- COMO É? - perguntei já me irritando. - Tudo bem. - contei até dez mentalmente - Por que você insiste em acusá-lo?
- Porque é obvio que é ele o culpado. As evidências apontam pra ele. - ela disse o acusando enquanto procurava o livro de algebra II no armário. - Olha... Não quero ser chata mas parece que você anda se importando demais com esse Ahmon. Você sabe que que ele não tem energias muito positivas.
- Não é questão de energias positivas.. - eu disse olhando pro nada como se algo interessante estivesse bem ali.
- Você... - Ela riu - Você tem um interesse maior nele...
- Que? Aff... Não viaja. Ele é um suspeito em potencial. - eu disse me afastando do armário. - Vou me atrasar para aula de biologia. Te vejo mais tarde.
Sai o mais rapido que pude do corredor onde Court estava. Continuei pensando.
"Você... Você tem um interesse maior nele..." Aquela frase não saia da minha cabeça. Claro que não tinha interesse maior nele. Só acho que ele não deve ser o monstro que todos dizem que ele é.
Joguei meu livro de biologia sobre o balcão e fiquei ali refletindo. Sobre o assunto. Eu não gostava dele. Quero dizer. Eu estou na do Adam.
- Tire um papel Carter. - Sam disse dando uma piscadinha.
- Pensei que teria Algebra II nesse horário. - eu pisquei de volta.
- Tenho todas as outras no mesmo horário que ela. - ele riu.
- Meninas. - O professor começou a falar. - Esse papel servirá para vocês verem seus companheiros de laboratório de biologia desse ano. então assim que pegarem o papel leiam em voz alta.
- Adam Horn... - ouvi a lider de torcida loira de olhos sintilantes dar uma acenadinha para Adam que deu um sorriso simpático. - É tem gente que nasce com o bumbum virado pra lua. :/
- Oi, Kristen. - ouvi uma voz masculina falar meu nome. Era Adam.
- Oi... - eu disse o olhando feliz.
- E sua dupla?
- Seja lá quem for vou ter que estudar. Preciso manter minhas notas pra continuar sendo chefe do jornal... - disse vagamente abrindo o papel. - Ahmon...
Todos da sala pararam e me olharam. Que constrangedor. Ainda bem que eu era desinibida. Adam me lançou um olhar de preocupação.
Do nada todos voltaram seus rostos para porta da sala. E seguiram um garoto alto de cabelos castanhos rebeldes entrar com o mesmo olhar enigmático me encarando. Depois olhou para Adam com uma expressão que demonstrava o quão insignificante Adam precia ser para ele. Adam ficou ali parado.
- Está no me caminho, Horn. - Ele disse calmamente.
- Ainda tem espaço para passar, Akemi. - ele disse sem se mover.
- Entendo... - ele olhou para mim e continuou dando uma risadinha - Sei que tem interesse na minha parceira de laboratório. - Totalmente ofenssivo. O encarei de cara fechada, com isso vi um brilho em seus olhos e seu sorriso cretino crescer. - Mas ela é minha agora. - ele disse encarando-o agora.
Me mantive quieta e o olhando com raiva. Adam me olhou quieto, depois o olhou irritado. Os dois mantiveram os olhares presos, juro que se fosse um anime estariam saindo raios dali.
Adam deu passos para ir para seu lugar batendo propositalmente no ombro de Ahmon enquanto o mesmo sorria para o lugar onde Adam estava. Olhei com pena para Adam. Sabia que ele não era do tipo que brigava. Depois olhei para Ahmon com muita raiva.
"evil man"
- Oi parceira. - ele disse sentando ao meu lado e pondo um braço envolta dos meus ombros. - Seremos ótimos parceiros. Não é? - ele disse virando meu rosto para ele muito proximo.
Nesse momento o professor entrou na sala e todos voltaram sua atenção para ele. Meu Deus! Como eu o odiava.
A aula de biologia foi longa. Muito longa. Minha tpm só piorou as coisas na hora das atividades em dupla.
