Era obvio que ela não voltaria tão cedo. Esperei por ela na terça. Guardei uma vaga no estacionamento ao lado do meu carro e ela não apareceu. Isso estava me irritando. Na quarta-feira eu ainda não a tinha visto. Eu não desistiria de encontrá-la.
No fim da aula de quarta-feira eu joguei a mochila de qualquer jeito no banco do carina da camionete e fui para o posto abastecer. Cada segundo que eu perdia ali era um segundo sem ela. Era ridiculo o jeito que eu estava agindo. Ela nem minha namorada era. Minha namorada se chama Natalie e ela é linda. Loura de olhos castanhos e pele bronzeada. Eleita três vezes a rainha do baile da escola e coroada a Miss Jacksonville nesse ano. Mas eu não sei o que rola com a Kris. É como se ela fosse frágil demais para eu deixar ela sozinha.
E eu sei que por trás de todo aquele jeito de "sou forte" dela, ela é tão fragil quanto a amiga dela.
Meu telefone tocou e lá estava... Uma foto de minha namorada na tela. Eu precisava mesmo atender?
***
Eu não sei exatamente o que aconteceu. Eu não estava onde eu devia estar. Tive sonhos estranhos a maior parte do tempo. Ouvia vozes falando coisas estranhas, as quais eu não entendia. Parecia que eu estava sedada. Vi um homem de cabeça branca pronunciar palavras desconhecidas para mim segurando algo que eu não conseguia distingui o que era e para que servia. Eu não sentia dor alguma, e isso começou a me irritar um pouco. Porque de alguma forma eu sabia que devia estar gritando. Havia uma outra figura atrás do homem. Não sei se era homem ou garoto, não o enxergava o suficiente para ter certeza. Meus olhos estavam fora de foco. Depois disso eu apaguei.
Tive um sonho repedidas vezes. Ele me lembrava alguma coisa eu não sabia exatamente o que. Eu estava sentada no capo do carro como sempre fazia, encostada no vidro do parabrisa. Observando abismada o sol se por e a noite invadir até onde minha visão alcançava. Ouvi um barulho, mas não me incomodei. Pensava apenas no aborrecimento daquela manhã perturbadada. E como isso me frustrava, tudo aquilo. Desci do capo. E vi Lance rosnar para um dos únicos arbustos que cobria o espaço árido do penhasco "O que foi, garoto?" perguntei pasma. E foi então que um lobo grande saiu por trás daquele arbusto. Ele era grande demais para ficar incoberto. Na verdade, acho que a minha visão não estava muito acostumada com a escuridão atrás do carro enquanto tentava me adaptar não foi possível vê-lo.
Lance parecia que entraria numa luta com aquele monstruoso animal que arreganhou os dentes para ele. Pensei em me mover mas o bicho provavelmente se moveria tão rápido contra mim que não poderia ter chance de estender meu braço até a porta do carro.
Lance se pôs no pescoço do lobo logo que ele avançou em minha direção. Fiquei tão pasma com a briga selvagem e com tanto medo, que não conseguia me mover em estado de choque. Vi ele machucar meu cão e logo depois os seus dentes sujos de sangue se arreganharam num sorriso incondicional para mim. Rosnando com ferocidade. Percebi que meus olhos estavam umidos e que eu estava tremendo. Ele veio para cima de mim e eu caí deitada no chão. Ele me arranhava e me mordia eu tentava gritar desesperadamente por causa da dor que sentia. Mas sabe como são os sonhos, eu gritava no vazio, minha voz não saía como se tivesse sido roubada de mim. Isso se repediu varias vezes, nos intervalos de sono que eu tinha. Não sei ao certo por quanto tempo eu fiquei assim. Mas no sonho antes de eu acordar vi um outro lobo de pelo cor de ouro se aproximar, maior e mais forte e matar o outro, meus olhos aturdios e cansados de tanta dor estavam se fechando. O lobo se aproximou e eu tremi, temendo que ele fosse continuar a matança do outro. Pisquei e ele não estava mais lá. Em seu lugar havia um homem lindo, com pele castanha e olhos cor de amendoa.
