segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Episódio 4 [5/5] Festa na Piscina - (C.B)

Jhonny não me disse que seria uma festa com tanta gente. Se eu soubesse deste detalhe teria comprado um biquíni muito mais fashion.
Agora tenho mais um motivo para anotar na minha lista “1.000 motivos para odiar Jhonny”, qual é o 1° mesmo?

Affz, isto não vem ao caso agora, o fato é que este garoto me paga. Quem ele pensa que é para me fazer de palhaça?!? Logo eu, Courtney Braff, se fosse a tonta da Stacia, era compreensível, mas comigo não baby... Não é qualquer um que vai conseguir fazer meu coração bater mais forte, muito menos este Don Juan de meia tigela. E se ele pensa que...

Não importa o que ele pensa, eu queria que ele estivesse aqui na minha frente agora para ver o que é bom para a tosse...

-Oi gata! – ele sorri canalha como de costume – Sentiu minha falta? – e me olha com aqueles olhos verdes cintilantes que quase fazem eu perder os sentidos, eu disse “quase”.

-NÃO! – e saio andando, na verdade desfilando com o meu salto agulha da Prada e ele me olha sem entender nada e eu aceno dizendo: - Bye!

-Court espera ai! – ele saí correndo atrás de mim - Vem cá, o que foi que eu fiz agora? – ele pergunta me encostando na parede, me deixando sem ar.

-Ah dá um tempo Johnny! – falo revirando os olhos

-O que foi você quer de mim? – ele fala me olhando firme nos olhos, demonstrando não estar disposto a me largar.

-Poderia começar me soltando... – falo incomodada com a proximidade, ele se afasta um pouco, apenas o suficiente, mas seus olhos continuam intensos.

-Por que você fica fugindo de mim? – ele pergunta colocando a mão em meu rosto

-Eu não fujo de você! – respondo braba

-Então o que foi isso agora? – ele pergunta se aproximando do meu rosto

-Meu jeito de demonstrar que não gostei do que você fez no shopping! – sorrio maliciosa

-Conheço outras maneiras de você demonstrar isto! – ele sorri canalha

-Eu também! – pisco pra ele

-Sério e quais são? – ele pergunta demonstrando certa empolgação

-Você nunca vai saber! – sorrio maliciosamente para ele e saio andando – Bye!

Eu não podia ficar ali parada a noite toda a disposição de Jonhy, tinha coisas mais importantes para fazer.

Coisas do tipo, que me levem para longe deste pão com ovo. E assim que me afasto de Jonhy avisto Kristen chegando com Jared e sua jaqueta de couro que deixa qualquer garota sem respirar por uma semana...Ainda bem que ele não me afeta! Não sou ligada em motoqueiros. Mas Kristen e seus gostos estranhos. Graças a Deus, ela veio com o biquíni certo!

...
-E ai se divertindo muito? – Sam me pergunta com seu sorriso singelo de sempre

-Não imagina o quanto... – respondo meio zonza após ter bebido todas

-Cadê o Jonhy? – ele pergunta olhando para os lados

-Esta por ai com alguma vadia! – falo pegando mais um copo, mas Sam segura minha mão e diz calmamente

-Não, mocinha você já bebeu demais!

-Valeu madre Tereza! – falo rindo meio inconsciente

-Vamos vou te levar pra casa! – ele fala me ajudando a ficar em pé.

-HUHASUHASUHASUHASUH... Ui – falo rindo toda zonza

-O que esta acontecendo aqui? – eu conheço essa voz de algum lugar, mas nessas circunstâncias não consigo identificar.

-Vou levar Court para casa, não esta vendo? – Sam fala irritado.

-Eu não vou permitir isto! – Quem diabos esse Mané pensa que é? Penso de olhos fechados.

-Na boa cara, vaza daqui! – Sam fala irritado.

-Vaza você daqui! Court vai comigo! – ele fala num sentido possessivo, o que me
irrita e eu abro os olhos vendo Jhonny na minha frente.

-Ela vai com quem ela quiser! – Sam fala calmamente e do nada eu começo a rir.

- HUAHASHUASHhuahuAHUaauhAHUhauHUA... O cacho de banana brigando com o bombadinho... - tomo um gole do meu copo e depois aponto para o Jhonny
- E essa rooupa de fazendero... HAHUSHashuahushuASHUAhushuashHUSHUASHU... Tirou muito leite das vacas hoje... HSUASHUashuSHUHUshuaHUSHUashuaHUSHUAS - Depois me virou para o ... Samybananão e digo:
- Você não veio de amarelo por quê??? Já apodreceu. - riu da camisa preta dele e saio desajeitada da cara dos dois.

Quando saio andando cambaleando pelos lados, Kristen me segura e diz:

-COURT O QUE DEU EM VOCÊ? – ela grita apavorada com o meu estado, me puxando para o banheiro e vejo a cara do tal do Jared furioso comigo

-HUASHHSAUASHUSAHU... PERDEU BABACA! – ainda digo para ele que me olha furioso.

-Me espera aqui, ok? – ela fala com o grandalhão que acena com a cabeça que sim, como um cachorrinho sem dono.

-Pode me dizer o que foi aquilo?? – ela fala furiosa

-HUASHAHUASUHASUHAUHUHASU...- Eu apenas rio, me jogando em uma poltrona que tinha no banheiro.

-Court, estou falando com você!?! – ela me encara séria

-Preciso retocar a maquiagem! – eu falo me olhando no espelho

-Céus nem de porre você dá um tempo! – ela me olha rindo

-HHUASUHASHUASUHHUAS... – E eu puxo um batom e começo a passar nos lábios, mas começo a borrar tudo, pois estou totalmente sem equilíbrio

-Vem, vou te levar pra casa, sua doida! – ela fala rindo.

-HAUHSAUHASUHASUHUA... Casa... Adoro casa! – falo rindo que nem uma retardada
E Kristen começa a rir da minha “sobriedade”.

--Vamos! – ela me puxa pela mão e saímos do banheiro com o grandalhão nos esperando, isso sim que é GLAMOUR!

*-*

Longe dali...

-Tá certo! Ta certo! – guincha Stacia para Jehnny que usava um biquíni verde-oliva cafona.

-Já é hora de agir. E eu vou fugir com o bombadinho do Jared e você com o Samuel, ta?! Agora vamos! – disse ela puxando Jehnny pelo braço.

-Será um prazer roubar ele daquela Barbie de caneta! – Jehnny fala irritada – Odeio aquela garota, acha que o meu Samuel tem que estar a disposição dela para fazer seus caprichos. Affz.

Então Jehnny pegou seu celular que tinha o número bloqueado para outras pessoas e ligou para a polícia.

-Alô... Tenho uma denuncia no colégio Jackon’s High! Parece que tem uns alunos fazendo um tipo de festa... Ok! Obrigada! – disse ela desligando.

-Agora nós temos que achar nossos homens antes que eles cheguem.

-E aí? – disse Johnny para Jared que bebia um ponche.

-Oi! – disse Jared mal-humorado. – Viu as duas?

-Tão no banheiro ainda! – reclamou o outro rapaz cruzando os braços.

-Hunf... – Jared reclamou – Você embebedou a Court?

-Eu não! Foi o idiota do Samuel.

-Porque não pensei nisso antes.

-Você queria embebedar a Court?!

-Claro que não! Tenho cara de quem ta afim dela por acaso?
Johnny o analisou desconfiado.

-JARRYY!- gritou uma Stacia para ele – Oii!

-Te conheço? – Johnny disse indiferente para ela por causa do escândalo.

-Cala a boca! – ela se vira para o Jared – Vamos dar uma volta gato?

-Não!

-Por quê??? – choramingou ela.

-Porque eu estou com a Kris.

-E daí?

-E daí o que te importa, não? – isso fez o Johnny quase cuspir a bebida para rir.

-Ain... Qual é? Chato! Só uma voltinha!

Nisso chega Kris por trás dela com a Court que se joga quase dormindo de porre nos braços do Johnny.

-Hein? Vamos! Vamos! Vamos! – ela deu pulinhos de felicidade.

-Acho que ele já respondeu sua pergunta! – disse Johnny.

-E o que você tem a ver com isso? – ela sorri e continua pondo uma mão sobre o ombro do Johnny – Olha! Eu sei que o nosso caso foi lindo, que você amava me ter ao seu lado... Mas meu bem a fila anda! Se toca! Estou interessada no Jared.

-Coitado! – é o que Johnny se resume a dizer

-Coitado se estiver interessado mesmo na Kristen! – Stacia finaliza rebolando.

-Pelo menos não sou corrimão de escada! – diz Kris finalmente se manifestando.

-Affz! Se você mudar de idéia gato, me liga! – Stacia fala se insinuando mais uma vez para Jared, que emudece ao ver a carranca que Kristen faz.
*-*

-Sam querido cheguei! – Jehnny fala se aproximando de Sam, que estava saindo da piscina com seu físico de peixe bem definido.

-Fala Jehnny! – ele diz sem muita paciência.

-Vem logo! tenho que te mostrar uma coisa! – ela fala puxando a mão de Sam, que fica sem reação.

-Mas... – ele fala se cobrindo com uma toalha, embora contrariado acaba seguindo a piriguete.

-No caminho te conto tudo, vem! – ela puxa ele e sorri vitoriosa para uma Stacia derrotada, que apenas a encara e sai correndo do colégio ao mesmo tempo.

-Ele que se dane, eu tentei salvá-lo. Quis ficar com a recalcada, azar o dele! – Stacia fala rebolando para fora do ginásio.


*-*

Depois da festa, do meu mico básico de ficar bêbada na frente da escola inteira. Inclusive Sam e Jonnhy, os caras que eu... Meu melhor amigo e o cara que eu talvez ainda esteja saindo, fiquei sabendo que alguém denunciou a gente. Claro que só pode ter sido uma das cabeças de pompons, o problema é que eu não tenho como provar e a garota on line resolveu desaparecer justo agora que eu precisava dela para solucionar este caso muito suspeito.

-Esta melhor Court? – Johnny fala me fitando. Olho para os lados e vejo que estou num lugar estranho, com um cara estr... Ok, ele não é um estranho, mas esta situação é muito estranha.

-Onde estamos? – pergunto fazendo menção em me levantar.

-Calma! – ele faz sinal para eu permanecer deitada – A barra pesou e eu tive que te tirar de lá, o que não foi nada fácil levando em consideração seu estado nada sóbrio. – ele fala com um sorriso zombeteiro nos lábios.

-Que ótimo! – falei revirando os olhos. – E cadê Kristen e o sapo gigante... – ele me encara atônito e fala:

-Sapo gigante? – pergunta rindo.

-É... O tal do Jared. – respondo dando de ombros – E cadê o Samy? – pergunto preocupada por lembrar de alguma coisa em que o chamei de “banana”? Ai meu Deus, será que ele ficou chateado comigo?

-Sam! Sempre o Sam! – ele fala emburrado. – Foi pra casa dele com a Jennny, eu acho.

– Jonnhy fala com um sorriso nos lábios ao pronunciar o nome Jenny, ele sabia muito bem o quanto eu apreciava a amizade dos dois.

-Que legal! –falei dando um meio sorriso triste e ele passa seu dedo indicador em meu rosto, num gesto delicado, mas ainda assim preferia o conforto da minha casa e da minha cama – Pode me levar pra casa agora? – pergunto encarando seus olhos verdes que pareciam diamantes faiscando.

-Mas acabamos de chegar... – ele me encara como se estivesse me escondendo alguma
coisa.

-Jonhhy o que você esta me escondendo? – pergunto preocupada.

-Nada Court... – ele fala desconversando. –Venha ver o lago... – ele fala segurando minha mão.

-Eu não quero ver o lago, quero saber o que você esta me escondendo. – falo séria.

-Tudo bem, então. – ele respira suave e diz: Sente-se. – Eu me sento e ele me olha apreensivo.

-Alguém denunciou a gente sobre a festa da escola. – ele fala em poucas palavras.

-Isso eu já sabia. – falo o encarando nos olhos – Agora me diga o que você esta me escondendo. – ele foge o olhar e me mostra a chave do ginásio.

-Oh meu Deus! – respiro fundo, ao ver que o autor da confusão toda foi meu suposto namorado – Como você pode? – pergunto o punindo com o olhar.

-Eu não sabia que iria gerar esta confusão toda... – ele fala nervoso.

-Eu disse que eu não queria me meter em encrenca... O que eu faço com você!?!?– falo atônita, enquanto minha cabeça lateja de dor, reflexo da bebida de ontem – Anda me de a chave. – falo séria.

-Court você vai me entregar? – ele fala apavorado.

-Anda John não confia em mim? – pergunto encarando seus olhos ao que ele meio receoso me entrega a chave. Eu pego a chave nas mãos e faço um sinal negativo com a cabeça e escondo o mole na minha bolsa. –A chave vai ficar comigo até essa situação ser resolvida, ta? – ele acena que sim com a cabeça e eu digo: Agora a gente tem que ir. – falo séria.