- Vocês faz as misturas? - eu perguntei terminando de escrever o que estava no quadro.
- Faz você. - ele disse encostado na parede com as mão atras da cabeça e os pés sobre a mesa. Ah, claro! Ele ficou assim a aula toda. ¬¬
- Você vai fazer alguma coisa não vai? - eu perguntei com a sobrancelha levantada.
- Vou é? - ele riu para o nada e depois chegando o rosot pra mais perto do meu. - Quem vai me obrigar?
Aquilo me desconcertou. - Só porque você é punk não significa que tenha que ser mal. - eu disse séria e com raiva. O que ele fez? Simplesmente me ignorou. Tirou um canivete de dentro do bolso e ficou jogando-o para cima. - Cale a boca. - ele disse depois de alguns segundos. - Você traz um canivete para escola? - eu perguntei com leus olhos gudados num ponto do caderno onde estava escruto "morte". Tyler. - Está com medo? - ele riu parando de brincar com o canivete. Talvez Court tenha razão. - Você realmente machucou Tyler. - eu disse o olhando incredula. - O que faz você pensar que eu faria isso? - nesse momento o sinal tocou o professor saiu da sala junto com todos os outros alunos desesperados. - As evidências apontam você.
- Como é? Está me acusando? – ele perguntou batendo uma mão na mesa.
- Eu... – o medo me invadiu junto com a fúria. Ele era tão ridículo. – Eu não estou acus,,, - eu disse perdendo a fala quando ele passou uma mão por entre meus cabelos me puxando para perto de seu rosto segurando firmemente minha nuca. Nós nos odiamos naquele momento.
- Que provas você tem? – ele disse com os dentes trincados.
O encarei com ódio e disse:
- Tenho o seu atraso ao entrar na sala de seleção, sua calça jeans rasgada que tanto tentava esconder, a sua ex namorada – eu disse com mais ódio nessa parte – é namorada do Tyler agora, e agora esse canivete. – cuspi tudo sem dó e piedade na cara dele.
Ele deu aquele sorriso parecendo satisfeito com a minha frustração.
- Então... Façamos o seguinte. Se eu for mesmo o assassino você pode me fazer de escravo por uma semana. – A idéia de faze-lo escravo e pagar pelo que fez com Tyler era uma ótima idéia. Eu o faria dizer na cara de Tyler que foi ele, faria mil compras e ele teria que carregar todas elas. Realmente uma má idéia não era, mas e se eu perdesse. O que era obvio que não iria acontecer.
- E se eu não ganhar o que é quase improvável?
Ele riu.
- Me pede desculpas... – Como ele se faz de humilde. ¬¬
- E?
- E o que?
- Está brincando comigo. E o que mais? - Eu disse cruzando os braços e me escorando na mesa.
- Bom, eu sei que vou entrar no jornal da escola então... Que tal... Ser minha escreva pelo resto do semestre.
- Por um mês.
- Cinco.
- Três. Ainda vou ao baile com você se quiser. – eu não acredito que estava mesmo apostando. Mas fazer o que? Eu sabia que ganharia.
- Pizue. – O que diabos era isso? – Quem disse que quero ir com você.
- Como se todas as meninas do colégio gostariam de ir com você. – eu disse rindo dele. Parei logo que seu rosto se aproximou do meu.
- Como se eu quisesse mesmo ir nesse negócio. – retrucou ele.
- Como se você fosse mesmo se encaixar em um evento desses. – eu disse pondo minha mochila nas costas.
- Você pode dizer isso melhor que eu. Quatro bailes e nenhum par.
- Como você... – ele realmente sabia que isso era verdade, e eu queria muito saber como.
- Não sou o único a fazer pesquisas. – ele disse abrindo um sorriso canalha.
- Não quero mais falar com você. – eu disse frustrada.