Então eu acordei.
***
Era macabro. O carro estava lá. Ao lado dele sangue e um lobo escuro e assustadoramente grande morto.
Chamei a polícia. Eles levaram amostras de sangue para saber de que ou de quem era. Chamei Samuel para contar sobre a notícia para Courtney da melhor forma possível. Mas disse que não era para dar Kris como morta. Afinal não tinha nenhum vestígio de seu corpo. Isso me deixava desesperado. Afinal, não saber se ela estava viva ou não era tortura.
- Hey! Garotos! - chamou um polícia. - Encontramos um cão labrador morto há uns dez metros daqui.
- Lance! - disse Samuel correndo para ver como estava o cachorro. Era horrível. Haviam muitas mascas de arranhos e mordidas na parte do pescoço e no peito um arranhão tão profundo que pude ver os ossos quebrados de suas costelas. E sob ele sangue.
- Credo! - disse olhando o bicho morto.
- Parece coisa de alcatéia. - disse Samuel, olhando tudo aquilo. - O que você acha? - ele me perguntou.
- Cara! Nem sei dizer. Você viu o tamanho daquele lobo perto do carro. Ele é duas vezes o tamanho de um dog alemão. Não sei dizer. - eu estava tão pasmo quando Sam.
- Cara que cena horrorosa. O que vou dizer para Sra. Carter e para Sra. Braff. Ou pior, o que vou dizer para Court. - vi os olhos de Sam ficarem cheios d'água. Foi então que percebi que eu estava chorando também. E obviamente não era pelo cão. Sequei o rosto enquanto outra lagrima escorria por meu rosto e pigarreei.
No fim da aula de quarta-feira eu joguei a mochila de qualquer jeito no banco do carina da camionete e fui para o posto abastecer. Cada segundo que eu perdia ali era um segundo sem ela. Era ridiculo o jeito que eu estava agindo. Ela nem minha namorada era. Minha namorada se chama Natalie e ela é linda. Loura de olhos castanhos e pele bronzeada. Eleita três vezes a rainha do baile da escola e coroada a Miss Jacksonville nesse ano. Mas eu não sei o que rola com a Kris. É como se ela fosse frágil demais para eu deixar ela sozinha.
E eu sei que por trás de todo aquele jeito de "sou forte" dela, ela é tão fragil quanto a amiga dela.
Meu telefone tocou e lá estava... Uma foto de minha namorada na tela. Eu precisava mesmo atender?
***
Eu não sei exatamente o que aconteceu. Eu não estava onde eu devia estar. Tive sonhos estranhos a maior parte do tempo. Ouvia vozes falando coisas estranhas, as quais eu não entendia. Parecia que eu estava sedada. Vi um homem de cabeça branca pronunciar palavras desconhecidas para mim segurando algo que eu não conseguia distingui o que era e para que servia. Eu não sentia dor alguma, e isso começou a me irritar um pouco. Porque de alguma forma eu sabia que devia estar gritando. Havia uma outra figura atrás do homem. Não sei se era homem ou garoto, não o enxergava o suficiente para ter certeza. Meus olhos estavam fora de foco. Depois disso eu apaguei.
Tive um sonho repedidas vezes. Ele me lembrava alguma coisa eu não sabia exatamente o que. Eu estava sentada no capo do carro como sempre fazia, encostada no vidro do parabrisa. Observando abismada o sol se por e a noite invadir até onde minha visão alcançava. Ouvi um barulho, mas não me incomodei. Pensava apenas no aborrecimento daquela manhã perturbadada. E como isso me frustrava, tudo aquilo. Desci do capo. E vi Lance rosnar para um dos únicos arbustos que cobria o espaço árido do penhasco "O que foi, garoto?" perguntei pasma. E foi então que um lobo grande saiu por trás daquele arbusto. Ele era grande demais para ficar incoberto. Na verdade, acho que a minha visão não estava muito acostumada com a escuridão atrás do carro enquanto tentava me adaptar não foi possível vê-lo.