-Tudo bem, vamos. – ele segura a minha mão e me guia até seu carro, pois eu ainda tava meio tonta de ontem.
*-*

Continua...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Episódio 4 [4/5] - Festa na Piscina (K.C.)

Sabe a coisa que mais me irrita nele? A falta de simancol.
Jared podia ser lindo, forte, alto, moreno, gostoso e sexy... Mas esse corpinho esbelto não vai me enganar.
- Kris, espera um instante! Tá bem? - ele segurou meu braço. Juro que se meus olhos fossem uma foice o braço dele já estaria estendido. Caído ao chão quando senti a eletricidade do toque dele.
- Espera aí você! Olha só eu sou realmente grata por ter me salvo e tudo o mais que tem feito por mim. Mas... Me seguir a plena luz do dia? - minha expressão era de indignação. E ao invés de ele se preocupar com o que eu podia refletir e por fim decidir, ele começou a rir e disse:
- Olha, você sabia que fica linda com essa cara. - ele chegou mais perto e me envolveu na cintura. Por um segundo seu manto de formol me envolveu por completo quase perdendo os sentido. - Desculpa. Só queria passar o dia com você. - ele diz me olhando sério. Voltando a ser o garotinho do qual me lembro vagamente de anos atrás. Mas isso não mudava nada. Ainda estava com raiva e a culpa não me afetaria tanto quanto ela.
- Mande um e-mail. Ligue. Mas não me siga. - eu disse ainda com os braços cruzados. - Agora se me der licença.
Me solto dele e vou caminhando às pressas para meu carro que ainda tinha cheiro de Lance. Isso me fez lembrar de deixar os vidros abertos na próxima viagem que eu fizesse. Pelo menos até mandar lavá-lo.
- Onde você vai? - eu esperava por isso. Ele me seguiria até onde eu fosse.
- Tenho uma festa pra ir. - digo mostrando uma sacola que é tão pequena que qualquer um pensaria que é uma lingerie.
- O que tem aí?
- Algo que você nunca vai me ver usar. - ele ri alto ainda me acompanhando.
- Ui! O que tem aí? Um modelo da Victória Secret?
- Talvez. - eu ri com a ideia. Abri a porta do carro e ele ficou me olhando. Me sentei.
- Eu vou com você. - só me faltava essa!
- Há! Há! Que piada... - eu disse tentado fechar a porta. Ele a segurou e se inclinou par poder me ver. Apoiou um braço na poltrona e outro no para-brisa.
- Posso te acompanhar na festa?
- Não me acompanhe. Não sou novela! - eu respondo querendo parecer irritada com o convite. Mas não é assim que a coisa rola. Minha voz falha no fim da frase e sinto minhas pernas ficarem bambas. Droga! Que isso???
Ele chega o rosto pra perto do meu e sinto meus cabelos da nuca se eriçarem. Ele era lindo! Por que não? Ouvi minha consciência gritar "Foi assim que tudo deu errado com Ahmon.". Eu me encolhi com dor no peito. Concordei que não era uma boa ideia.
- Te vejo às oito? - era melhor dizer isso que dizer que não podia beijá-lo. Não que eu não pudesse. A partir daquele momento percebi que seria melhor se eu simplesmente o conhecesse melhor.
- Vou pra sua casa.
- Charlie não fica chateado com você?
- Por?
- Por estar sempre fora de casa...
- Pelo menos não estou roubando.
- Que horror! - eu rio e dou um tapinha na barriga dele. Ele fica me olhando por um tempo. - O que?
E então o que eu não queria acontece. Ele me beija tão delicadamente que meu coração quase sai pela boca.

***
Em fim, Jared foi comigo para casa. De alguma forma ele esqueceu a moto dele na garagem da minha casa. Esquisito! Agora ele me esperava na sala enquanto eu me torturava pensando que retribuir aquilo tudo só pioraria as coisas pra nós dois. Terminei de me vestir quando ouvi batidas na porta.
- Pode entrar! - e para meu prazer era minha mãe. - Oi mamãe! - disse a abraçando.
- Oi meu bem! Quer conversar? - adorava o jeito como ela sabia exatamente como eu estava. No caso eu estava preocupada.
- Bem... - eu sentei na cama e ela sentou ao meu lado. - É sobre Jared. - eu disse cautelosamente. Ela me olhou com aquela cara de "pode dizer o que é pq eu já imagino o que possa ser". - Bom... Jared me beijou hoje. E isso é meio confuso agora porque eu tenho medo de... É que meu "relacionamento" com Ahmon foi tão curto. Tudo bem que não tenha sido tão doloroso quanto eu imaginei. Bom o que eu quero dizer, é que eu estou com medo de arriscar... E também tem o Adam...
- Adam é aquele menino que encontrou seu carro? É um rapaz muito bonito... Mas, Kris... Você já reparou no modo como Jared a olha? - franzi o cenho como se entendesse exatamente a ligação que tinhamos, como se fossemos polos opostos de um imã. Optei por simplesmente fazer uma cara confusa e culpada. - Nós duas sabemos que ele é mais que louco por você. Ele não para de andar de um lado para o outro lá embaixo como se estivesse apreensivo. Não sei se você quer arriscar, meu amor. - ela pos minha cabeça entre seus ombros enquando me abraçava e embalava - Mas tudo tem seu tempo. Tenho certeza que ele é um rapaz compreensivo e vai saber esperar por você.
O timing sempre me deixou irritada. Por que tudo tem que depender dele?
- Obrigada mãe!
Mas eu sabia que minha mãe estava certa e que Jared esperaria por mim o tempo necessário por que no fundo eu já sabia que Jared era meu.

***

- Então vamos no seu carro. - disse ele sentando ao meu lado no banco do carona. Estava escuro na garagem e ficou ainda mais escuro quando ele fechou a porta. Pensei em dizer alguma coisa sobre o assunto que me incomodava. Pensei em n coisas para dizer. Senti seu olhar sobre meu rosto. - Quer conversar sobre alguma coisa? Esta chateada comigo por causa do beijo? - Então Jared desatou a fazer perguntas preocupado comigo. Com o que eu tinha pensado. Ou estava pensando.
- Jary! - eu disse rindo - Você esta parecendo um garota que não sabe se beijou certo.
Ele caira na gargalhada. Acendi a luz interna do carro e o olhei com os olhos ainda em choque pela luminosidade repentina. Analisei sua expressão de preocupação. Ficamos em silêncio enquanto eu escolhia as palavras certas para não machucá-lo, mas ele começou antes.
- Sabe a quanto tempo sustento algo por você? - "Na verdade sei." pensei. - Lembra quando você foi com seu irmão lá em casa e nós jogamos poker até o dia nascer de novo e você dormiu no meu ombro enquanto nossos pais jantavam e Megan assistia a roda da fortuna...
- Tinhamos doze anos. - conclui sem olhá-lo. Lembro de ter acordado no meio da noite com Jared ali ao meu lado. Megan dormira no chão. estava quente. Senti a cabeça de Jared sobre a minha. Na época megan era contra o fato de eu ter uma queda por um pirralho de onze anos. Como a idade fazia diferença naquela época. Lembro de ter enterrado mais minha cabeça em seu pescoço e posto a mão sobre seu peito. Vi que ele se mexera. Não sabia se tinha aberto os olhos ou não, mas eu fingi dormir profundamente. E senti seus braços se apertarem ao meu redor e eu adormeci outra vez. - Mas depois disso, eu sumi. - concluí.
- Eu sei. As vezes eu invadia o msn de megan só pra poder falar com você. E você sempre perguntava por mim. Nunca entendi se era por educação ou outra coisa. Mas me bastava o fato de lembrar de mim. - ele engoliu em seco e me encarou com a cabeça no encosto da poltrona. - Eu só... Eu espero por você.
Eu sorri constragida e ao mesmo tempo feliz por descobrir que não era somente eu que carregava sentimentos parecidos com os dele.
- Eu gosto de você. - eu disse o encarando. - Mas... Não sei se esse é o momento certo, entende?
- Você está numa fase difícil. Eu sei disso Kris. - ele olhou frustrado para frente. - Não vou forçar você a nada. Eu só queria...
- Você afasta os sonhos ruins de mim. - eu sorri - Eu gosto disso. Mas Jary, eu acabei de sair de um relacionamento ruim. Não quero me preciptar.

***

Jared meia volta e outra parava nos corredores enquanto tentava segurar minha mão. Eu tentava o maximo possivel não manter nenhum tipo de contato, absolutamente nenhum.
- Jared, quer conversar sobre isso? - eu disse parando a alguns passos da porta de entrada da piscina, onde por fora dava pra ouvir todo o som que rolava lá dentro. Eu sabia que Corbin (um nerd do primeiro ano de um metro e cinquenta de altura que era tão magrinho que parecia desnutrido) era um tipo de raker, invadia o sistema de cameras o mais rapido que pidia. Alterando as imagens que ficariam gravadas no hd da maquina e transferindo as verdadeiras para o notebook simplesinho que ele carregava com ele. Então não tinha com que me preocupar.
- Quero. - ele disse segurando minha mão. - Promete pra mim que não vai ficar com o Adam.
- Quê? - isso saiu tão autmático que não pude evitar o tom de choque na minha voz. Como ele era inteligente e como eu o superestimava. Seus olhos amendoa me encaravam de uma forma tão intensa que senti meu corpo ficar rigido.
- Eu sei que as intesões desse maldito biquini é fazê-lo babar! - ele tem razão. Essa era minha intesão... A principio. Mas depois daquele beijo no estacionamento, e eu sabia quem iria dar em cima dele. Stacia Horn. Ela adorava acabar com a minha vida.
Sem poder prender meu impulso doido eu simplesmente o beijei. Me deixei envolver em seus braços quentes. Cada toque de sua pele na minha dava um novo sentido a tudo. O puxei para mim com tanta vontade de tê-lo comigo. Eu queria aquilo. dei um encontrão na parede, mas não liguei. Ele estava ali, era o que importava. Minhas mãos estavam perdidas em seu peitoral quente e forte. Depois, descontroladas, subiram para seu pescoço para que seus labios não tivessem permissão de deixar os meus nem por um segundo. Seus labios eram macios, quentes, delicados e carinhosos nos meus. Não sei quanto tempo durou o beijo, só sei que fiquei tonta. Empurrei sua cabeça.
- Jared... - ele me desceu mas continuou com o rosto perto do meu. - Temos que... - eu estava com muita falta de ar. Acho que se fosse asmatica ia precisar mais que uma bombinha para voltar ao normal.
- Deixe eu ficar aqui com você. - ele falou ao pé de meu ouvido, senti meu corpo todo reagir aquilo. Fechei os olhos tentando controlar a situação. - Por favor. - ele voltou os labios aos meus.
- É uma oferta tentadora. - eu ri. O que é isso? Digam por favor que me drogaram quando eu aceitei que ele viesse. O que é isso... Agora eu tenho que ficar dizendo verdades como se realmente valesse a pena. Bom... No caso dele vale, e como vale. Cara! O que eu to dizendo???
Beijei-o mais uma vez.
- Por favor, temos que entrar.
Ele me abraço na cintura, olhou meu rosto. De alguma forma tenho a impressão de que ele viu algo vivo em mim, algo que ele tinha tanta esperança quanto eu de manter aceso.
- Por favor, prometa pra mim. - ele disse com os labios grudados nos meus. - Promete. - ele disse me beijando - Eu só quero que você não fique com ele.
- Ele tem namorada... - eu presumi já me acostumando com o simples fato de que eu nunca teria o meu homem ideal. Apesar de querer Jared desde garotinha, Adam era o que eu queria. Acho que era um tipo de atração fisica ou sei lá.
Ele riu.
- Se eu a conheço bem, isso não é o tipo de coisa que a impediria.
- Tem razão. Isso não mudaria nada. - o beijei mais uma vez. Depois ele segurou minha mão e entramos no local das piscinas.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Episódio 4 [3/5] - Festa na Piscina (C.B)

