recebido a oferta da parte do Colégio de prolongar meu intercâmbio ali, fiquei pensando no assunto, então resolvi aceitar,
isso melhoraria minha lingua que como podem ver ja esta boa,e também outros estudantes iriam continuar ali,
mas algo me fazia pensar se aquilo era o certo a fazer no momento,
-será que deveria mesmo ficar mais?
A resposta a isso não sabia, o que eu sabia era que eu tinha que estudar pra prova que teria na próxima semana.

Ja era 4 horas quando decidi ir para meu quarto estudar, no caminho
passei por uma colega do intercâmbio quando esta me perguntou se eu ja sabia das ultimas noticias,
Respondi que sim,
-havia tido EMA, faltava poucos dias pra Olimpiada, e ...
ela me interrompeu dizendo:
-não essas, falo sobre um novo blog que surgiu...
Respondi a ela que não, mas que queria conferir isso.
Marcamos então de tomar um chocolate quente(pra variar) as 6:30 pra falar mais dela, digo: do blog (6)
Cheguei ao meu quarto e liguei meu notebook, fui direto pra net ver emails em vez de estudar,
havia um que me fez ficar pasmo, era da minha amiga falando sobre o aniversario dela e sentindo por eu não ter ido...
-como eu pude deixar passar isso? me perguntei...
Enviei uma msg dizendo os motivos pelos quais não pude ter ido e sentindo por isso.
Após isso em vez de estudar entrei no site do Colégio e lá estava o link pro blog mais comentado do momento,
entrei no blog, e tirando a parte de falar mau dos outros tenho que admitir, era muito bom. Se o
mentor precisasse de um ajudante ja teria achado um;
Deixei salvo nos meus favoritos porque claro eu ia seguir esse blog.
Olhei a hora e ja eram 6:15, pra variar os estudos ficaram pra depois, tinha que correr pra não
perder a "hora"...

Aqui é S. II direto do faleidemais.com