Lance parecia que entraria numa luta com aquele monstruoso animal que arreganhou os dentes para ele. Pensei em me mover mas o bicho provavelmente se moveria tão rápido contra mim que não poderia ter chance de estender meu braço até a porta do carro.
Lance se pôs no pescoço do lobo logo que ele avançou em minha direção. Fiquei tão pasma com a briga selvagem e com tanto medo, que não conseguia me mover em estado de choque. Vi ele machucar meu cão e logo depois os seus dentes sujos de sangue se arreganharam num sorriso incondicional para mim. Rosnando com ferocidade. Percebi que meus olhos estavam umidos e que eu estava tremendo. Ele veio para cima de mim e eu caí deitada no chão. Ele me arranhava e me mordia eu tentava gritar desesperadamente por causa da dor que sentia. Mas sabe como são os sonhos, eu gritava no vazio, minha voz não saía como se tivesse sido roubada de mim. Isso se repediu varias vezes, nos intervalos de sono que eu tinha. Não sei ao certo por quanto tempo eu fiquei assim. Mas no sonho antes de eu acordar vi um outro lobo de pelo cor de ouro se aproximar, maior e mais forte e matar o outro, meus olhos aturdios e cansados de tanta dor estavam se fechando. O lobo se aproximou e eu tremi, temendo que ele fosse continuar a matança do outro. Pisquei e ele não estava mais lá. Em seu lugar havia um homem lindo, com pele castanha e olhos cor de amendoa.
Então eu acordei.
***
Era macabro. O carro estava lá. Ao lado dele sangue e um lobo escuro e assustadoramente grande morto.
Chamei a polícia. Eles levaram amostras de sangue para saber de que ou de quem era. Chamei Samuel para contar sobre a notícia para Courtney da melhor forma possível. Mas disse que não era para dar Kris como morta. Afinal não tinha nenhum vestígio de seu corpo. Isso me deixava desesperado. Afinal, não saber se ela estava viva ou não era tortura.
- Hey! Garotos! - chamou um polícia. - Encontramos um cão labrador morto há uns dez metros daqui.
- Lance! - disse Samuel correndo para ver como estava o cachorro. Era horrível. Haviam muitas mascas de arranhos e mordidas na parte do pescoço e no peito um arranhão tão profundo que pude ver os ossos quebrados de suas costelas. E sob ele sangue.
- Credo! - disse olhando o bicho morto.
- Parece coisa de alcatéia. - disse Samuel, olhando tudo aquilo. - O que você acha? - ele me perguntou.
- Cara! Nem sei dizer. Você viu o tamanho daquele lobo perto do carro. Ele é duas vezes o tamanho de um dog alemão. Não sei dizer. - eu estava tão pasmo quando Sam.
- Cara que cena horrorosa. O que vou dizer para Sra. Carter e para Sra. Braff. Ou pior, o que vou dizer para Court. - vi os olhos de Sam ficarem cheios d'água. Foi então que percebi que eu estava chorando também. E obviamente não era pelo cão. Sequei o rosto enquanto outra lagrima escorria por meu rosto e pigarreei.
- Melhor vocês irem. - disse o policial. - Devem dar essas noticias para as pessoas. Vou mandar uma viatura com vocês.
***
Acordei como numa manhã normal. O sol batia em meu rosto e eu sorri confortável enrroscada no lençol. Achei aquele sonho muito estranho. Imagine. Eu sendo atacada por lobos. Fala sério.
Abri os olhos mas não estava no meu quarto. Eu usava uma camiseta branca suja de sangue em algumas partes dela. e Parecia meu sangue. O cheiro de sangue invadia minhas narinas. Eu nunca prestei muita atenção nisso. Mas era sufocante. Vi um armário entre aberto e peguei uma camisa de botões xadreza azul. Parei em frente de um espelho de madeira de corpo inteiro no pequeno quarto com apenas uma cama, um armário e um espelho. Tirei a camiseta e me assustei ao ver uma bandagem em volta de toda minha barriga. Eu tirei a bandagem e apesar do sangue não havia nada ali. nenhuma cicatriz, nehuma marca. Nada!