-Me economiza Kristen! Não tem ninguém seguindo a gente. - falo revirando os olhos, Kristen tem cada ideia mirabolante, que ás vezes me irrita.
-Você sabe que meu sexto sentido nunca falha! - ela fala me encarando séria
-Ain... Nem sempre! Lembra aquela vez em que você disse que a Stacia ia pintar o cabelo de roxo? - não resisti e começei a rir
-Isto não vem ao caso agora, o fato é que... - eu a interrompo dizendo:
-Então nada de pânico super vidente do araque! - Kristen me fuzila com o olhar e eu dou um passo para frente e tropeço num vaso, sabe aqueles com plantas... Que mané coloca isto num shopping? Se eu quiser ver planta vou num Jardim Botânico, não em um Shopping, francamente...
-Ahhhhhhhhhh! - eu grito, quase caindo ao chão, quando sinto alguém me segurar. Para minha surpresa era o Jhonny. Sempre o Jhonny!
-Te peguei gata! - ele me segura, com aquele sorriso safado de sempre, que eu finjo odiar.
-Ai meu Deus! O que você esta fazendo aqui? - pergunto irritada, encarando aqueles olhos verdes cintilantes. Ele era tão perfeito, muito perfeito, mais perfeito do que a própria perfeição, aqueles olhos, aquela boca... Com certeza fico constantemente tonta. Não sei, porquê não consigo evitar.
-Viu Court quem é a super vidente do araque? - Kristen sorri sarcástica e vitoriosa.
-Engraçado Kristen! - dou um meio sorriso sem graça e olho de novo para ele que continua me encarando com o mesmo olhar intimidador. - E então?
-Então? - ele pergunta se fazendo de desentendido
-Como assim então? O que você está fazendo aqui? Por acaso estava nos seguindo? - pergunto o encarando irritada
-Aliás vocês dois! - Kristen fala séria, tocando no ombro de Jared.
-Hummm... Nós dois... - Jhonny e Jared começam a enrolar
-Sim, vocês dois! - eu e Kristen falamos sérias.
-Eu estava por aqui perto e resolvi passar aqui no shopping para comprar um big mac! - ele fala como se fosse a coisa mais natural do mundo.
-Ah um big mac? - falo o encarando irritada
-Sim. Um dos grandes! Estava com muita fome... - ele fala sorrindo cinicamente, claro.
-E quanto a você Jared? Veio comprar um big mac também? - Kristen pergunta o fuzilando com olhos
-Não, eu vim seguir você mesmo! - ele responde a encarando nos olhos, bem sincero.
-Pelo menos ELE admite! - eu falo fuzilando Jhonny com o olhar e saio andando
-Espera Court! - ele saí correndo atrás de mim e eu finjo não ver.
-Esses dois.. - Kristen fala olhando para mim e para Jhonny, ela revira os olhos
-Esquece eles! - ele fala se aproximando dela.
-Court, volta aqui! - ele fala indo atrás de mim e eu nem bola.
-Ain... Me esquece garoto! - falo braba
-O que foi que eu fiz agora? - ele pergunta atônito
-Vê se cresce garoto! - falo saindo para longe dele
-O que foi que eu fiz? - ele pergunta passando a mão em seus cabelos loiros e sedosos.
-Você ainda pergunta? - falo parando por um segundo, cruzando os braços, o olhando nos olhos e dando um pouco de enfâse na minha irritação.
-Eu não... - Ele fala desconcertado - Sou muito bom em... - Ele fala gesticulando com as mãos, tentando encontrar sentindo em suas palavras, ao menos suponho que seja isto.
-Em? - pergunto sem muita paciência.
-Normalmente as garotas se atiram aos meus pés...
Neste instante um grupo de 5 meninas do meu ano passam por nós e sorriem para ele dizendo:
-Oi, Jonhy! - Que ódio dessas piriguetes. O pior é que nem posso dizer que elas não eram bonitas. Ele sorri desconcertado pra elas, retribuindo a saudação e depois oha pra mim como quem diz "o que foi que eu disse?". Isto me irrita um pouco e acaba que eu não resisto e digo:
-Desinfeta! - para uma das garotinhas ridiculas que se atrevera a dar oi para o meu "querido Jonhy", tenha santa misericórida ele estava acompanhado... E muito bem acompanhado!
Elas saíram resmungando algo sem muita importância, pelo menos para mim e eu voltei a encarar o sujeito a minha frente.
-E então? - pergunto esperando uma resposta digna, não uma mera enrolação.
-Com você não sei como agir, é estranho... - estranho? Que legal! Ele sorri desconcertado.
-Claro. Não sei se reparou, mas eu não sou como uma de suas tontinhas. - falei dando uma piscadela e ele solta uma risadinha de leve e retruca:
-Seria bem mais fácil Court, se você não complicasse tanto... - ele fala acariciando meu rosto - Qualquer garota daria tudo para estar no seu lugar... - ele sorri cafageste e eu me irrito pra variar.
-Ótimo! Entçao por que não vai atrás delas? - retribuo o seu sorriso mordazmente e saio andando. Acho que ele não esperava por isto, porque ele sai imediatamente atrás de mim dizendo:
-Porque eu não quero nenhuma delas, só quero você Court! - eu o olho abismada e chocada ao mesmo tempo. Ele disse mesmo isto? Que garoto doido!?! - Acho que estou me apaixonando!
-Não seja ridiculo! - falo revirando os olhos me segurando para não rir.
-Não acredita no meu amor? - ele sorri com o seu olhar mais cafageste
-Oh Claro! Amo você baby! Sou louca por você baby! - falo dando as costas pra ele.
- Vejo você na festa então? - ele pergunta acredite esperançoso
-Vai sonhando! - e saio andando, lógico.


*-*
Quando cheguei em casa, minha bolsa começou a se mexer, algo estava vibrando dentro dela e pra variar quem estava ligando era Kristen.

-Alô! - falo rápido, tentando superar a demora para localizar meu celular na minha grande bolsa, uma carteira vermelha da Prada. Por que gosto tanto desta marca?
-Até que enfim! Por que demorou pra atender hein?? - ela fala irritada pra variar. Kristen não tolera muito atrasos...
-Também estou muito feliz em escutar sua voz xuxu! - falo dando meu meio sorriso clássico. Ela sorri aliviando a tensão e me diz:
-Pois então, já esta pronta pra ir? - e me pega desprevinida.
-Ir, pra onde? - Como assim??
-Ué! Festa, garotos, piscina! Lembra? - ai comecei a rir, lógico.
-Ah miga, ainda são recém 18h, a festa é só ás 20h... - falei revirando os olhos
-Como assim, a barbie não esta pronta? -ela fala me gozando como sempre
-...E eu nao sei se eu vou. - falei franzindo os lábios.
-Ah claro e por que você não iria? - ela fala não acreditando muito em mim.
-Não quero ver o pão com... - falo meio que engasgando e recupero por fim a compostura - Jhonny!
-Ah, só por isto? - ela fala como se não fosse nada de demais.
-Não, ele é um IDIOTA! - falo indignada.
-Só agora que percebeu isto? - ela pergunta sarcástica
-Não, desde o dia em que o conheci...Mas tentei fazer uma caridade... - Do nada Kristen começa a rir.
-Ok, então você é boa samaritana agora? - ela pergunta me gozando
-Isto não vem ao caso, o fato é que não vou aquela festa... - falo jogando minha bolsa na cama
-Incrível Court, mas isto só vai aumentar o ego dele! - Kristen fala calmamente para meu desespero.
-Eu sei, mas... - falo relutantemente
-Relaxa, você tem o Sam.- e ela falou exatamente assim, como se ele fosse o Brad Pitt.

Aqui é C.B do faleidemais.com

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Episódio 4 [2/5] - Festa na Piscina (K.C.)



Minha volta para casa não foi das melhores. E eu sabia que não seria. Passei a maior parte do sabado à tarde conversando com Meggan sobre o tempo que não passamos juntas. Ela disse que estava namorando Rick Jones, o cara era um baita CDF que achava ser o melhor da escola. Mas como eu achei que aconteceria, ele cresceu e se tornou um dos caras sarados do time de futball da escola deles. Tudo isso graças aos acampamentos que ele frequentava todo verão.
Por um acaso Rick apareceu por lá a tarde para fazer uma visita natural à casa dos Williams. E essa foi minha deixa para ir para casa.
Jared me trouxe de volta. Durante a viagem colocamos os pingos nos i's. Eu contei sobre meu sonho ridículo, e me senti mais ridicula quando ele disse "Está brincando que você acredita nesse tipo de coisa? Falasério! Acho que você anda lendo muitos livros." Depois dessa preferi me manter com respostas curtas e mantive o olho na estrada.
Foram quase quatro horas de viagem até minha casa. E minha mãe era realmente parecida com a mãe de Court. Que coisa mais incrível. Só por que o cara salvou minha vida ela tem que convidar ele para dormir em minha casa? Por que ele não salvou meu Lance?
E não é que o desgraçado aceitou dormir lá. Primeiro ficou se fazendo depois decidiu ficar.
Como minha mãe inventou que não tinha espaço na sala porque lá estava fazendo uns preparativos pro trabalho dela pro atelier ela montou uma cama para ele no meu quarto. Claro que eu dormiria com ela, já que Daniel estava tirando férias permanentes de nós duas.
Acordei de um sono ruim no meio da noite com os olhos afundados em lágrimas. Desci as escadas e pus um vídeo. Melancólica. Assisti um vídeo do meu aniversário de sete anos, quando ganhei Lance. Eu estava me torturando.
- Kris? - era a voz dele. - O que faz acordada?
Não respodi. Meus olhos estavam marejados demais para conseguir pronunciar qualquer palavra. Ele se abaixou ficando de cocoras na minha frente. Olhei triste para ele. Depois o abracei. Ele me abraçou de volta e sentou ao meu lado.
- Que droga cara! - ele me abraçou com ias força e me puxou para seu colo como se eu fosse um bebê. - Eu juro que nunca mais isso vai acontecer.
- Desculpa. - eu disse parando pra respirar. Sequei meu rosto com a ajuda dele. - É que eu... É tanta coisa. Perdi meu irmão, meu pai me odeia, minha mãe fica mal o tempo todo por causa dele, e depois tem uma garota estranha que eu não sei quem é que fica falando da escola inteira num blog. Meu namorado terminou comigo faz uns dias...
- Namorado?
- O que foi? Sou tão feia assim pra você pensar que eu não tive? - pergunto cruzando os braços como uma criança de cinco anos mimada. Ele ri e morde o lábio inferior.
- Ah, garota! Se fosse isso... - ele passa as mãos pelo cabelo estranhamente arrumado de um jeito lindo.
- O que fez no cabelo? - eu pergunto passando a mão por eles. Tão macios e irresistíveis. Passei a mão por ali mais umas duas vezes sem perceber que ele me puxara mais para perto.
- Dei uma ajeitada. - respondeu ele tenso. Continuei adimirando o que ele fizera nos cabelos. Ficou ainda mais irresistível que de costume. - Ainda gosta do seu ex-namorado?
Observei cada canto do seu rosto e depois disse:
- Não se pode esquecer alguém de uma hora para outra. - respirei fundo ainda o observando. - Mas creio que chorei mais pela separação de meus pais e pela rejeição de Daniel que me conheceu a vida inteira que por um garoto que fugiu com os pais pra outro país. - eu sorri espontânea.
- Que bicha. - zombou ele rindo. - Sinto muito que a gente tenha se conhecido desse jeito.
- Foi um jeito bom de se conhecer... - digo pensativa.
- Não foi, não. - rimos juntos. Depois deitei minha cabeça sobre seu peito e pude ouvir as batidas rápidas no peito dele. Uma de suas mãos deslisou por meus cabelos umas varias vezes. Seria ótimo pegar no sono ali. Seu corpo me aquecia na noite fria.
Ficamos ali no escuro. Depois me encolhi mais em seus braços fortes me sentindo mais confortável que antes. E adormeci ali, em seus braços protetores e seu cheiro irresistível.
Não sei por quanto tempo eu dormi. Mas aquele mesmo sonho veio mais forte. A dor apareceu novamente. O cheiro de cachorro molhado invadia minhas narinas. Senti uma dor ardente em minha barriga e gritei.
- Kris! Kris! Acorda! - acordei nos braços dele. A dor passou. Obviamente era psicológica. Olhei atonita para ele eu estava gelada e suava.
- Meu Deus! Quando isso vai parar? - perguntei mais para mim que para ele. Percebi que eu estava sentada onde eu tinha dormido. - Há quanto tempo estamos assim?
- Uns quinze minutos . Foi o tempo de você dormir e gritar. - ele analizou meu rosto. - Você está palida. Quer uma água? Eu pego.
- Não, eu só. - senti o sangue voltar rapidamente para meu rosto com a ideia que tive. - Eu... Você se importaria se eu pedisse para dormir comigo hoje?
- Dormir?
- Sim. Apenas dormir. - me atrevi a olhar seu rosto. E lá estava ele: O sorriso que eu tanto apreciava. Naqueles lábios carnudos e macios. Não que eu saiba que são macios. Eu suspeito que sejam e... Ai! Quer saber?, não importa. - Se você quiser... - suspirei derrotada ao ver ele ficar esperando uma explicação. - Tudo bem. Não precisa. - eu disse rápido levantando - Boa noite!
- Espera, espera! - disse ele segurando a minha mão. Olhei para seu rosto. Estava livre de qualquer pensamento ruim ou coisa do parecida. Ele mostrava cumplicidade e compreenção. Senti meus músculos rigidos se aliviarem, mas ainda havia uma ponta de tensão. - Eu fico.
Não pude evitar em abrir um sorriso.
Ele sentou outra vez e deitou no sofá deixando um espaço para mim. Senti um arrepio quando deitei com ele. O calor de sua pele na minha me causou um pequeno choque. Seu braço envolveu minha cintura e depois de alguns segundo eu finalmente consegui dormir.