- Nem eu. – disse ele seguindo-me até a saída da sala. Peguei minha agenda e olhei o que tinha pra fazer depois dos testes. “Visitar Tyler”. Tinha marcado uma visita no hospital. Liguei para a mãe de Tyler ontem a noite de disse que queria visita-lo para o jornal da escola. Pedi para que ela perguntasse se ele não se importava. Notei que alguém parecia mais interessado que eu nas minhas anotações.
- Hey! – xinguei fechando-a rápido. – O que faz aqui?
- Vou para a seleção - ele disse segurando a jaqueta com uma caveira branca com a mão esquerda nas costas enquanto com o outro braço ele apoiava nos meus ombros. – com você.
- Hey! O que acha que está fazendo? – tirei seu braço dali e comecei a andar mais rápido.
- Fazendo você se acostumar. – ele disse pondo o braço de novo. Mas dessa vez não consegui tira-lo de lá.
- O que? – perguntei em sussurros para Court.
- Você entrou com ele... – tapei a boca dela. E fiz sinal pra que ela fizesse silêncio. Ela assentiu com a cabeça – Você entrou com... – tapei sua boca novamente. – Por quê? –sussurrou ela percebendo que todos na sala, incluindo Ahmon estavam escutando tudo.
“Não posso contar.” eu disse nervosa em uma folha de papel.
“Como assim não pode? Você não fez o que eu acho que fez, não é?!” fiz uma cara de não entendi pra ela “Estou perguntando se você não fez um pacto... Sei que você faz isso sempre que sabe que alguém é culpado por alguma coisa. A pessoa fica com medo e se entrega. Geralmente é dinheiro”.
Vocês viram como ela pensa mal de mim? u.u Mas tenho que confessar que isso era bem típico de mim. (faleidemais.com)
“Não apostamos dinheiro.”
“O QUE APOSTARAM?” ela pareceu desesperada.
“Só posso dizer que vou ganhar, está bem?! Não se preocupe.” Eu disse dando uma piscadinha “Então, ainda vamos nos encontrar com Tyler hoje a tarde não é?!”.
A expressão dela foi de dor, mas ao mesmo tempo radiante.”Desculpe”
“Quem é o cara dessa vez?!”
“É o Johny.” Agora entendo o por que de tanta felicidade. “Posso pedir um favor?!”
“Qual?”
“Me empresta seu carro? Preciso fazer umas comprinhas e te devolvo mais tarde...”
“Tudo bem. Eu posso ir de metrô visitar o Tyler.”
Foi uma péssima idéia emprestar o carro para ela. Não porque eu não quisesse. Mas o tempo mudou na ultima hora. E uma tempestade parecia estar se formando. O vento começava quando fui até o carro pegar meu casaco xadrez azul escuro com vermelho que combinavam com minha bota azul aberta de couro do all star com cadarços vermelhos.
- Muito cuidado com ele. – eu disse passando a mão na camionete.
- Leve o meu guarda-chuva. – ela disse me oferecendo aquela coisa rosa-choque. Definitivamente não. – Tudo bem.
- Boa sorte com o Johny. – eu disse me afastando.
- Te ligo quando voltar. Quero saber o que você descobriu. – e dizendo isso ela arrancou. Sumindo rapidamente com eu carro. Porque meu coração se partia quando o via longe.
Joguei minha mochila branca de couro nas costas e liguei o radio do celular.
- KRISTEN! – ouvi a voz mais linda de todas me chamar. Era Adam. Estava com o abrigo do futbol verde da escola. Como ele ficava bem com aquele abrigo.
Do nada uma moto rompeu em minha frente. Antes que eu pudesse dar um passo em direção a Adam.
- Hey, Carter. – agora não era uma voz gentil. Era uma voz grave que fazia meu cabelo da nuca ficar eriçado... De raiva. Ouvi sua voz quando desligou a moto – Temos uma entrevista para fazer.
- Está tão desesperado assim para me tornar sua escrava? – disse com desdém.
- Cale a boca e pegue isso. – ele disse me entregando o capacete preto.