Pus a camisa maior que eu e abri a porta. Senti cheiro de cachorro molhado por toda parte. Mas não havia cão nenhum ali. Um cheiro de café recem feito chamou minha atenção. Corri os olhos pela pequena sala quando entrei do corredor. Era pequena, com dois sofás e uma televisão. No sofá maior Havia um rapaz jogado de qualquer jeito ali. Vestindo apenas um calção de brin e ele era extremamente maior que o sofá de modo que suas canelas e seus pés ficavam para fora.
- Você acordou. - disse uma voz feminina vindo da abertura que eu considerava ser a cozinha, de onde vinha o cheiro. Creio que não demorei meio segundo para olhá-la. Era uma garota bonita, estatura mediana e cabelos escorridos e pretos. - Está com fome?
Seu sorriso era amigável. Mas eu não a conhecia e não fazia a menor ideia de como viera parar ali. E se eles tivessem me sequestrado?
- Quem é você? - perguntei em voz baixa.
Nesse momento um homem já velho de cabelos brancos que reconheci como o que segurava algo e pronunciava palavras entranhas enquanto eu estava quase adormecida.
- Ah! Já não era sem tempo. Como vai Kris? - ele disse largando as sacolas à porta. Aquela voz não me era estranha. - Sua mãe devia estar preocupada com seu sumisso. Mas liguei para ela pela manhã. Não se preocupe.
- Como?
- Kris, você foi atacada por um lobo. Sua sorte foi que Jared a encontrou antes que o bicho a matasse definitivamente.
- Jared... - falei vagamente. Devia ser o trasgo deitado no sofá. Ele estava com o rosto tão afundado no sofá que não pude ver suas feições. - Quem são vocês?
- Sou Charlie, essa é minha filha Meggan e esse jogado no sofá é Jared. - Meggan? Eu tinha uma amiga Meggan que morava numa cidade pequena ali perto de Jacsonville. Que eu não via a tempos. Na verdade era uma amiga de infância.
- Charlie? Charlie Willians?
- Isso. - disse ele rindo.
- Ah! - eu sorri. Fui em direção a Meggan e a abracei. - Nossa! Você fez muita falta quando meu pai resolveu cortar minhas viajens para os acampamentos de verão.
Ela riu me abraçando.
- É verdade. Depois vocês se mudaram e eu não tinha mais o seu telefone.
- Sinto muito por isso. - eu disse me sentindo um tanto culpada por não ter ligado. Mas eu estava entrando na minha fase rebelde na época.
- Então, garota? - disse Charlie - Que tal comer? Afinal você não se alimenta há cinco dias.
- Cinco dias?
Ele fez uma careta que indicava que sim.
- Vamos. Explicarei tudo a vocês. - disse Meggan me puxando para cozinha.
***
- Nossa! - eu disse ofegando. Eu podia realmente estar morta. Eu não consigo acreditar nisso. Mas como Ele me salvou?
- Eu... Como seu irmão conseguiu se livrar do lobo?
- Você lembra de alguma coisa? - ela perguntou enquanto me observava comer meu quinto pão com mortadela e dar um gole grande no meu terceiro copo de achocolatado.
- Lembro. - digo depois de engolir. - Na verdade. Eu acho que é meio improvável.
- Conte-me. - insistiu ela.
- Vi outro lobo. Maior e dourado. Ele atacou o outro sem muito esforço e depois parou ao meu lado eu pisquei e depois vi seu irmão, numa imagem tão embaçada que não consegui distinguir mais nada por causa da dor. - Só de pensar na dor que senti começava a me dor tudo outra vez. Arfei. - Como posso não ter nenhuma marca?
- Cura indigena. - disse Chalie.
- Hum... - não acreditei muito naquilo. Não sei como eu estava quando fui encotrada. Mas não devia ser uma ferida pequena para ter desmaido de dor. Sentia minha perna queimar de dor por causa da areia e minha barriga com arranhões fundos... Só de lembrar na dor... Tentei não pensar. Me concentrei nos problemas que tinha para resolver.