***

- Onde está Jared? - perguntei a minha mãe assim que sentei para o café.
- Ele saiu bem cedo. Disse que tinha que voltar se não Charlie não o deixaria voltar. - minha mãe estava pronta para o trabalho.
- Que legal. - resmunguei.
- Ele deixou um recado na sua comoda. - ela pegou a bolsa e engoliu o suco. - Tenho que ir. Espero você pro almoço.
- Tudo bem. - fiquei ali por um tempo. Fome eu não tinha. Fiquei pensando no recado. Agora eu não tinha mais companhia pra onde eu fosse. Geralmente Lance e eu faziamos tudo em casa juntos.
Subi as escadas pesarosamente pensando que ele estaria ali comigo. Afastei os pensamentos junto com a torrente de lágrimas que viriam junta com eles. Peguei o papel de caderno.
Se continuar tendo pesadelos me ligue!
Embaixo da escrita tinha um número. Que ultrage! Foi embora mais cedo e nem um bom dia ou qualquer coisa do tipo. O que eu podia esperar dele? Ele era arrogante, mal-educado, musculo e lindo... Tudo bem.. Digamos que, no momento, são poucos os defeitos que ele tem.
Resolvi encarar minha frustração como algo positivo. Afinal, o que se pode esperar dos homens. Eles não são bons o suficiente para nenhuma de nós.
Ignorei minhas saudades e minhas lembranças dolorosas daquela noite macabra. Olhei pela janela e Sam estava estacionando o carro. Desci as pressas as escadas e abri a porta.
- E então sobrevivente número um, como está? - ele disse correndo até mim me me girando em um super abraço de urso.
- É tão bom ver um rosto conhecido. - olhei para trás esperando mais alguém mas não tinha ninguém com ele. Estranho. - E Court?- Imediatamente ele fechou a cara.
- Qual é, Sam?! Vocês não podem viver assim pelo resto da vida. - disse fechando a porta. - O que aconteceu?
- Nada. Eu fui buscar ela em casa hoje de manhã, mas ela não estava. Deve ter fugido com o precioso Jhonny outra vez. - ele disse com uma voz teatralmente sexy.
- Certo. - digo rindo - E Jhenny não é nada, certo?
- Jhenny é só uma amiga. Court não pode aceitar isso. - riu ele baixinho.
- Amigas não te agarram e te dizem o quanto você é gostoso. - eu ri - Ah! Peraí! Eu faço isso. Mas... Cara, ela não é eu, entende? - digo estendendo a mão para encostar em seu ombro. - Sam, ela não é eu que sou a pessoa que te ouve sempre. E ela não é a Court que você quer cuidar e beijar o tempo todo.
- Sou tão transparente. - disse ele me olhando derrotado.
- Para mim...
- Certo e se eu dissesse que vi Cout aos amassos com Jhonny. - estavamos na cozinha. Ele se sentou no banco alto da bancada onde ainda haviam alguns resquicios de comida do café matinal. Fui até a pia e me contentei em enxer um copo de água.
- Sério? Ai, meu Deus! Ela conseguiu? Ele é um gato! - disparei, depois vendo a carranca dele pigarreei - Quer dizer, sério?
- Desde quando sabia disso?
- Só soube que ela saiu com ele uma vez antes do ano letivo começar, mas fazem dois meses. Pensei que ela não tivesse gostado. - enxi a boca de água.
- E quando você iria me contar? - protestou ele.
- Sam, o que os olhos não veem coração não sente. Olha como você está agora! - eu disse sentando de frente para ele - Se eu tivesse contado antes você ficaria mais pirado. - ele olhou irritado consigo para o marmore da bancada - Olha... Sei que é difícil isso tudo. Mas nós ainda vamos rir de tudo isso.
- Ta bom. Agora me diz uma coisa. - O vigor parecia ter voltado a seu rosto - Quem é Jared?
- C-c-como... Q-q-que... Hm? - já era. Aff... Por que ele sempre me pega de surpresa.
- É que quando eu cheguei tinha um cara parado na porta ele tava de moto.
- Hm... - foi o único som que consegui fazer sair. Ele tinha vindo pedir desculpas? Eu não as aceitaria. Tudo bem que minha mãe não poderia nos ver ali na sala sozinhos, mas ele poderia ter sido mais cavalheiro, não estou certa? - E? - A pergunta de vogal falhou antes de sair - Ah! Você... Você perguntou quem era, não é? É o cara que me salvou.
- Você se enrrolou.
- Pára Sam!
- Tudo bem. - ele riu depois voltou a se interessar - Como assim salvou?
- Eu fui atacada pelo lobo, Sam. Eu... Deveria estar morta. - afirmei. Sentindo um arrepio transcorrer cada centímetro do meu corpo. - Se não fosse por Jared...
- Tudo bem, mas você não tem marca nenhuma.
- Jared me explicou que é um tipo de magica indigena. - me achei ridicula.
- Uhm... Isso é uma coisa beeem...
- Idiota.
- É.
- Mas foi isso que me salvou. - fitei o marmore enquanto o alisava. - Olha, Sam - eu olho pro teto piscando umas varias vezes - Eu não quis que isso acontecesse, mas se isso é um meio de me dizer que eu estou viva... - respirei fundo tentando não me desesperar e entrar nas lembranças que eu tinha.
- Você não está falando sério. - ele parecia em dúvida quanto a própria afirmação.
- Passe uma noite comigo e você vai ver o quão mal eu durmo.
- Certo... E o.... E esse tal de Jared.
- O que? - perguntei sentindo-me desconfortável.
- Ele encontrou você. Levou você pra uma casa estranha...
- Na verdade, não era estranha. - eu sorri amarelo - Conheço a casa desde meus cinco anos. Eu ia pra lá com Daniel e mamãe. Passavamos duas semanas lá antes dos acampamentos.
- Ah! O acampamento que você ia e voltava mais vermelha que tomate. - riu ele. Fechei minha cara de imadiato. - Tudo bem. Mas aquele cara parece ter uns vinte e três anos.
- Esquisito. - soltei a palavra em um suspiro - Na verdade - pigarreei - ele na verdade tem dezesseis anos.
- Ta brincando! Ele é mais novo que a gente?
- É. - eu ri. - Parece que ele tem uns vinte. Mas pelo jeito como ele se porta as vezes parece que ele não tem noção de como é mais novo.
- Ah! Muito adulta que você é.
- E você? Gosta da mesma garota há dezesete anos e nem tomou uma atitude. Vai acabar perdendo pro Jhonny. - eu disse tomando mais um gole de água.
- Não é assim que funciona, ô esperta. - ele disse levantando e enchendo um copo com água. - E além do mais, ele não é mais que eu.
- Ô Superego, presta atenção: Não é assim que você vai conquistar minha amiguinha cabeça dura. - eu bati de leve na cabeça dele - Seria bem legal ver vocês juntos mas parece que o destino de vocês não é esse. - me peguei pensando.
- Ai - suspirou ele - Está falando de mim e de Court mesmo? - fiquei tão anestesiada em pensamentos sobre Adam e Jared. Me imaginei como um desenho de anime e outros dois meninos, em anime também, me puxando um em cada braço.
- Tenho que ir encontrar minha mãe no shopping. - pigarreei. E desviei os olhos que estavam fixos em um ponto inexistente.
- Uhm... Te levo lá.
- Não, tudo bem. Eu vou de carro. - eu pensei lembrando de um carro grande lindo e espaçoso. - Você me espera. Vou trocar de roupa e saio em alguns minutos.
- Tudo bem. - ele subiu comigo e ficou esperando no puff vermelho enquanto eu me trocava e conversavamos.
Mais tarde no shopping, minha mãe parecia nem lembrar de meu suposto acidente e fiquei grata por encontrar minhas chaves no balcão da sala. Ela estava tão extasiada com o futuro desfile que até eu me esqueci do ocorrido de uns dias (dos quais eu não lembro, é como se eu tivesse parado no tempo) atrás.
- Quem você vai contratar para abrir o desfile? - perguntei enquanto empurrava um sushi para o estômago.
- Não sei. Achei que você me ajudaria nisso. - ela sorriu e piscou para mim.
- Sério?
- Sim. Depois você também pode escrever uma matéria ou fazer propaganda no jornal da escola. - Isso era mais a cara da Court...
- Você podia variar um pouco.
- Uhm... Nada de investigações. Só moda?
- Um pouco de cada seria um bom equilíbrio. - eu sorri achando interessante aquilo tudo. Minha mãe tinha razão seria interessante variar... Mas só um pouquinho: Isso mais parece coisa da Court.
- Olha mãe, quem curtiria essa matéria seria a Court. Mas fico feliz que tenha pensado em mim.
Depois a expressão no rosto de minha mãe se alterou, como se ela fosse chorar. E eu imaginei o que viria.
- Olhe, seu pai ligou hoje de manhã e...
- Não obrigada. - eu cortei antes que ela continuasse. - Mãe eu não quero ver ele.
- Kristen Elizabeth Carter! - odiava quando ela dizia meu nome inteiro. Por que ela tinha que por Elizabeth? Por quê?
- Mãe... - Respirei fundo. Eu tinha que contar à ela o que ouvi naquele dia. O que me fez fugir para bem longe. Não seria fácil relembrar as palavras fortes de Daniel dizendo que não ligava. - Mãe, eu e você sabemos que ele não se importa. - estiquei minha mão e pus sobre a sua que estava sobre a mesa - Por que não evitamos esse constrangimento e seguimos a diante sem ele?
- Kris, não é assim tão simples. - ela segurou minha mão.
- É sim. - eu me recostei na cadeira e cruzei os braços. - Mãe nós duas sabemos que ele não liga para mim. Na verdade, eu sei disso. Ouvi ele mesmo dizer isso antes de desaparecer.
- Você estava em casa? - ela disse apavorada.
- É... Eu estava planejando passar a tarde com... C-c-com Lance. - eu engoli em seco. - Aconteceu umas coisas detestáveis no colégio e eu resolvi dar uma escapada. Mas ir para casa só fez as coisas piorarem. Foi aí que eu fugi. A principio era apenas uma saída. No segundo dia fui atacada... Bem mãe, você já sabe do resto.
Ela ficou me olhando em estado de choque. Eu ficaria chocada em ver alguém fazer tanta idiotisse de uma vez só.


***


A minha noite não foi agradável. Minha mãe disse que ia passar a noite fora pra programar um desfile e que obviamente não voltaria para casa até a noite de segunda-feira. Me contentei em comer um McDonald's e assistir a um filme que não me lembrasse muito de tudo o que eu estava vivendo. Então optei por uma comédia romântica.
Acabei pegando no sono e tive o mesmo sonho. Que me impediu de dormir a maior parte da noite.