- Não vou com você. – disse cruzando os braços. Ao longe vi Adam desistir e o ir em direção ao metrô. Dei um passo na direção dele, mas Ahmon foi mais rápido. Parei a menos de dez centímetros de seu rosto.
- Ponha logo isso. – ele disse sério com o capacete preto na mão.
- O seu combina mais comigo. – eu disse desnorteada olhando em seus olhos orientais que por algum estranho motivo me faziam sentir como se enxergasse minha alma.
- Apenas coloque logo. – ele disse praticamente jogando o capacete em minhas mãos. Como ele era rude. ¬¬ Pus o capacete. Ele ligou a moto e saímos voando para o hospital onde Tyler estava internado.
- Vamos. – ele disse parando ali para me esperar.
- Calma. – eu tinha prendido meu cadarço na moto. Só eu pra fazer essas coisas. Consegui depois de muito esforço e ainda acabei arranhando a perna.
- Vamos logo. – ele disse me arrastando pela mão para dentro do hospital. O olhei incrédula.
- Hey... Me cortei na sua moto. – disse mancando. – Vai devagar.
No mesmo instante ele me carregou no colo até chegarmos à enfermaria do hospital. Dali a enfermeira pediu para que nós fossemos até uma sala fazer um curativo. Ele continuou me carregando. Tive tempo suficiente para analisá-lo. Seus cabelos castanhos escuro eram lisos e destacava adequadamente cada camada. Uns fios rebeldes caiam sobre seus olhos asiáticos. Que eram realçados pelas sobrancelhas grossas. O nariz bem desenhado, nem grande nem pequeno. Um nariz perfeito. Não pude pensar muito sobre seus lábios. Assim que os olhei apenas mordi os meus involuntariamente. O que estava acontecendo comigo?
Fomos para o quarto de Tyler. Conversamos e ele explicou que a pessoa usava uma máscara,assim como Ashlee, sua namorada, havia dito. A presença de Ahmon não o agradou. Por fim a descrição dele não se encaixava nem um pouco com Ahmon. Disse que o estaqueador era mais franzino que Ahmon.
- Então o que você acha que temos? – perguntei andando pelo corredor do hospital ao lado dele.
- Temos uma garota. – ele disse lendo o que eu havia escrito.
- Uma garota? – eu disse olhando incrédula para ele. – Não acho que um nadador com o porte do Tyler poderia...
- Ela o pegou desprevenido.
- Hm... Voltemos para o Colégio. – corremos de volta para o colégio. Já estava escurecendo.
Pesquisamos a vida de Tyler. Teve duas ou três namoradas no colégio durante o tempo que estudou ali. A penúltima se chamava Jéssica Bancks. Era a mais cdf da sala. Sempre tinha as melhores notas. Mas nos ultimos tempos parece que o termino com o rapaz a deixou meio fora de si.
- Jéssica? – fiquei olhando a foto da garota. Será possível? – Ela não fede nem cheira como pode ser ela?
- Exatamente por isso. – ele disse olhando sério para foto dela.
- Hm... – não devo negar que ele estava certo. Ela era uma concorrente em potencial para seu cargo de culpado. Também não posso negar que ele estava próximo demais. – O que?
- Estou esperando você pedir desculpas.
- Cretino. – eu disse levantando e indo mexer em alguma coisa.
- Hey! – ele me segurou pelo pulso e me prendeu contra a mesa. Ambos de pé. – Seu orgulho só piora as coisas.
- Sua maldade só ajuda...
- As garotas gostam...
- Que garotas?
- Garotas como você... – ele disse com o rosto perto demais pra que eu pudesse pensar direito.
- Co-como-o eu... – me peguei gaguejando.
- É só pedir desculpas... – ele parecia tão inerte quanto eu. Nossos rostos começaram a ficar mais próximos. Levei um susto com um barulho vindo do corredor.
- Ouviu isso? – falei em voz baixa.
- Vem... – ele disse me puxando pela mão.
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