- Acho melhor eu voltar para Jackonville. - disse por fim. - Desculpe comer tanto.
- Tudo bem. Não se preocupe.
- Só mais uma pergunta: Como eu estava?
Os dois se entreolharam com os olhos se perguntando quem devia contar.
- Jary? Que bom que acordou. - disse Meggan olhando-o como o salvador da patria.
- Estava desfolada. - disse ele sério. - Se eu não corresse para cá feito um louco você não teria chance nenhuma. - sua voz era dura e aspera. Que maravilha! É bom saber que eu estava aos pedaços.
Arfei com a informação. Isso me daria muito o que pensar.
- Acho que você devia ligar para sua mãe Kris. - Disse Charlie querendo quebrar o clima ali - Ela deve estar preocupada.
Girei meu gorpo sem olhar para o garoto alto atrás de mim.
Cheguei ao telefone na parede perto da porta.
- "Alô?! Charlie..."
- Oi, mãe! Sou eu.
- "Graças a Deus! Você está na casa de Charlie. Ele disse que Jared encontrou você desmaiada perto do carro há uns dias. Como você está? Me diga. Está doendo alguma coisa?" - Coitada! Eu sou culpada de ter sido atacada.
- Desculpe por isso mãe. - eu disse com a voz aflita.
- "O que importa é que você está bem. Vou buscar você em Ocala."
- Eu posso pegar um ônibus.
- "Não mesmo..." - o telefone foi tirado de minhas mãos com delicadeza.
- Sra. Carter? Sim. Sou eu mesmo. Não se preocupe, eu a levo até sua casa. - ele deu uma pausa enquanto ouvia - Não se preocupe ela está em boas mãos. - Depois do credito que minha mãe devia estar dando para esse garoto ela deixaria que ele me levasse. - Só que Meggan está perguntando se a senhora não a deixaria ficar mais um pouco. Elas gostariam de por a conversa em dia. - ele deu pais uma paua e respirou. Ouvi seu sorriso - Claro. Está certo. Bom dia Sra. Carter.
Ele se virou para mim. À princípio parecia irritado. Mas quando seus olhos castanho cor de amendoa olharam nos meus eu perdi a respiração. Sua expressão era de uma coisa que eu não conseguia identificar. Ninguém nunca me olhou daquele modo, era amável, protetor, compassivo e intenso. E para piorar a situação eu sentia algo inexplicável como se nunca mais o pudesse deixar ir embora. Suas feições eram perfeitas, o nariz era adequado ao seu rosto forte, os labios eram grosso mas nem tanto, os cabelos eram escuros como o de Meggan jogados de qualquer jeito sobre a cabeça, tão natural que se penteasse seria uma ofensa.
Ele sorriu. Dentes brancos e perfeitos em contraste com sua pele.
- Oi.
Respirei. E comecei a ofegar. Reparando que não respirava fazia muito tempo.
- Oi...
***
Acordei como numa manhã normal. O sol batia em meu rosto e eu sorri confortável enrroscada no lençol. Achei aquele sonho muito estranho. Imagine. Eu sendo atacada por lobos. Fala sério.
Abri os olhos mas não estava no meu quarto. Eu usava uma camiseta branca suja de sangue em algumas partes dela. e Parecia meu sangue. O cheiro de sangue invadia minhas narinas. Eu nunca prestei muita atenção nisso. Mas era sufocante. Vi um armário entre aberto e peguei uma camisa de botões xadreza azul. Parei em frente de um espelho de madeira de corpo inteiro no pequeno quarto com apenas uma cama, um armário e um espelho. Tirei a camiseta e me assustei ao ver uma bandagem em volta de toda minha barriga. Eu tirei a bandagem e apesar do sangue não havia nada ali. nenhuma cicatriz, nehuma marca. Nada!