***


Depois da burrada da manhã, depois de assistir minha derrota eminente com Natalie, preferi sair dali. Jared me trouxe para casa. Minha mãe não tinha chego ainda.
- Qual o propósito de tudo isso? - perguntei incrédula vendo que nós dois estavamos mesmo em minha casa. Largamos os capacetes no hall e seguimos para sala. Jared, que vinha atrás de mim, me puxou pelo braço. - O que foi?
- Você tem tido pesadelos. - afirmou ele com tanta convicção que me arrepiei lembrando. Ele percebeu e chegou mais perto. - Veja bem, se isso acontecer me chame.
- Para que? Pra você sumir sem dizer nada. - me soltei de suas mãos e fui andando pra qualquer outro lugar longe dele. Pelo menos esse era o plano. Ele o estragou me parando novamente.
Me virei. Ele ainda estava a uns dois passos de mim.
- Kris... - ele deu um passo e meu braço se estendeu parando-o no mesmo momento. Arfei com o toque em seu abdomem quente e bem definido.
- O que? - perguntei o olhando nos olhos.
- Você tem que dormir um pouco. - ele segurou meu rosto passando os dedos na parte de baixo de meus olhos onde deveria estar concentrada a grande massa de pó que passei para disfarçar as olheiras.
- Eu não quero dormir. - eu disse convicta.
- Não pode não dormir. Vai ficar louca. - riu ele.
Dei de ombro.
- Que diferença faz? Já sou meio maluca... - disse tirando minha mão de sua barriga.
- Por favor... - ele deu mais um passo ficando com o corpo há centimetros do meu. O encarei. Ele pos as mãos em minha cintura. - Você tem que ser sempre tão cabeça dura?
Respirei fundo e o olhei.
- Uhm... - Apoiei as mãos em seu peito definido - Não estou com sono. - tentei parecer irritada.
- Eu prometo ficar aqui até você acordar. - disse ele sorrindo. Seu rosto mais próximo.
- Pensei que estivesse planejando fugir outra vez. - retruco ofegando.
- Não é essa a questão. Sua mãe não gostaria nada de me ver com você no sofá da sala. - Detesto adimitir isso mas ele tem razão.
- Sem fugas? - eu disse derrotada.
- Sem fugas. Ainda vou estar aqui. - Fiquei fitando-o ainda em duvida. - Você confia em mim? - ele segurou meu rosto com uma mão enquanto a outra me mantinha presa a seu corpo.
Fechei os olhos com o toque e quando os abri, grogue, tentei não parecer tão retardada quanto já estava parecendo:
- Tudo bem. - disse em voz baixa. Pigarreei - Então... Vamos arrumar aqui no sofá mesmo tudo bem? É um sofá cama, então é bem simples de arrumar. - me soltei de seus braços - Enquanto você arruma eu vou - senti frio - pegar um cobertor.
- Pra que? - perguntou ele confuso.
- Ar-condicionado. - eu disse com o olhar confuso.
Quando voltei para sala ele já tinha arrumado o sofá. era uma cama de casal maravilhosa.
- Uau! - eu disse quando cheguei ali.
- Chega mais gata! - disse ele dando uma piscadinha para mim.
Eu ri e se sentei a seu lado.
- Essas olheiras deixam você muito cansada. - disse ele enquanto eu, sentada mesmo, arrumava as cobertas sobre nós dois - Mesmo assim você continua linda. - eu reprimi um sorriso. Liguei o ar-condicionado depois o olhei.
- Bateu a cabeça com força em algum lugar? - me deitei enquanto dizia zombeteira.
Ele deitou-se ao meu lado. Pos seu braço sob minha cabeça. Sorriu quando o encarei pasma com a atitude. Me virei de frente para ele, ainda o observando aturdia. O frio não demorou muito a tomar conta da sala fechada e escura, a não ser pelo feiche de luz solar que entrava pela vidraça do corredor. Me encolhi contra seu peito forte, ficando com a cabeça em seu pescoço. Era uma sensação tão grande de afeto e de proteção que, quando ele beijou o topo de minha cabeça, achei que aquela seria uma morte boa. Ali, nos braços do meu estranho mais intimo. Seu cheiro era uma mistura interessante de menta com calcário, o que me fez afundar ainda mais a cabeça em seu pescoço. Senti seus braços fortes e protetores me envolverem na cintura. Após alguns minutos percebi seus braços afrouxarem de leve, indicando que ele estava com o sono incaminhado. Senti meus olhos vacilarem. Minhas pálpebras ficaram pesadas demais para que eu as abrisse. E então eu adormeci na proteção dos braços grandes e fortes de Jared Williams.


***


Acordei com o despertador do celular. O desliguei de imedianto desidida a ficar mais alguns minutos dormindo. Ouvi um ronco alto sobre mim, onde se encontrava meu cobertor humano. Não liguei muito para isso e adormeci novamente.
Não sei quanto tempo se passou quando o telefone tocou e não era o despertador. Era Court.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Episódio 4 [1/5] Festa na Piscina - (C.B)


Depois de vários dias monótonos finalmente algo de interessante estava para acontecer e como se não bastasse para acompanhar toda esta agitação nada clássica, o calor tinha que marcar presença em nossa adorada cidade.
-"Uma onda de calor avança em Jacksonville, o calor já ultrapassa os 40°C a esta hora da manhã..."-diz a repórter Luana Alba que estava se abanando com um leque super cafona, que eu jamais usaria.
-Court anda logo vai se atrasar para a escola! – Espera ai, minha mãe me apressando e dando um tempo da estética? Legal...
-Já estou indo! - minha voz estava com um tom de "empolgação" notável, mas não tenho culpa o calor me deixa mesmo desanimada.
-E nada de encontros com aquele cara... - saio de fininho enquanto minha mãe faz mais um de seus discursos, anti-Jhonny, ao sair pela porta.
-Menos mãe! - falo revirando os olhos, baixinho, mas ela nem me ouve, continua falando sobre a importância de ser uma garota de bem e namorar um garoto em quem seus pais confiem e blábláblá, ou seja, Sam.
Coloco minha mochila nova da Prada, cor prata nas costas e suspiro, sentido o ar quente da rua. Logo avisto o carro de Kristen em frente a minha casa. Kristen estava mais pálida do que nunca e suada, também com aquele calor infernal...
-Não poderia ter demorado um pouco mais Court? - ela fala irritada pelos meus constantes atrasos.
-Foi mal!- sorrio sem muita paciência para os ataques de Kristen, o calor me cansa - Dá pra acelerar de uma vez? - falo colocando minha mochila no banco traseiro e ela assentiu que sim com a cabeça e pisa com força no acelerador. Por um segundo lembro de Jhonny e do modo como ele dirigi insanamente, mas em seguida balanço a cabeça como se assim meus pensamentos fossem embora junto com este movimento.
Eu estava curiosa para saber de tudo, sobre o "acidente" de Kris, mas ela me contou apenas poucos detalhes e menos ainda em relação a esse garoto chamado Jared, que acredito que seja desprovido de beleza, como Ahmon, aquele assassino da moda sem graça, que nunca me enganou e ainda por cima foi embora. Enfim quando sua melhor amiga é Kristen, pressionar de fato não é a melhor ideia.
-Tá legal pode começar a falar tudo, tim, tim, por tim, tim! - falo a encarando séria e Kris fica ainda mais pálida.
-Hmm... - ela me encara receosa e por fim diz: Chegamos Court! - Me lançando um sorriso de vitória por se livrar do quase interrogatório.
-Ainda não acabou amiga! - falo sorrindo, quase cantarolando, me achando Alice no país das maravilhas de preferência sem um garoto chamado Jhonny...
-Mas eu já ta? - ela fala séria, descendo do carro. -Ai!
Neste instante escuto um barulho de sei lá o que... Ao que tudo indica era uma moto e quando desço do carro me deparo com um motoqueiro lindo vindo em nossa direção. A moto roncava de uma maneira estrondosa e ele estava com uma jaqueta de couro totalmente irreverente, que dava a ele um ar de mistério incrível naquele capacete, mas nem sei o porquê esse sujeitinho que mais parece um girino me chamou a atenção, se ele nem é o meu estilo... Ele é mais o estilo da Kristen! Não... Será que ele é o tal Jared?
-Já não basta dormir na minha casa agora até na escola ele resolve vir. - ela sussurra irritada com alguma coisa. Ok, ele é de fato o Jared. Presumo. - Então veio ver se não vou me matar hoje? Não se preocupe isso é uma escola, não o deserto da Florida.
- Olha quem falando?! - ele ri não sei do que - a cada passo que você dá pode matar você. - pensei que ele fosse um girino, mas está mais pra sapo e bem crescido.
Ele saiu de cima da moto, tirou o capacete vermelho deixando a mostra um rosto nada mal para alguém que Kristen goste. Sei exatamente quando ela gosta de alguém. Ela começa a agir com raiva. Chega a ser cômico
- Que tal matar uma aula pra variar um pouco.
- Acho que corro mais riscos subindo nessa sucata que você deve chamar de moto que dando um passo para o lado. - ela o ignora. Estava começando a pensar em me escorar no carro e assistir aquilo. Era tudo tão engraçado. - Você não estuda?
- Quer me ajudar com biologia? - ele joga.
- Acho que zoologia deve ser fascinante para você. Principalmente à parte dos anfíbios. - ela parecia com raiva. O que ela tinha ele era tudo de bom, não mais que o Jhonny né?! Fazer o que?! Nem tudo é perfeito... Espera ai, eu disse mesmo isso?
- Eu estava pensando em anatomia do corpo humano. - ele sorri malicioso e dá uma piscadela. - Você podia servir de ajuda. Que tal? Talvez dê até pra estudar física, aquela parte dos corpos que se atraem...
- Cale a boca! - ela diz irritada cruzando os braços. Que hilário! Ele consegue ser parecido com o Jhonny. Onde fomos nos meter...
- Queria que você abocanhasse sua cabeça e a engolisse.
- É assim que você trata quem salvou você de um monstro?
- Se vai ficar me cobrando por isso...
- Não estou cobrando, só estou convidando você para fazer algo que não pode. - ele diz se fazendo de vitima. Aposto que ela não resiste.
-Má influencia. - ela diz mais calma... Isso só por fora, sei que ela quer gritar, mas ela não é do tipo vexame. - Você é mais monstro que o lobo.
-Isso depende do ângulo que você está vendo. Posso ser o homem da sua vida. - Do nada Kris cai na gargalhada.
-Você não presta mesmo. - Ele apenas pisca pra ela. Neste instante Stacia aparece e dá o ar da graça, quer dizer da desgraça como sempre:
-Não vai me apresentar o seu amigo Kristen? - ela fala se insinuando para ele.
-Desde quando te apresento alguém? - Kris retruca com cara de nojo. Vi o olhar dela para o que ela chama de niqueleira que seria a bolsa rosa da prada que eu vi numa loja ontem a noite que eu queria tanto. Droga!
-Desde que seus amigos são atraentes. - Stacia diz sorrindo para ele.
-Acho que é meio tarde. - Kristen fala rindo.
-Ah! E por que? - Stacia pergunta cinicamente, tentando fazer um sorriso falso.
Não tive tempo para ouvir o resto, já que eles pararam para prestar atenção na figura atrás de nós que gritara COURT. Que ódio! Olhei pra trás e ele vinha correndo em minha direção, com aquela camisa que mostrava seus músculos totalmente definidos, como se recém tivesse saído de uma academia...
-Oi gata! - ele sorri para mim, que nem dou muita atenção para ele, apenas aceno com a cabeça e continuou olhando para o girino, sapo... Ai, perdi a concentração! Ele não gosta e fala: Vamos?
-Shhhhhh! Não percebe? Quero assistir! - falo sussurrando.
De repente surgem mais duas figuras altas, não tanto quanto o sapo perto de Kristen, mas ambos sem camisa mostrando todo o “potencial” por trás de uma camisa. Parecia que tinham acabado de voltar de uma corrida. Eles riam e conversavam como se fossem amigos há anos. A dupla de babacas. Um deles viu Kris e saiu correndo em sua direção e a abraçou desesperadamente. Meio sem noção, confesso! Mas fazer o que se Kristen curtia...
- Meu Deus! Meu Deus! - ele diz a abraçando. - Você quase me matou
- Adam, querido. Fui eu quem quase morreu!
- Nem depois de tudo isso você consegue deixar de parecer forte. - Muito cafona!
- Adaaaaam! - Cantarola Stacia separando-os do belo abraço de urso. - Como está a Natalie? - Desagradável! Cantarolo, mentalmente.
-Quem é o grandão, Court? - Jhonny pergunta em meu ouvido. Não sei por que, mas um arrepio percorre todo meu corpo umas duas vezes.
-Um cara muito atraente! - Falo em tom provocante.
-Mais que eu? - ele diz ainda no meu ouvido. Pude sentir o hálito fresco sair de seus lábios e fazer cócegas em meu pescoço um pouco abaixo de minhas orelhas e senti uma das mãos de Jhonny pousar em minha barriga e me abraçarem por trás. E eu sabia que tinha algo por trás disso. Tirando o fato de eu não ficar muito lúcida quando isso acontecia, sabia da presença de alguém que se desagradava vendo aquilo, porém não tinha culpa se o babaca era lento demais para tomar alguma atitude e definitivamente lerdeza era algo que não se encaixava muito no perfil do Jhonny, muito pelo contrário.
-Hmmm - Falo olhando primeiro para Jared, depois olhei para ele – Ah! Também não é para tanto! - falo dando um meio sorriso insinuante, sem saber se era pelo fato de estar fascinada por Jhonny, ou apenas um motivo a mais para provocar Sam. Sim, era Sam o babaca, que estava acompanhando o sem sal do Adam. Não sei o que Kris vê nele. Jhonny dá um de seus sorrisos tortos e me puxa ainda mais para si, deixando nossos corpos colados.
-Quem é ele? - pergunta Jared com uma cara de malvadão tão convincente que até eu queria um desses.
-Ah! Adam esse é Jared! Jared esse é Adam. - Kristen disse cruzando os braços.
-Uhm. E quem é Natalie? - Por que ele tinha que perguntar isto?
-É a namorada dele né, Jary?! - A metida da Stacia falou, quase se jogando sobre o corpo enorme e bronzeado de Jared.
-Ah. - Jared sorriu - Tudo bem?
-Tudo ótimo. - disse ele ainda com um braço ao redor de Kristen.
-Vamos Kris? - Jared diz olhando com um sorriso bem grande para ela. Kristen parecia dividida entre o abraço confortável de Adam, o sem sal e o imã que a puxava para o corpo de Jared. Céus, eu não teria dúvidas...
Foi então, que as coisas se ajeitaram e Natalie apareceu.
-Adam querido, o treinador está chamando você! - ela fala praticamente o puxando para longe dos braços de Kristen, que fica sentida e se solta dele.
-Mas... - ele tenta argumentar algo e Stacia sorri ironicamente, se divertindo com a derrota de Kristen. Adam olha primeiramente para Kris e depois para Natalie e por fim diz - Tenho que ir, o time precisa de mim! - ele lança um meio sorriso triste para Kristen e indo até a víbora, ops... Namorada, que apenas olha para Kris e ergue uma de suas sobrancelhas como se dissesse "ele jamais será seu!".
Kristen cruza os braços, fingindo não se intimidar com o olhar ameaçador de Natalie, a miss loura azeda, como se alguém ligasse pra isto...
-Até mais! - ela fala devolvendo o meio sorriso broxante de Adam.
-Agora que o show acabou podemos ir e começar o nosso? - Jhonny sussurra em meu ouvido e sinto meu estômago dando cambalhotas, agitando legal...
-Pensei que você ia ficar ai parado!– sorrio maliciosamente para Jhonny e o puxo pela mão. Impressionante o efeito que uma simples fala desse... Desse infeliz tem sobre mim.
-Eu adoraria ficar gente, mas eu tenho treino das líderes de torcida! - Stacia fala animada como se alguém ligasse para o que ela faz, ou deixa de fazer. - Você não vem Sam? - ela fala se jogando para cima de Sam agora, que estava de canto observando a cena atônito, desde o momento em que Jhonny me abraçara e não me soltara mais.-Sim, tenho treino dos golfinhos!- Sam fala olhando diretamente para mim e de um jeito triste. Parecia ressentido, mas eu não tenho culpa se ele está se envolvendo com a perigueti da Jhenny, francamente a garota não sabe nem se vestir...
-Foi um prazer gente! - Stacia fala rebolando com aquela mini-saia ridícula, que a deixava parecendo uma desclassificada.
-Você não imagina o quanto! - Falo de modo irônico. E Stacia finalmente vai embora desinfetando assim o ambiente. O sinal toca.
-Droga! Aula... - falo resmungando, colocando a minha mochila e me desgrudando de Jhonny, que me segue.
-Vamos então! - ele fala sorrindo maliciosamente.
Olhei de esguelha para Kristen que estava com seu sapo crescido num papo bem envolvente, seria o inicio de um novo capítulo?
*-*
A aula de biologia não passava, ela se arrastava e eu só olhava para o meu relógio e escutava o seu tic-tac infernal. Aquele barulhinho costumeiramente insignificante estava me incomodando e eu comecei a bater meu sapato salto agulha super discretamente, como só eu sei fazer... E nem me dei conta de que o Mr. Brow estava explicando a matéria e que ele estava me observando. Também pudera com uns 30 alunos naquela sala de aula, ele tinha que reparar logo em mim? É a treva!
-Então senhorita Courtney pode nos dizer o que é briófita? – ele sorriu com sua prótese mal feita olhando para mim
-Hummm... – falo olhando pra ele – É algo de comer? – ele me encara com um olhar furioso e diz:
-Pra detenção agora mocinha!
-Mas o que foi que eu fiz? –pergunto indignada
-AGORA! – como a carranca dele foi feia, não quis nem revidar lógico.
Não estava acreditando que aquele professorzinho cafona dos diabos havia me mandado mesmo para a detenção, quem ele estava pensando que era? O surperman? Não, o Chapolin colorado! É mais o estilo dele, sabe... Isso não podia estar acontecendo, afinal eu sou Courtney Braff e agora o quê eu vou dizer para a minha mãe quando chegar em casa? Que eu fui parar na detenção porque achei que briófitas fossem de comer? Com certeza ela não vai achar engraçado! Céus, onde é que fica este lugar tão cheio de classe chamado detenção? Preciso chegar logo senão meu castigo de meia hora vai aumentar um bocado... Devia ter me benzido antes de sair de casa, ou melhor ter inventado uma doença, uma boa catapora sempre resolve as coisas. Afinal quem nunca fingiu ficar doente para matar a aula um dia? Eu! Talvez em outra vida eu não seja tão Caxias e aprenda mais a lidar com este tipo de situação... Bom, pelo menos vou ter um tempo para pensar na minha vida atual e para ficar longe daquela praga daquele garoto que me deixa com malditas borboletas no estômago...
Após séculos procurando a tal porta mágica da detenção finalmente a encontro e a bendita até range um pouco, se não fosse exagero diria que parecia um tanto filme de terror, como se isto me assustasse...
-Ops, acho que entrei na sala errada! – falo fechando a porta de novo
-Court, você por aqui? – Jhonny fala abrindo a porta de novo e me puxando para perto de si e sinto aquele cheiro impregnante.
-Não, imagina é a minha irmã gêmea! – falei revirando os olhos
-Nossa você é bem mais gata do que ela! Quer sair comigo? – ele fala me encarando com o seu sorriso torto e eu não sabia se o socava, ou o beijava, mas ele foi mais rápido e me beijou.
-Você é incorrigível mesmo! – falo rindo
-Sou é? – ele fala me puxando pela cintura – Isto é um defeito, ou uma qualidade? – pergunta me encarando com seus olhos verdes
-Ainda estou decidindo! – falo piscando
-Então que tal me dar à resposta numa festa? – ele fala segurando em minha cintura
-Uma festa? - perguntei encarando seus olhos verdes, que me deixavam constantemente tonta.
-Sim. Na piscina da escola, vamos? - ele fala fazendo seu sorriso torto, aquele que faz qualquer garota aceitar qualquer coisa.
-Mas pode ser perigoso... - falo resmungando como se fosse a minha avó.
-Essa é a graça! - ele sorri maliciosamente.
-Hmmm – falo pensativa – Eu topo! Mas nada de encrencas! – falo isto e Jhonny ri e eu pergunto – Do que você esta rindo?
-Da santinha que não quer se meter em encrencas e que está na detenção! – ele fala me dando um selinho, eu dou um tapinha de leve nas costas dele e digo:
-Ah, isto é apenas um detalhe do destino que me trouxe até você – falo o encarando
-Neste caso me lembre de agradecer o destino! – ele responde e me em seguida me beija com ternura e desejo uma combinação que pensei que jamais pudesse existir.
*-*
-Oi Court! – Kris fala me abraçando – Vim o mais rápido que pude, pra que toda essa pressa?
-É muito simples... – falo com um brilho nos olhos – Temos que fazer compras! – falo cantarolando
-Você sabe que eu detesto fazer compras! – Ela fala revirando os olhos
-Ok! Festa, piscina, garotos e biquínis! – falo bem devagar como se estivesse soletrando – ela pergunta como se nem se importasse
-Você que sabe, mas eu duvido que aquele seu biquíni super cafona vá chamar a atenção do Adam, ou mesmo do sapo gigante! – falo pegando a minha bolsa com meus cartões “mágicos” e saindo de fininho, esperando logicamente ela me seguir – Quem avisa amiga é! – falo piscando e acenando para ela que fica me olhando atônita
-Tudo bem, eu vou!– ela fala revirando os olhos, correndo atrás de mim
*-*
Fomos para o shopping ouvindo Lady Gaga, Boys, Boys, Boys e Kristen acelerou bastante, não sei porque, mas a impressão que tive era de que ela queria que a tarde “acelerasse” também.
-Finalmente chegamos! – ela falou descendo do carro depressa
-Que pressa vai pra roça? – eu falo a provocando
-Court me economiza! – ela fala rindo
-Ninguém merece! – falo fingindo estar zangada
-Quanto tempo vai demorar a tortura? – ela pergunta me encarando assim que cruzamos a porta do shopping
-Menos do que você imagina! – falo piscando – Oh meu Deus! – falei espantada ao avistar uma vitrine que continha uma bolsa que era magnífica, mais do que o meu subconsciente podia sequer imaginar...
-O que foi? – Kris pergunta atônita
-Esta bolsa é um sonho! – falo revirando os olhos
-Garota você deve ter problemas! – ela fala olhando para o relógio, devia estar contando as horas a menos de dois minutos que entramos dentro do shopping, depois eu que tenho problemas.