Pus a camisa maior que eu e abri a porta. Senti cheiro de cachorro molhado por toda parte. Mas não havia cão nenhum ali. Um cheiro de café recem feito chamou minha atenção. Corri os olhos pela pequena sala quando entrei do corredor. Era pequena, com dois sofás e uma televisão. No sofá maior Havia um rapaz jogado de qualquer jeito ali. Vestindo apenas um calção de brin e ele era extremamente maior que o sofá de modo que suas canelas e seus pés ficavam para fora.
- Você acordou. - disse uma voz feminina vindo da abertura que eu considerava ser a cozinha, de onde vinha o cheiro. Creio que não demorei meio segundo para olhá-la. Era uma garota bonita, estatura mediana e cabelos escorridos e pretos. - Está com fome?
Seu sorriso era amigável. Mas eu não a conhecia e não fazia a menor ideia de como viera parar ali. E se eles tivessem me sequestrado?
- Quem é você? - perguntei em voz baixa.
Nesse momento um homem já velho de cabelos brancos que reconheci como o que segurava algo e pronunciava palavras entranhas enquanto eu estava quase adormecida.
- Ah! Já não era sem tempo. Como vai Kris? - ele disse largando as sacolas à porta. Aquela voz não me era estranha. - Sua mãe devia estar preocupada com seu sumisso. Mas liguei para ela pela manhã. Não se preocupe.
- Como?
- Kris, você foi atacada por um lobo. Sua sorte foi que Jared a encontrou antes que o bicho a matasse definitivamente.
- Jared... - falei vagamente. Devia ser o trasgo deitado no sofá. Ele estava com o rosto tão afundado no sofá que não pude ver suas feições. - Quem são vocês?
- Sou Charlie, essa é minha filha Meggan e esse jogado no sofá é Jared. - Meggan? Eu tinha uma amiga Meggan que morava numa cidade pequena ali perto de Jacsonville. Que eu não via a tempos. Na verdade era uma amiga de infância.
- Charlie? Charlie Willians?
- Isso. - disse ele rindo.
- Ah! - eu sorri. Fui em direção a Meggan e a abracei. - Nossa! Você fez muita falta quando meu pai resolveu cortar minhas viajens para os acampamentos de verão.
Ela riu me abraçando.
- É verdade. Depois vocês se mudaram e eu não tinha mais o seu telefone.
- Sinto muito por isso. - eu disse me sentindo um tanto culpada por não ter ligado. Mas eu estava entrando na minha fase rebelde na época.
- Então, garota? - disse Charlie - Que tal comer? Afinal você não se alimenta há cinco dias.
- Cinco dias?
Ele fez uma careta que indicava que sim.
- Vamos. Explicarei tudo a vocês. - disse Meggan me puxando para cozinha.
***
- Nossa! - eu disse ofegando. Eu podia realmente estar morta. Eu não consigo acreditar nisso. Mas como Ele me salvou?
- Eu... Como seu irmão conseguiu se livrar do lobo?
- Você lembra de alguma coisa? - ela perguntou enquanto me observava comer meu quinto pão com mortadela e dar um gole grande no meu terceiro copo de achocolatado.
- Lembro. - digo depois de engolir. - Na verdade. Eu acho que é meio improvável.
- Conte-me. - insistiu ela.
- Vi outro lobo. Maior e dourado. Ele atacou o outro sem muito esforço e depois parou ao meu lado eu pisquei e depois vi seu irmão, numa imagem tão embaçada que não consegui distinguir mais nada por causa da dor. - Só de pensar na dor que senti começava a me dor tudo outra vez. Arfei. - Como posso não ter nenhuma marca?
- Cura indigena. - disse Chalie.
- Hum... - não acreditei muito naquilo. Não sei como eu estava quando fui encotrada. Mas não devia ser uma ferida pequena para ter desmaido de dor. Sentia minha perna queimar de dor por causa da areia e minha barriga com arranhões fundos... Só de lembrar na dor... Tentei não pensar. Me concentrei nos problemas que tinha para resolver.
- Acho melhor eu voltar para Jackonville. - disse por fim. - Desculpe comer tanto.
- Tudo bem. Não se preocupe.
- Só mais uma pergunta: Como eu estava?
Os dois se entreolharam com os olhos se perguntando quem devia contar.
- Jary? Que bom que acordou. - disse Meggan olhando-o como o salvador da patria.
- Estava desfolada. - disse ele sério. - Se eu não corresse para cá feito um louco você não teria chance nenhuma. - sua voz era dura e aspera. Que maravilha! É bom saber que eu estava aos pedaços.
Arfei com a informação. Isso me daria muito o que pensar.
- Acho que você devia ligar para sua mãe Kris. - Disse Charlie querendo quebrar o clima ali - Ela deve estar preocupada.
Girei meu gorpo sem olhar para o garoto alto atrás de mim.
Cheguei ao telefone na parede perto da porta.
- "Alô?! Charlie..."
- Oi, mãe! Sou eu.
- "Graças a Deus! Você está na casa de Charlie. Ele disse que Jared encontrou você desmaiada perto do carro há uns dias. Como você está? Me diga. Está doendo alguma coisa?" - Coitada! Eu sou culpada de ter sido atacada.
- Desculpe por isso mãe. - eu disse com a voz aflita.
- "O que importa é que você está bem. Vou buscar você em Ocala."
- Eu posso pegar um ônibus.
- "Não mesmo..." - o telefone foi tirado de minhas mãos com delicadeza.
- Sra. Carter? Sim. Sou eu mesmo. Não se preocupe, eu a levo até sua casa. - ele deu uma pausa enquanto ouvia - Não se preocupe ela está em boas mãos. - Depois do credito que minha mãe devia estar dando para esse garoto ela deixaria que ele me levasse. - Só que Meggan está perguntando se a senhora não a deixaria ficar mais um pouco. Elas gostariam de por a conversa em dia. - ele deu pais uma paua e respirou. Ouvi seu sorriso - Claro. Está certo. Bom dia Sra. Carter.
Ele se virou para mim. À princípio parecia irritado. Mas quando seus olhos castanho cor de amendoa olharam nos meus eu perdi a respiração. Sua expressão era de uma coisa que eu não conseguia identificar. Ninguém nunca me olhou daquele modo, era amável, protetor, compassivo e intenso. E para piorar a situação eu sentia algo inexplicável como se nunca mais o pudesse deixar ir embora. Suas feições eram perfeitas, o nariz era adequado ao seu rosto forte, os labios eram grosso mas nem tanto, os cabelos eram escuros como o de Meggan jogados de qualquer jeito sobre a cabeça, tão natural que se penteasse seria uma ofensa.
Ele sorriu. Dentes brancos e perfeitos em contraste com sua pele.
- Oi.
Respirei. E comecei a ofegar. Reparando que não respirava fazia muito tempo.
- Oi...
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** Cenas adcional**
Jhonny e Court no carro indo para o lago:
-Olha ali! – ele fala apontando para o mato
-O quê? – eu pergunto sem entender o que ele quer dizer
-Não viu? – ele me encara com seus olhos verdes musgo, que deixam meu estomago saltitando.
-Viu o que garoto? É mato! – falo revirando os olhos
Adoro ar livre! – ele me lança um olhar pervertido e continua a falar – Dá pra fazer várias coisas... – eu coro só pra variar e digo:
-Claro! – eu encaro ele bem nos olhos, sorrio e prossigo: Como tirar leite das vacas! – ele me olha espantado. Devo ter tirado os sonhos e fantasias do pobre.
-Olha ali! – ele fala apontando para o mato
-O quê? – eu pergunto sem entender o que ele quer dizer
-Não viu? – ele me encara com seus olhos verdes musgo, que deixam meu estomago saltitando.
-Viu o que garoto? É mato! – falo revirando os olhos
Adoro ar livre! – ele me lança um olhar pervertido e continua a falar – Dá pra fazer várias coisas... – eu coro só pra variar e digo:
-Claro! – eu encaro ele bem nos olhos, sorrio e prossigo: Como tirar leite das vacas! – ele me olha espantado. Devo ter tirado os sonhos e fantasias do pobre.
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