*-*
-Décima Quinta loja, você disse que ia ser rápido Courtney!
– Kristen fala digamos um pouco irritada.
-Fazer o que? – falo a encarando – Eu não tenho culpa se as lojas não fazem mais biquínis como antigamente! – ela apenas revira os olhos
-É um biquíni não uma obra de arte! – ela fala indignada
-Este é o seu problema! – falo braba e ela me olha séria
-Que foi? – ela fala sem entender
-Você não entende... O que você veste transparece seus sentimentos! – falo sorrindo segurando um biquíni rosa e Kristen revira os olhos dizendo:
-Para, assim você parece a minha mãe! – Ah eu vou levar este azul mesmo e vamos embora logo daqui escutou “senhorita eu adoro shopping”?
-Leva, vai ficar combinar com o seu tom de pele! – falei sorrindo sem sequer escutar o que ela me disse.
- COURT, COURT! ACORDA! – ela grita meu nome desse jeito e eu me assusto lógico.
-O que foi? – pergunto atônita voltando a minha sanidade mental.
-Que deu em você mulher, você disse que eu podia levar um biquíni azul, que combinava com o meu tom de pele... – ela fala enraivecida e com toda a razão. Eu nunca diria isto, sempre disse para Kristen que azul não combinava com o tom de pele dela, que o rosa era o tom ideal para ela, apesar de ela não nunca concordar comigo... – Em que planeta você estava? – ela fala me olhando em tom sugestivo
-Não acredito que disse isto, azul nunca, rosa sempre! – ela revira os olhos e diz:
-Ok a Court voltou, agora me diz no que você estava pensando? – ela sorri com o olhar, devia estar imaginando coisas.
-Eu estava pensando em algo... – falei sem graça meio que corando.
-Até imagino o que seja! – ela fala rindo.
-Não ri! – falei séria - Sabe aquele cara que faz você pensar em casamento, sapatos e bebês? – eu falei sentindo minhas bochechas avermelharem.
-Com certeza não é o Jhonny! – Kris me olha atônita
-Mas então por que estas malditas borboletas estão agitando tanto no meu estômago?
-Ai Court... – Era como que dissesse: “Se apaixonar por ele é arriscado demais”.
-Eu sei, eu sei!- falo dando um meio sorriso triste.
-Em matéria de amor somos todos eternos aprendizes, que se recusam a seguir o roteiro! – ela fala piscando.
-Droga, Droga, Droga! - eu falo revirando os olhos.
-Você tem que ser como eu! – ela fala sorrindo – Não deixo as emoções me dominarem! – ela fala segurando um biquíni preto
-Claro! O sapo gigante esta ai pra provar isto! – eu falo rindo
-É impressão minha ou estamos sendo seguidas? – ela fala mudando de assunto
-Ótimo jeito de desconversar! – falo rindo – Ta chega dessa conversa de sentimentos, eu sei que você não gosta de shopping amiga, mas a ponto de inventar sequestradores para apressar nossas compras... – eu falo revirando os olhos
-Não é sério! – ela fala me encarando séria desta vez e eu apenas sorrio e chamo a vendedora e digo:
-Nós vamos levar este e este neste cartão! – a vendedora assentiu com a cabeça e Kristen
dá graças a Deus de sair daquela “tortura” também chamada de loja.
Aqui é C.B do faleidemais.com

sábado, 27 de março de 2010

Epsódio 3 [5/5] - Garota Online (K.C.)



Era obvio que ela não voltaria tão cedo. Esperei por ela na terça. Guardei uma vaga no estacionamento ao lado do meu carro e ela não apareceu. Isso estava me irritando. Na quarta-feira eu ainda não a tinha visto. Eu não desistiria de encontrá-la.
No fim da aula de quarta-feira eu joguei a mochila de qualquer jeito no banco do carina da camionete e fui para o posto abastecer. Cada segundo que eu perdia ali era um segundo sem ela. Era ridiculo o jeito que eu estava agindo. Ela nem minha namorada era. Minha namorada se chama Natalie e ela é linda. Loura de olhos castanhos e pele bronzeada. Eleita três vezes a rainha do baile da escola e coroada a Miss Jacksonville nesse ano. Mas eu não sei o que rola com a Kris. É como se ela fosse frágil demais para eu deixar ela sozinha.
E eu sei que por trás de todo aquele jeito de "sou forte" dela, ela é tão fragil quanto a amiga dela.
Meu telefone tocou e lá estava... Uma foto de minha namorada na tela. Eu precisava mesmo atender?

***

Eu não sei exatamente o que aconteceu. Eu não estava onde eu devia estar. Tive sonhos estranhos a maior parte do tempo. Ouvia vozes falando coisas estranhas, as quais eu não entendia. Parecia que eu estava sedada. Vi um homem de cabeça branca pronunciar palavras desconhecidas para mim segurando algo que eu não conseguia distingui o que era e para que servia. Eu não sentia dor alguma, e isso começou a me irritar um pouco. Porque de alguma forma eu sabia que devia estar gritando. Havia uma outra figura atrás do homem. Não sei se era homem ou garoto, não o enxergava o suficiente para ter certeza. Meus olhos estavam fora de foco. Depois disso eu apaguei.
Tive um sonho repedidas vezes. Ele me lembrava alguma coisa eu não sabia exatamente o que. Eu estava sentada no capo do carro como sempre fazia, encostada no vidro do parabrisa. Observando abismada o sol se por e a noite invadir até onde minha visão alcançava. Ouvi um barulho, mas não me incomodei. Pensava apenas no aborrecimento daquela manhã perturbadada. E como isso me frustrava, tudo aquilo. Desci do capo. E vi Lance rosnar para um dos únicos arbustos que cobria o espaço árido do penhasco "O que foi, garoto?" perguntei pasma. E foi então que um lobo grande saiu por trás daquele arbusto. Ele era grande demais para ficar incoberto. Na verdade, acho que a minha visão não estava muito acostumada com a escuridão atrás do carro enquanto tentava me adaptar não foi possível vê-lo.
Lance parecia que entraria numa luta com aquele monstruoso animal que arreganhou os dentes para ele. Pensei em me mover mas o bicho provavelmente se moveria tão rápido contra mim que não poderia ter chance de estender meu braço até a porta do carro.
Lance se pôs no pescoço do lobo logo que ele avançou em minha direção. Fiquei tão pasma com a briga selvagem e com tanto medo, que não conseguia me mover em estado de choque. Vi ele machucar meu cão e logo depois os seus dentes sujos de sangue se arreganharam num sorriso incondicional para mim. Rosnando com ferocidade. Percebi que meus olhos estavam umidos e que eu estava tremendo. Ele veio para cima de mim e eu caí deitada no chão. Ele me arranhava e me mordia eu tentava gritar desesperadamente por causa da dor que sentia. Mas sabe como são os sonhos, eu gritava no vazio, minha voz não saía como se tivesse sido roubada de mim. Isso se repediu varias vezes, nos intervalos de sono que eu tinha. Não sei ao certo por quanto tempo eu fiquei assim. Mas no sonho antes de eu acordar vi um outro lobo de pelo cor de ouro se aproximar, maior e mais forte e matar o outro, meus olhos aturdios e cansados de tanta dor estavam se fechando. O lobo se aproximou e eu tremi, temendo que ele fosse continuar a matança do outro. Pisquei e ele não estava mais lá. Em seu lugar havia um homem lindo, com pele castanha e olhos cor de amendoa.
Então eu acordei.

***

Era macabro. O carro estava lá. Ao lado dele sangue e um lobo escuro e assustadoramente grande morto.
Chamei a polícia. Eles levaram amostras de sangue para saber de que ou de quem era. Chamei Samuel para contar sobre a notícia para Courtney da melhor forma possível. Mas disse que não era para dar Kris como morta. Afinal não tinha nenhum vestígio de seu corpo. Isso me deixava desesperado. Afinal, não saber se ela estava viva ou não era tortura.
- Hey! Garotos! - chamou um polícia. - Encontramos um cão labrador morto há uns dez metros daqui.
- Lance! - disse Samuel correndo para ver como estava o cachorro. Era horrível. Haviam muitas mascas de arranhos e mordidas na parte do pescoço e no peito um arranhão tão profundo que pude ver os ossos quebrados de suas costelas. E sob ele sangue.
- Credo! - disse olhando o bicho morto.
- Parece coisa de alcatéia. - disse Samuel, olhando tudo aquilo. - O que você acha? - ele me perguntou.
- Cara! Nem sei dizer. Você viu o tamanho daquele lobo perto do carro. Ele é duas vezes o tamanho de um dog alemão. Não sei dizer. - eu estava tão pasmo quando Sam.
- Cara que cena horrorosa. O que vou dizer para Sra. Carter e para Sra. Braff. Ou pior, o que vou dizer para Court. - vi os olhos de Sam ficarem cheios d'água. Foi então que percebi que eu estava chorando também. E obviamente não era pelo cão. Sequei o rosto enquanto outra lagrima escorria por meu rosto e pigarreei.
- Melhor vocês irem. - disse o policial. - Devem dar essas noticias para as pessoas. Vou mandar uma viatura com vocês.

***

Acordei como numa manhã normal. O sol batia em meu rosto e eu sorri confortável enrroscada no lençol. Achei aquele sonho muito estranho. Imagine. Eu sendo atacada por lobos. Fala sério.
Abri os olhos mas não estava no meu quarto. Eu usava uma camiseta branca suja de sangue em algumas partes dela. e Parecia meu sangue. O cheiro de sangue invadia minhas narinas. Eu nunca prestei muita atenção nisso. Mas era sufocante. Vi um armário entre aberto e peguei uma camisa de botões xadreza azul. Parei em frente de um espelho de madeira de corpo inteiro no pequeno quarto com apenas uma cama, um armário e um espelho. Tirei a camiseta e me assustei ao ver uma bandagem em volta de toda minha barriga. Eu tirei a bandagem e apesar do sangue não havia nada ali. nenhuma cicatriz, nehuma marca. Nada!
Pus a camisa maior que eu e abri a porta. Senti cheiro de cachorro molhado por toda parte. Mas não havia cão nenhum ali. Um cheiro de café recem feito chamou minha atenção. Corri os olhos pela pequena sala quando entrei do corredor. Era pequena, com dois sofás e uma televisão. No sofá maior Havia um rapaz jogado de qualquer jeito ali. Vestindo apenas um calção de brin e ele era extremamente maior que o sofá de modo que suas canelas e seus pés ficavam para fora.
- Você acordou. - disse uma voz feminina vindo da abertura que eu considerava ser a cozinha, de onde vinha o cheiro. Creio que não demorei meio segundo para olhá-la. Era uma garota bonita, estatura mediana e cabelos escorridos e pretos. - Está com fome?
Seu sorriso era amigável. Mas eu não a conhecia e não fazia a menor ideia de como viera parar ali. E se eles tivessem me sequestrado?
- Quem é você? - perguntei em voz baixa.
Nesse momento um homem já velho de cabelos brancos que reconheci como o que segurava algo e pronunciava palavras entranhas enquanto eu estava quase adormecida.
- Ah! Já não era sem tempo. Como vai Kris? - ele disse largando as sacolas à porta. Aquela voz não me era estranha. - Sua mãe devia estar preocupada com seu sumisso. Mas liguei para ela pela manhã. Não se preocupe.
- Como?
- Kris, você foi atacada por um lobo. Sua sorte foi que Jared a encontrou antes que o bicho a matasse definitivamente.
- Jared... - falei vagamente. Devia ser o trasgo deitado no sofá. Ele estava com o rosto tão afundado no sofá que não pude ver suas feições. - Quem são vocês?
- Sou Charlie, essa é minha filha Meggan e esse jogado no sofá é Jared. - Meggan? Eu tinha uma amiga Meggan que morava numa cidade pequena ali perto de Jacsonville. Que eu não via a tempos. Na verdade era uma amiga de infância.
- Charlie? Charlie Willians?
- Isso. - disse ele rindo.
- Ah! - eu sorri. Fui em direção a Meggan e a abracei. - Nossa! Você fez muita falta quando meu pai resolveu cortar minhas viajens para os acampamentos de verão.
Ela riu me abraçando.
- É verdade. Depois vocês se mudaram e eu não tinha mais o seu telefone.
- Sinto muito por isso. - eu disse me sentindo um tanto culpada por não ter ligado. Mas eu estava entrando na minha fase rebelde na época.
- Então, garota? - disse Charlie - Que tal comer? Afinal você não se alimenta há cinco dias.
- Cinco dias?
Ele fez uma careta que indicava que sim.
- Vamos. Explicarei tudo a vocês. - disse Meggan me puxando para cozinha.

***

- Nossa! - eu disse ofegando. Eu podia realmente estar morta. Eu não consigo acreditar nisso. Mas como Ele me salvou?
- Eu... Como seu irmão conseguiu se livrar do lobo?
- Você lembra de alguma coisa? - ela perguntou enquanto me observava comer meu quinto pão com mortadela e dar um gole grande no meu terceiro copo de achocolatado.
- Lembro. - digo depois de engolir. - Na verdade. Eu acho que é meio improvável.
- Conte-me. - insistiu ela.
- Vi outro lobo. Maior e dourado. Ele atacou o outro sem muito esforço e depois parou ao meu lado eu pisquei e depois vi seu irmão, numa imagem tão embaçada que não consegui distinguir mais nada por causa da dor. - Só de pensar na dor que senti começava a me dor tudo outra vez. Arfei. - Como posso não ter nenhuma marca?
- Cura indigena. - disse Chalie.
- Hum... - não acreditei muito naquilo. Não sei como eu estava quando fui encotrada. Mas não devia ser uma ferida pequena para ter desmaido de dor. Sentia minha perna queimar de dor por causa da areia e minha barriga com arranhões fundos... Só de lembrar na dor... Tentei não pensar. Me concentrei nos problemas que tinha para resolver.
- Acho melhor eu voltar para Jackonville. - disse por fim. - Desculpe comer tanto.
- Tudo bem. Não se preocupe.
- Só mais uma pergunta: Como eu estava?
Os dois se entreolharam com os olhos se perguntando quem devia contar.
- Jary? Que bom que acordou. - disse Meggan olhando-o como o salvador da patria.
- Estava desfolada. - disse ele sério. - Se eu não corresse para cá feito um louco você não teria chance nenhuma. - sua voz era dura e aspera. Que maravilha! É bom saber que eu estava aos pedaços.
Arfei com a informação. Isso me daria muito o que pensar.
- Acho que você devia ligar para sua mãe Kris. - Disse Charlie querendo quebrar o clima ali - Ela deve estar preocupada.
Girei meu gorpo sem olhar para o garoto alto atrás de mim.
Cheguei ao telefone na parede perto da porta.
- "Alô?! Charlie..."
- Oi, mãe! Sou eu.
- "Graças a Deus! Você está na casa de Charlie. Ele disse que Jared encontrou você desmaiada perto do carro há uns dias. Como você está? Me diga. Está doendo alguma coisa?" - Coitada! Eu sou culpada de ter sido atacada.
- Desculpe por isso mãe. - eu disse com a voz aflita.
- "O que importa é que você está bem. Vou buscar você em Ocala."
- Eu posso pegar um ônibus.
- "Não mesmo..." - o telefone foi tirado de minhas mãos com delicadeza.
- Sra. Carter? Sim. Sou eu mesmo. Não se preocupe, eu a levo até sua casa. - ele deu uma pausa enquanto ouvia - Não se preocupe ela está em boas mãos. - Depois do credito que minha mãe devia estar dando para esse garoto ela deixaria que ele me levasse. - Só que Meggan está perguntando se a senhora não a deixaria ficar mais um pouco. Elas gostariam de por a conversa em dia. - ele deu pais uma paua e respirou. Ouvi seu sorriso - Claro. Está certo. Bom dia Sra. Carter.
Ele se virou para mim. À princípio parecia irritado. Mas quando seus olhos castanho cor de amendoa olharam nos meus eu perdi a respiração. Sua expressão era de uma coisa que eu não conseguia identificar. Ninguém nunca me olhou daquele modo, era amável, protetor, compassivo e intenso. E para piorar a situação eu sentia algo inexplicável como se nunca mais o pudesse deixar ir embora. Suas feições eram perfeitas, o nariz era adequado ao seu rosto forte, os labios eram grosso mas nem tanto, os cabelos eram escuros como o de Meggan jogados de qualquer jeito sobre a cabeça, tão natural que se penteasse seria uma ofensa.
Ele sorriu. Dentes brancos e perfeitos em contraste com sua pele.
- Oi.
Respirei. E comecei a ofegar. Reparando que não respirava fazia muito tempo.
- Oi...

Aqui é K.C. direto de faleidemais.com


** Cenas adcional**


Jhonny e Court no carro indo para o lago:
-Olha ali! – ele fala apontando para o mato
-O quê? – eu pergunto sem entender o que ele quer dizer
-Não viu? – ele me encara com seus olhos verdes musgo, que deixam meu estomago saltitando.
-Viu o que garoto? É mato! – falo revirando os olhos
Adoro ar livre! – ele me lança um olhar pervertido e continua a falar – Dá pra fazer várias coisas... – eu coro só pra variar e digo:
-Claro! – eu encaro ele bem nos olhos, sorrio e prossigo: Como tirar leite das vacas! – ele me olha espantado. Devo ter tirado os sonhos e fantasias do pobre.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Episódio 3 [4/5] -Garota Online (C.B)





Não sei o que me deu na hora, em que disse: “Com certeza! Me tira daqui de uma vez”.

Devia estar em universo paralelo para ter tomado tal atitude afinal ele é Jhonny, o “galinha” da escola, se pelo menos ainda fosse o Jhonny Depp, ai a história poderia ser um pouco diferente.

O fato é que eu concordei em sair com um imbecil, que não liga nem um pouco para a “alma feminina” e o pior de tudo isto é que ainda tenho uma queda por ele...Ops, eu não disse isto!

-Então está curtindo o clima Court? – ele pergunta me encarando, enquanto segura o volante com apenas uma mão, bem calmamente.

-Pra onde estamos indo? – pergunto ao notar que estamos ultrapassando as fronteiras da cidade.

-Será divertido! – ele fala piscando pra mim.

-Espero que divertido não seja perigoso! – falo retrucando um pouco incomodada com a situação, não estava muito confortável. – Não deveríamos estar matando aula... – neste momento nossos olhos se encontram e ele diz:

-Você passou mal! – Foi impressão minha ou senti sua voz mudar de tom quando ele se referiu a eu ter passado mal? Não viaja Court...

-Mas agora já estou bem! – falo procurando seus olhos, tom verde musgo.

-Que bom irá se divertir então! – ele fala dando um sorriso torto para mim e eu confesso que estava tentando manter o controle da situação, mas não estava dando muito certo. Apenas revirei os olhos e olhei para a janela, observando a paisagem, que para variar era mato. “Como amo verde!”, estou sendo sarcástica ok?

E enquanto observava a paisagem notava que Jhonny me observava e parecia estar “adorando a cena”, devia ser engraçado mesmo.

-Será que dá pra relaxar Court? – ele pergunta me encarando com o canto de seus olhos sexys.

-Estou super relaxada! – falo dando uma risada forçada e ele olha pra mim e diz:

-Ok! Agora já está me assustando! – e nós dois começamos a rir do nada e de tudo, algo meio bizarro.

-Estamos chegando Cinderela! – ele fala sorrindo

-Até que enfim, achei que ia morrer com você dirigindo deste jeito... – eu falo aliviada em poder descer do carro.

-Dirigindo como? – ele pergunta atônito

-Com apenas uma mão! – eu falo o olhando com espanto

-Pois saiba mocinha que eu nunca sofri nenhum acidente, nem sequer uma única multa! – ele fala piscando pra mim e eu sorrio de volta meio enfeitiçada por seus olhos verdes – Veja! Chegamos! -Ele fala descendo, sem nem ao menos se prontificar em abrir a porta do carro pra mim, o que eu considero um ato machista e sem nem um pingo de classe.

-Credo! Não vai nem abrir a porta do carro pra mim? – falo quase gritando com os nervos a flor da pele.

-Mulheres... – ele fala resmungando – Primeiro lutam pelos direitos iguais e blábláblá, depois querem mimos ridículos tais como abrir a porta do carro! – ele fala vindo em direção a minha porta e a abrindo, em seguida estende a mão para eu descer. –Não consigo entender!

-Não é pra você entender é só pra obedecer! – falo segurando a mão dele e descendo do carro. –Então é pra isto que você me trouxe? – falo fazendo cara de metida.

-Não me diga que não gostou? – ele me olha com ar de decepção. Mas eu estava apenas brincando o lugar era realmente lindo, incrível. A lagoa azul, mais perfeita que já vi.

–Não bobo! Estava só brincando! – falo sorrindo – É perf... Agradável! – Não dá para elogiar muito aquilo que um cara como Jhonny faz. - Nunca imaginei estar aqui, ainda mais em um dia como hoje... – eu ia continuar falando, mas ele vem e me interrompe, colando seus lábios nos meus. E eu não sinto mais nada, só fecho meus olhos e vejo estrelas (não sei como se ainda é dia) e ficamos assim juntinhos em frente da lagoa por um longo tempo.

-Só assim pra acalmar você hein! – ele fala beijando minha bochecha.

Eu sei que é doidera estar com o Jhonny no paraíso enquanto a garota picuinha fala absurdos a meu respeito, de mim e de Kristen. Mas como o próprio Jhonny disse, eu preciso relaxar!

-Esta mais relaxada Cind? – ele fala me provocando, porque sabe que eu não gosto da Cinderela. Ela não é a minha princesa preferida, por um motivo simples: ela foge do príncipe.

-Cinderela? Por favor...- falo revirando os olhos.

-Você é a minha Cinderela, sim. Esta sempre fugindo de mim! - eu reviro os olhos de novo e ele prossegue: -Promete que não vai mais fugir de mim? – ele fala beijando meu pescoço.

-Se você não aparecer montado em um cavalo horroroso, provavelmente não! - ele ri

-Tudo bem nada de cavalos! - e me beija desta vez nos lábios bem suavemente.

Então começa a escurecer lembro que esta na hora de voltar para a realidade.

-Certo! – Olho para meu relógio da Prada e digo: Hora de ir pra casa! - falo levantando do colo dele. Sim, estava debruçada no ombro dele, meio que sentada no colo dele.

-Mais já? Recém chegamos... - ele fala resmungando.

-Parece um velho rabugento! Vamos, anda! - falo o puxando pelo braço

-Você é uma princesa muito chata! - ele fala levantando calmamente. E eu me pergunto como ele pode ser tão calmo?

-E você é muito lerdo! - falo o puxando – Anda! - ele ri e diz:

-Você vai ver quem é o lerdo agora! - Ele me pega no colo com seu corpo musculoso e seu abdomem sarado e saí correndo comigo a mil por hora em direção ao carro.

-Me põe no chão! - falo gritando e ele nem bola pra mim.

Enfim chega no carro e ele me solta.

-Gostou da corrida? - ele fala rindo

-Você não imagina o quanto! - falo revirando os olhos.

Não deu 30 minutos, (é ele dirigi bem rápido) estávamos chegando em frente da minha casa. Quando vi o carro de Sam e o da mãe de Kristen ali parados.

-Nossa! O que será que aconteceu? - Pergunto preocupada.

-Melhor eu ir embora, seu amigo não vai muito com a minha cara! - ele sorri constrangido.

-Nada a ver... Não quer ficar mesmo? - Eu pergunto por educação, porque no fundo queria que ele fosse embora. Ver Sam e ele juntos não seria o melhor para mim no momento.

-Não, tenho dever da escola pra fazer! - ele fala e eu caio na gargalhada. Lógico que ele havia inventado a pior desculpa do planeta. Jhonny nunca fez o dever da escola! - Não ri, agora sou um novo homem! - ele fala rindo.

-Claro! Um que faz a lição da escola! - falo rindo

-E abre a porta do carro! - ele acrescenta.

-Claro! Isto é muito importante! - eu falo rindo – Bay! - falo me virando em direção a porta do carro.

-Não está se esquecendo de nada? - ele me encara sério.

-De quê? - pergunto me fazendo de desentendida.

-Disto! - ele fala me beijando. E quando estou vendo estrelas novamente, Sam aparece do nada como um fantasma e corta o clima. Que garoto inconveniente!

-Muito bonito Court, enquanto você fica ai com este “idiota” sua amiga esta desaparecida! - ele fala aborrecido.

-Eu já vou indo nessa Court! - Jhonny me dá um selinho, eu rapidamente desço do carro e ele acelera o carro.

-O que você quer Sam? Eu tento fugir do olhar dele, já que os olhos dele me lembram tanta coisa e principalmente ele com Jhenny a cena que quero tanto esquecer.

-Estava preocupado você desapareceu! Podia ter pelo menos avisado né? - ele fala acariciando meu rosto como sempre fez, mas desta vez senti um arrepio.

-Como se isso importasse alguma coisa pra você...Só liga pra tal da Jhenny mesmo... - falo baixinho.

-O que Court? - ele pergunta, não deve ter escutado

-Nada não! - falo revirando os olhos – Me diga agora o que foi que aconteceu com Kristen? – falo indignada com Sam, pelo fato de... Pelo fato de ele ser ele.

-Me diga o quê você estava fazendo com aquele imbecil? – ele me encara com seus olhos azuis e eu coro, mas não perco a compostura.

-Me economiza Sam! – E no fundo de seus olhos queria dizer que era pelo fato de ele estar com a Jhenny, mas Samuel foi muito grosso comigo por isto falei do mesmo modo como ele falou comigo. Sam me olhou com espanto e disse friamente:

-Ela sumiu há algumas horas com Lance e com o lap-top! – mas procura meu olhar.

-Que beleza, minha melhor amiga fugiu com o assassino da moda! – falo meneando a cabeça de um lado para o outro.

- Não, Ahmon foi embora com a família dele. – ele fala discordando de mim como se tivesse descoberto um continente.

-Isso é o que eles querem que todo mundo pense! Kristen jamais admitiria que fugiu com o Ah-alguma coisa. – falo revirando os olhos.

-Mas... – ele fala tentando argumentar algo e neste instante minha mãe chega e nos interrompe:

-Minha filha que bom que você apareceu! Estávamos tão preocupados! – ela fala me abraçando.

-Mãe! Por favor, nada de drama! – falo sorrindo sem graça

-Onde você estava mocinha? – ela pergunta agora como uma mãe “preocupada”.

-Com um a-migo! – falo gaguejando, um pouco constrangida com a situação.

-É acredite, com um amigo! - Sam repete baixinho incomodado com o fato de ter visto Jhonny me beijando.

-Seja com quem quer estivesse, não é digno de você! Você tem que namorar o Sam! – Ela fala me fazendo corar, ao que eu digo:

-Como posso namorar um cara que já tem namorada? – falei sem pensar, torcendo para que ninguém tivesse escutado, mas enfim foi tarde demais. Sam deu uma risadinha sem graça e falou:

-Court inventou essa agora! – ele falou olhando pra mim e depois para minha mãe que não gostou nenhum pouco da ideia de perder o futuro genro, eu suponho.

-Eu inventei? – olho pra ele como se aquilo fosse um ultraje.

-Não querem um biscoitinho? – Minha mãe oferece, querendo amenizar a situação.

-Eu aceito sim! – ele fala sorrindo

-Então vai entrando que você já é de casa! – ela fala rindo sem graça

E quando eu vou entrando atrás dele, ela me puxa e diz:

-Que história é esta? O que deu em você? – ela me olha parecendo um capitão de guerra, juro que desta vez fiquei com medo.

-Nada mãe! Deve ser a minha TPM! – sorrio e vou entrando na casa de mansinho.

E em seguida subo para o meu quarto, pois não cai nadinha nesta história de que Kristen sumiu. É óbvio que ela fugiu com Ahmon. Subi tirei minhas sandálias doloridas e começo a ler A hospedeira da Stphanie Meyer. Neste momento alguém liga para o meu celular, que eu tanto “adoro”. Ninguém merece, bem na hora da minha leitura sagrada...“Vou ter que atender!

-Alô! Quem é? – pergunto, porque não conheço o número.

-É o Stephanos! – que legal o maluco esquisito.

-O que você quer? – falo sem demonstrar nenhum pingo de entusiamo para desligar logo e continuar lendo.

-Como você e sua amiga estão? – Céus! Este garoto não tem mais nada para fazer do que se meter na vida alheia?

-Por que a pergunta? – retruco incomodada, garoto metido.

-Eu andei vendo o blog da... – ele fala agora totalmente enrolado, mas eu entendo sobre qual blog ele esta falando, é sobre a tal garota picuinha, essa garota me pega e com juros compostos...

-Ah sim! O tal blog! É tudo mentira... – eu falo desconversando.

-Viu o que ela escreveu há pouco? – ele me pergunta e eu fico assombrada, pois pensei que o pesadelo tivesse acabado.

-Como assim ela escreveu de novo? Vou ler agora mesmo! – falo nervosa

-Certo! Bom, vou desligar qualquer coisa me avise ragazza! – ele fala desligando.

De fato esse cara é um mistério, mas que eu não vou desvendar. Vamos ver...Blog da Garota Online. Oh não! Que garota desgraçada...

-Court? – Sam entra no quarto – Que cara é esta? – ele pergunta preocupado, eu acho.

-Sthphanos me ligou e me falou do blog, parece que Ahmon foi embora mesmo e que Kristen fugiu de fato... – falo com o olhar preocupado.

-Desde quando o que este esquisito fala tem mais importância do que eu digo? – ele pergunta me encarando.

-Desde quando você se tornou um completo idiota! – falo o encarando nos olhos

-Eu não estou com a... – ele tenta se explicar, mas eu não quero ouvir...

-Eu não quero ouvir isto! – falo o cortando – Temos que ir! – falo pegando minha bolsa.

-Pra onde? – ele pergunta sem entender nada.

-Encontrar Kristen. – eu falo como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

-Certo! Vamos! – ele abre a porta do quarto pra mim – Mas você sabe onde ela esta? – ele pergunta incrédulo.

-Como melhor amiga, meu dever é procurar! – falo piscando – Anda! *-*